Xis bebum? Tem disso em Bento no Longs Delivery!

Hambúrguer é bom e todo mundo gosta, mas o clássico xis gaúcho nunca perde a majestade. Em Bento Gonçalves, o Longs Delivery está fazendo o maio sucesso já no primeiro mês. A localização ajuda – bem no acesso principal do bairro Santa Helena – e a receita tem sabor de tradição. Se você tem certa idade e circulou pela noite de Bento Gonçalves, tenho certeza que já comeu muito xis do seu Longhi no pós-festa do Beliskão (risos. e entreguei a idade agora).

Então que o novo empreendimento da família é voltado pra tele-entrega, como o nome diz, mas tem um espaço bem bonitinho pra receber o cliente que não quer sujar a louça em casa ou reunir a galera (uma gíria bacana que obviamente vai entregando ainda mais a idade da pessoa).

Tem filés, massas, risotos e saladas, como essa: receita superdelícia com morangos e amendoim.

Mas o forte da casa são mesmo os xis – tradicionais e outros com a assinatura do Longhi. Tem de entrecot, salmão, lombo assado, etc…mas dois deles me seduziram de imediato e foram uma escolha bem acertada: o xis Rosbife com ovo cozido traz um espetacular creme de queijos fundidos. As fatias fininhas de rosbife com esses queijos ao redor ficou bem matador. R$ 23,00.

O mais pedido da casa, sucesso de vendas, é o xis bebum, realmente bom. Aqui, as iscas de carne são flambadas e levam molho de vinho – sabor que dá pra sentir lá no fundinho. Esse aqui eu tive que repetir. Comi o Longs e agora, pra dar gás no post, precisei pedir em casa. Isso também foi bom pra verificar que a entrega é bem eficiente.

 

Longs Delivery

Nota no Google: 5,0 de 5,0

Nota no Foursquare: não tem avaliações

Nota no TripAdvisor: não tem perfil

Rua Batista Dosso – 409 – bairro Santa Marta, Bento Gonçalves

Aberto todos os dias: de segunda a sábado, no almoço e no jantar. Aos domingos, somente para o jantar

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Tele: (54) 2621-5330

Urban Farmcy, um movimento necessário de alimentação consciente

Sim, o restaurante natureba da vez fica bem no coração de um bairro caro, onde circula gente cool vestida apropriadamente para um editorial da Vogue. Sim, o ambiente é descolado na medida certa pra ainda oferecer certo grau de sofisticação. Um cliente não habitual pode achar “too much” a garçonete pingando gotas de clorofila na sua água.

De fato, o Urban Farmcy tem todo jeitão de engomadinho, mas é um movimento necessário e que te mostra de uma vez por todas que a comida vegetariana pode ser incrível. O restaurante abriu em Porto Alegre há seis meses meses e a fila de espera não deixa dúvidas de que as pessoas estão, no mínimo, curiosas a respeito. Esse vídeo te ajuda a entender:

Na chegada, me deparei com estantes e mais estantes de cultivo indoor de gramíneas, kale e outras coisas que não soube identificar. Isso também faz parte da filosofia Urban Farmcy: o fortalecimento da produção urbana e hiperlocal de alimentos, reduzindo o impacto com transporte e o desperdício. >> Relembrando o que já falei aqui no blog durante o Setembro Verde, dados da FAO apontam que cerca de 33% de tudo o que é produzido anualmente no mundo vai para o lixo. Deste percentual, 54% das perdas ocorrem na fase inicial do cultivo, passando pela manipulação, pós-colheita e armazenamento. Isso não apenas dificulta o acesso global à alimentação, mas também encarece os alimentos.

Com uma filosofia raw (comida minimamente cozida) e plant based, o Urban Farmcy tem um menu colorido e de fotos primorosas. Pra comer, de salada a burguer veggie passando por uma feijoada quase vegana (comi, conto adiante). O lugar ganha muitos e muitos pontos extras pelo mobiliário de reuso, as paredes verdes “real”, as playlists incríveis no Spotify e por essa ideia genial de compartilhamento do conhecimento.

