Uma pousada refúgio na pequena Cotiporã

Todo mundo precisa de um escape, um esconderijo, um dia de fuga pra colocar os pensamentos em ordem, as pernas pro ar ou meramente respirar brisa fresca. Especialmente num lugar cheio de boas práticas e com a recepção familiar da pousada Piccolo Refuggio, em Cotiporã. Continue lendo Uma pousada refúgio na pequena Cotiporã

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Domingo de sol na Geisse Open Lounge

O frio se despede e é hora de botar a cara na rua, aproveitando o sol e as lindas paisagens da Serra Gaúcha. A novidade imperdível é o espaço Open Lounge da Cave Geisse, com bons petiscos, pufes tamanho família e o incomparável espumante da casa. A vinícola abriu seus jardins para receber o público a exemplo da Miolo, o que amarra e completa a experiência enológica da visitação. Depois de conhecer as caves e o processo enológico, nada melhor do que sentar calmamente e desfrutar desse prazer na taça.

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Cobo Wine Bar, o lugar que estava faltando em Bento Gonçalves

Vinho é o elixir da vida.

Longe de mim aquela enochatice que só repele as pessoas. O que quero dizer aqui é que o vinho é muito mais do que a bebida que se bebe. É a comida que se serve junto, as risadas que acompanham, a conversa fiada e o perfume que sai das taças. Há muito tempo, o setor vinícola nacional vem trabalhando institucionalmente para descomplicar os rituais acerca do vinho e conquistar mais enoapaixonados. Continue lendo Cobo Wine Bar, o lugar que estava faltando em Bento Gonçalves

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Doceria portuguesa: lembranças de família

Conceição, minha vó. Portuguesa, com certeza!
Conceição, minha vó. Portuguesa, com certeza!

Esta ao centro é minha vó Conceição. Ao redor dela, nove dos 10 filhos no aniversário de 15 anos de minha mãe, que é a caçula. Herdei dela a origem portuguesa que me traz certa fascinação por Lisboa e o desejo de, um dia, explorar mais a gastronomia lusitana direto na fonte. Quando a conheci, Conceição já era uma senhora de idade e quem lidava com as panelas era a ajudante fiel, que, por acaso, se chama Ana, assim como eu e minha mãe. Pelas mãos de Ana, comi muita ambrosia e arroz doce. Comi até enjoar, nas férias em que pude conviver com minha vó, porque nunca morei perto.

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Vila Flores: uma experiência de fé altamente gastronômica

Para o mal ou para o bem, cada um de nós recebe a cruz que pode carregar para ficar mais forte, paciente e consciente. E o mais reconfortante: quando você estiver precisando de amparo, basta abrir-se para o universo que o apoio virá. Esse convite para conhecer o tour da experiência de Vila Flores foi providencial e o indico para qualquer um que careça de um dia de paz em meio à natureza e rodeado de sorrisos hospitaleiros.

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Tirei dois dias pra ficar desconectada e parti rumo à pequena Vila Flores, onde, logo na chegada, esta a pousada dos Capuchinhos. A lembrança é de um lugar tranquilo, belíssimas obras de arte resgatadas do ostracismo e um café da manhã mais que completo.

A história dos freis nessa região começa na década de 1940 e foi exatamente naquele lugar que funcionou, por quase 60 anos, um colégio interno e um seminário. Revitalizado, o prédio começou a funcionar como pousada a partir de 2008 e ainda conta com seis freis internos que administram o lugar – entre eles, um frei enólogo responsável pela produção de suco, graspa, vinhos finos e canônicos que são vendidos na recepção.

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A pousada é demais. Os salões preservam muito da arte sacra que veio da França junto dos primeiros freis. É emocionante de se ver.

Os vitrais que emolduram a capela, por exemplo, são da década de 40, assim como os 32 hectares de vinhedos próprios que garantem a maior parte da produção enológica da congregação.

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A ligação com a natureza, que é o cerne dos ensinamentos do padroeiro desse lugar, é muito presente na pousada. Uma pequena trilha nos arredores da pousada percorre cada verso da oração de São Francisco de Assis: “Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz”. Ainda pequena, a trilha “Paz e Bem” será expandida para toda a propriedade até o ano que vem, quando a pousada deve inaugurar também suas águas termais.