Ademais, eles têm algumas prateleiras com livros diversos – muitos sobre alimentação alternativa. Você pode levar qualquer título pra casa: basta imprimir sua foto e deixar aí no mural com seu nome, telefone, etc. Quando devolver o livro, leva a foto pra casa. <3

Num menu tão colorido e sedutor, é quase um dilema escolher o almoço. O propósito do Urban Farmcy é redefinir os conceitos de alimentação e, logo na chegada, um suquinho vivo pra energizar enquanto eu dava aquela lenta folheada no cardápio.

 


Esse prato de arroz negro com húmus, avocado e saladinhas estava delicioso e apimentado em boa medida. Não fosse o ovo, seria vegano. Juro que não era, nem de perto, um prato sem graça. Ao contrário: cheio de sabores e cores – tanto que essa imagem não tem nenhum tratamento de cor ou luz.

A minha pedida, pra saciar a curiosidade, foi a tal feijoada quase vegana. Surpreendente. No lugar das carnes, um tempero excelente e talinhos de cogumelo. A couve, o vinagrete e a farofa… tudo minuciosamente empratado, numa experiência que eu repetiria, com certeza.

 

O almoço é uma delícia, mas eu nunca disse barato. Cada uma dessas refeições saiu por R$ 50,00 – sobremesa não inclusa. Vale a pena conhecer, atentar aos detalhes e incorporar um pouco mais de consciência na alimentação.

 

Urban Farmcy

Nota no Google: 4,5 de 5,0

Nota no Foursquare: 8,7 de 10

Nota no Trip Advisor: 4,5 de 5

Rua Hilário Ribeiro, 299, Porto Alegre, Rio Grande do Sul

Aberto todos os dias, em horários variados

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Sparkling Night Run, o que comer!

Correr a gente corre, mas é pra equilibrar essa rotina que pipoca de restaurante em restaurante (risos)! Assim vai ser na Sparkling Night Run, a corrida noturna de Bento Gonçalves que é cheia de atrações <3

Nesse ano, a prova vai ter um circuito gastronômico ainda mais completo pra quem vai assistir a corrida e para os competidores recobrarem as energias depois da prova, que vai ser dia 11 de novembro, com largada e chegada a Via Del Vino, em Bento!

Então já que o assunto é comer, olha aí a lista dos seis food trucks que vão homenagear o Dia do Macarrão!!! Já estou me preparando pra comer todo o possível…e ainda vai ter wine bar da Salton, Aurora e Nova Aliança.

A prova vai ser às 20h30min, mas a estrutura gastronômica vai bombar das 18h às 23h. Inscrições ainda disponíveis::: www.sparklingnightrun.com.br

 

Nega Maluca

Talharim caseiro ao molho do Chef (tomate seco e nata) ou de tomatinho cereja e manjericão

Polentruck

Penne ao molho de galinha caipira ou de funghi

 

Trailer Colheita Butique Sazonal

Talharim caseiro ao molho de cogumelos frescos e queijo Brie ou La Mare (mexilhões,camarão, polvo e lula)

 

Guaxinins Pizza e Hot Dog

Espaguete ao molho sugo

 

Mister Pankekas

Panquecas de guisado ou de presunto e queijo

 

Sweet Babi

Bolo de pote

Carlos Barbosa: maravilhas da panificação na Usina Pão e Pesto

Não é uma padaria. É uma oficina alquímica que lida com farinhas, leveduras e ingredientes nobres. Depois de tantos anos trabalhando como torneiro mecânico, Tiago Misturini se rendeu ao universo da gastronomia e, depois de um período de estudos na Europa, acaba de abrir a loja de panificação artesanal que já tem uma fila de fãs em Carlos Barbosa. Cheguei até lá num sexta-feira chuvosa, já noite, e, mesmo assim, era um entra e sai de gente buscando encomendas e levando tudo o que ainda restava.

Tiago nos bastidores, Dejair na excelência do balcão

Primeiro, Tiago estudou um ano sobre pasta madre, temperaturas e condições de fermentação. Criou receitas e chegou a 23 tipos de pães que se revezam no cardápio. Pelo menos três ou quatro estão disponíveis de segunda a sexta, além de pestos e caponatas, que completam a vocação da usina.