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Apenas pela vivência de fé já valeria a pena ter saído de casa, mas o fato é que a experiência de paz, pão e vinho de Vila Flores vai muito além.  Depois de umas horinhas curtindo a pousada, partir em direção ao atelier L’Arte Ceccato, que explora os saberes populares do imigrante, oferecendo uma vivência de chás medicinais, simpatias da nona e uma delicada produção de peças sacras em cerâmica.

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Localizado na comunidade Aimoré de Vila Flores, o refúgio da família Ceccato guarda lembranças da tradição ceramista da família, que teve o sustento por muitas gerações na produção de tijolos e hoje divide seus saberes por meio do turismo de experiência, embora a olaria ainda exista e produza até 150 tijolos por minuto.

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Na família Ceccato, conheci um pouco do potencial de uma horta medicinal onde cada canteiro guarda benefícios a uma parte do corpo e provei um suco cítrico digestivo com laranjas direto do pomar. Só gente do bem e divertida!

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À noite, lanternas de vela guiaram nosso caminho até um tradicional e divertidíssimo filó italiano.

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Aqui, a comunidade se une em contações de histórias e serve os convidados em uma mesa muito, muito farta.

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Depois de uma noite de repouso e um passeio pela trilha Paz e Bem, não podia deixar Vila Flores sem conhecer a Vila do Pão, uma casa de 103 anos que já abrigou seis gerações e já foi comércio de vários tipos, tendo sido revitalizada como padaria e confeitaria no mesmo ano em que abriu a Pousada dos Capuchinhos.

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Lá se vende tudo que se pode comer no café da tarde, incluindo pães gigantescos de até 10 quilos. Mas aí precisa muita família comendo junta!

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Para mim, uma porção generosa de ambrosia, que me lembra muito minha vó e que deixou um sabor de saudade. A Pousada dos Capuchinhos, o L’Arte Ceccato, o Filó de Vila Flores e a Vila do Pão são empreendimento da Região Uva e Vinho que integram o Tour da Experiência, um projeto do SEGH – Uva e Vinho em parceria com o Sebrae que  valoriza e promove experiências turísticas na Serra Gaúcha e outras quatro regiões no Brasil: Costa do Descobrimento, Caminhos do Brasil Imperial, Bonito e Belém.

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Um burguer artesanal que é maremoto de sabor

Juliana e Henrique primeiro cansaram das profissões de oito horas diárias em escritório e investiram tudo no projeto de um trailer de burguers artesanais. Depois, cansaram de estar longe da família e voltaram de São Paulo para Bento Gonçalves – trazendo junto o trailer. Sorte nossa, porque assim pudemos conhecer essa explosão de sabores e ingredientes nada usuais que se misturam no Maremoto Hamburguer Artesanal.

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Conheci por indicação, porque eles estão atendendo há apenas três meses na Serra Gaúcha, participando de eventos de rua esporadicamente, mas, principalmente, atendendo via tele-entrega para almoço e jantar. São 14 sabores de burguers tradicionais, especiais e os incríveis vegetarianos que são re-al-men-te surpreendentes.

Muitas das receitas desenvolvidas pelo Henrique – com todo o apoio administrativo e marqueteiro da Juliana, claro – levam o nome de rotas conhecidas pelos motociclistas. Provei três deles, que vêm acompanhados de uma deliciosa maionese caseira verdinha e com aquela pegada de alho.

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Peguei o campeão de vendas Rota 66 pra conferir se é mesmo tudo aquilo que tinham me contado. E realmente é. O pão australiano dá todo um adocicado ao recheio substancioso de hambúrguer, cheddar derretido, bacon e cebola refogada no shoyu. Se você ficar em dúvida do que pedir, vai nesse com certeza. R$ 22,00 é o preço.

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O Rota 9 também é uma delícia com referências uruguaias e preço de R$ 20,00. O cheirinho de chimichurri vai longe e a combinação com pimentões e cebola na chapa deixa a receita bem rústica. Os hambúrgueres usados pelo Maremoto são bem generosos. Lembre de pedir bem passado se você não tolera aquele vermelhinho na carne.

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Aliás, se você não tolera carne nenhuma pode investir sem medo nas opções vegetarianas do Maremoto. Comi o Imigrantes e fiquei surpresa com o hambúrguer de falafel, que é uma mistura de grão de bico com especiarias. Não foi a primeira vez que provei hambúrguer de grão de bico, mas esse estava crocante e bem fritinho. Combinado com antepasto de berinjela e abobrinha, pimentões, uvas passas e castanhas, cebola e queijo branco fica uma coisa de louco. Tudo no pão de chia.

O Maremoto não tem ponto fixo – ainda – mas isso não é problema.

Peça pelo face: aqui!

Peça pelo site de delivery: aqui!

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Um abuso de almoço no único restaurante giratório do país!

Esse post tem o apoio de SEGH – Uva e Vinho

Almoçar a 60 metros de altura, com uma vista panorâmica da Serra Gaúcha e fartamente servido em um rodízio que parece não ter fim já seria espetacular se a atração principal não fosse outra: o restaurante fica girando enquanto você come – lenta e constantemente, num giro de 360º que leva algo em torno de duas horas. O Restaurante Giratório Mascaron já é um clássico em Veranópolis, com todos os méritos. É uma experiência bem inusitada.

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O elevador panorâmico que leva ao salão dá ideia da altura que espera o cliente. Chegando ao restaurante, a primeira impressão é a mais iluminada possível. Quanto mais ensolarado o dia, mais bonita fica a vista. Na verdade, mal se percebe que a área das mesas está em movimento. O giro é calculadamente lento, para não atrapalhar a refeição.

DSC_0181 Em diferentes lugares do salão, pontos cardeais mostram a cidade mais próxima e a distância até ela. Apenas o perímetro mais externo do restaurante, onde estão as mesas, é que fica girando. A parte central e os vidros ficam estáticos. Então, enquanto você come, vai circulando pelas paisagens de Bento Gonçalves, Caxias, Cotiporã.

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Os primeiros pratos são servidos à mesa. Esses deliciosos pãezinhos com manteiga, caponata e pasta de tomate seco são apenas o começo. Estavam recém-assados, comi praticamente todos e depois amargurei essa decisão precipitada. É um bom ótimo começo, mas que deve ser aproveitado com parcimônia.

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Em seguida, uma sopinha clássica, queijo e salame, aquela coisa bem típica.

 

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Saladas, se você quiser disfarçar um pouco diante da família.

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Depois disso, entra o time do restaurante giratório e, meus amigos, a coisa fica punk. Talvez você precise abrir discretamente um botãozinho da calça. Pode acontecer!

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A sequência de massas certamente tem mais de 10 opções. Joana de olho no canelone, mas pode crer que o risoto de funghi é muito bom e o espaguete a matriciana é de comer rezando. Com muito esforço, consegui provar um pouquinho de cada coisa.

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No revezamento com as massas, vem uma sequência de carnes com muita, muita variedade. Me senti em processo de extrema superação porque também consegui provar um pouquinho de cada. Mas não digo que tenha sido fácil.

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Depois disso, a Joana ainda quis a maior sobremesa da casa.

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Eu, que já estava precisando de ajuda, fiquei feliz em saber que o restaurante giratório tem uma bela carta de licores e chás digestivos.

O Restaurante Giratório Mascaron é um dos empreendimentos da Região Uva e Vinho que integram o Tour da Experiência, um projeto do SEGH – Uva e Vinho em parceria com o Sebrae que valoriza e promove experiências turísticas na Serra Gaúcha e outras quatro regiões no Brasil: Costa do Descobrimento, Caminhos do Brasil Imperial, Bonito e Belém.

Restaurante Giratório Mascaron
RSC 470, Km 178 | Fone: +55 (54) 3441-8350
Veranópolis – Serra Gaúcha – Brasil
Site: acesse aqui!

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A simplicidade genuína do Cotidiano

O cotidiano pode ser uma tela em branco à espera de sua primeira pincelada; uma trilha em mata fechada ou no descampado; um clássico no Dia do Rock ou uma trilha de Tiersen. Ele não pode ser sem graça, sem música, sem cor, mas há que ser simples, como nós somos em essência.

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E se a vida é a gente que pinta, os chefs Laércio Vesterlund e Vicente Lovera escolheram bem o vermelho atijolado que transformou o casarão histórico no centro de Carlos Barbosa no Cotidiano Café e Cozinha. Uma graça de lugar, um belo balcão de confeitaria, o café tirado na hora e aquela luz natural que invade o salão.

DSC_0130O Cotidiano é multifacetado em sua proposta ao cliente. Abre cedinho, com um café da manhã estilo taberna europeia – torradas, frutas e café a R$ 7,50. Mais tarde, um almoço executivo caprichoso com opções de R$ 17,00 a R$ 22,00. À noite, só em jantares esporádicos e eventos especiais, como agora, no período da Festiqueijo.

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Tive a saborosa incumbência de provar o almoço da casa e garanto que é uma deliciosa opção cotidiana. A saladinha fresca está inclusa em todos os pratos, assim como o pão fresco do chef Laércio, um dos melhores chefs padeiros da Serra Gaúcha. São três ou quatro opções de almoço que a casa vai trocando periodicamente, respeitando a oferta de insumos para garantir o preço imbatível.

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Provei duas opções do lugar. O extracotto com purê de batatas: uma porção generosa e embebida por um excelente molho de vinho.

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Melhor ainda: porco com arroz cremoso de nata e queijos. Estava muito bem temperado e muito bem servido.

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Depois de tudo, a sobremesa também está inclusa e, nesse dia, havia creme de bergamota com calda de uva. Fechou exemplarmente o almoço que, para duas pessoas, teria saído por menos de R$ 40,00.

Excelente preço para um excelente almoço. Para esse ou para outros restaurantes ganharem ainda mais sabor, siga a dica de ouro do Culinarismo e leve uma boa companhia com você. Alguém com quem você possa rir ou alguém a quem você deseje muito ter por perto. Comer com gente chata dificulta a apreciação gastronômica, entende?!

Cotidiano Café e Cozinha
Rua Júlio de Castilhos, 100, Carlos Barbosa
Aberto de segunda a sexta, das 7h30min às 19h15min; sábados, das 8h às 22h30min; domingos, das 14h30min às 19h
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Uma viagem à Ásia com o menu do China Thai

DSC_0088De volta a Bento Gonçalves depois de 10 anos na Austrália e Indonésia, o chef Leandro Scotta criou aqui um cantinho asiático de sabores exóticos. Uma viagem para o outro lado do mundo em pratos da gastronomia chinesa, tailandesa e indonésia. O restaurante fica no bairro Santa Rita, mas não é difícil de encontrar. Você precisa entrar no salão para sentir o clima hinduísta e natural a que o lugar se propõe.

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Para chegada, você pode curtir um chá oriental ou pular essa etapa direto pra carta de vinhos, o que, por vezes, é mais do que necessário. A proposta étnica exige paladar curioso, mas não se preocupe: apesar da característica apimentada da maioria dos pratos, o chef deu uma dosada para as preferências locais e há opções no cardápio que não vêm com pimenta.

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Uma boa pedida para entrada são os guiozas de carne suína com pimenta doce à parte. Já tinha provado similares em Três Coroas, no restaurante ao pé do templo budista, e é algo que eu adoro. Aqui, você pode comer de uma forma bem original, com hashis. A louça e boa parte da decoração vieram direto do Oriente, na mala do chef 😉

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Do cardápio chinês, provei a massinha de arroz com camarões, repolho e carne suína. Recomendo pra quem não pode ou não gosta de pimenta.

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Um aperitivo do menu que eu amei mesmo depois de saber que não é nada light são as coxinhas BBQ. Comeria várias, mas meu prato favorito (já voltei e já repeti, que conste)…..

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É o Kho Phi Phi, a massinha tailandesa com frutos do mar, umas castanhas, uma misturinha muito louca e, por que não, uma certa dose de pimenta – grau 1, no meu caso. Se você é indeciso como eu, quando for ao #chinathai aposte logo na sequência da casa e aproveite um pouco de cada vertente da casa por R$ 100,00. Como sempre, não me sobraram forças para a sobremesa.

A tele-entrega do China Thai vem fazendo sucesso, mas, pelo menos uma vez, indico visitar o restaurante pra conhecer o verdadeiro clima asiático e receber os cumprimentos do chef.

China Thai

Rua Antônio Fornazier, 245

54 9666-3801

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Aquecendo as baterias para o Mississipi Delta Blues Festival 2016!

No aquece pro Mississipi Delta Blues Festival desse ano, em novembro, o Culinarismo curtiu todos os embalos de um roteiro regado a vinhos caxienses e música refinadíssima. O #bluestour é uma programação especial e limitada que o bar oferece no período do festival, mas que teve uma edição extra dia desses. Foi animadíssimo. Em cada parada, pocket shows de diferentes vertentes do blues com bandas do staff do Mississipi.

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Culinária com uma pitada de jornalismo. Bento Gonçalves, Serra Gaúcha.