Além de clássicos como esse pão italiano, a carta tem outros como focaccia, baguete bem ao estilo francês, ciabatta e brioche. As receitas autorais incluem um pão 100% integral e outras versões de três e sete grãos.

Quase morri com esse pão de chocolate. Joana fez uso da franqueza infantil e, depois de comer horrores na Usina, ainda pediu mais um pra levar.

O pão fresco do Tiago é impecável, mas congelado também funciona muito bem. Além desses que comi na companhia do pessoal da Usina, levei pra casa dois belíssimos exemplares autorais congelados: de abóbora com alecrim e cacau com damasco. Ele conserva muito bem no vácuo e fica perfeito como fresco. Basta deixar descongelar e colocar uns minutinhos no forno. É ótimo ter essas reservas no congelador praquela manhã de preguiça. Nada além de uma manteiga ou azeite pra acompanhar.

 

Usina Pão e Pesto | Cozinha Artesanal

Rua Buarque de Macedo, 2545, Ponte Seca, Carlos Barbosa

Segunda a sexta 16:00 às 19:00

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Cinco coisas que você precisa comer em Paris – e, o mais importante, onde!

Antes de revelar o ouro que o título do post promete, compartilho 350 palavras do meu íntimo direto pra vocês. Não se furtem da leitura… quem sabe tenham alguma utilidade. Lá vai ::::

No exato momento em que escrevo estas linhas, já tenho duas mãos nervosas, três aplicativos e uma agência de turismo trabalhando a meu favor, espremendo os preços e vasculhando a internet pra reduzir a zero, mais uma vez, a distância entre mim e outro voo de longa duração. Esse é o post derradeiro da aventura #comerecorreremparis, uma viagem que foi planejada, aguardada e desfrutada à altura.

As minúcias que se desdobraram até eu finalmente embarcar no Royal Air Maroc em direção ao aeroporto de Orly, com escala em Casablanca, fizeram dessa viagem um episódio memorável da minha vida. Mas nem em sonho, nem nas minhas melhores miragens, eu poderia prever tantas e tão maravilhosas descobertas. Saiba você que isso pode acontecer em qualquer lugar e qualquer distância de casa…mesmo a nenhuma distância. Isso não é uma receita de bolo, é um compartilhamento, apenas.

Eis que, abrindo o peito para o novo, coisas maravilhosas vieram a meu encontro. Se nunca lhe ocorreu, saiba que é perfeitamente possível. E, depois disso, você não vai querer e não vai encontrar sua velha vida de volta. Porque, caminhando na beira do Sena (ou na Times Square, no Taj Mahal, pelas ruas de Ipanema ou pescando ali do lado) você vai traçar maravilhosos planos que vão mudar a sua vida. Magicamente, todo o passado e o presente passam a se encaixar e fazem um sentido tão óbvio quanto os quatro lados de um quadrado.

É bem nítido como cada fato pregresso levou-me até Paris nesse começo de outono europeu. O que lhe ofereço nesse texto e nos outros três da série (clique aqui, aqui e aqui para ler) são mais que sugestões gastronômicas – são um pedaço do que fui e sou. É o meu olhar fascinado pelas coisas da vida. Se você pudesse sentir comigo como o sol brilhava pleno ou a noite brisava fresca quando comi cada uma dessas cinco coisas abaixo, então você entenderia como me senti viva em cada pegada dessa pequena viagem.

Daqui em diante, as coisas maravilhosas da Serra Gaúcha e outras andanças próximas povoarão esse blog até que uma nova viagem chegue. Que chegue logo!

 

Baguete no melhor de Paris

A boulangerie La Parisienne teve sua baguete eleita como a melhor de Paris e foi a fornecedora oficial da presidência francesa no ano de 2016. Tinha planejado uma visita nos últimos dias de viagem, mas tropecei ali logo no primeiro dia. Ótimo, comprei um enorme de um sanduíche e levei pra comer em “casa” por 4,30 euros. O pão dos parisienses realmente é delicioso e faz parte da vida cotidiana.

Boulangerie La Parisienne: 52 boulevard Saint Germain, 75005, Paris

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Crepe onde os parisienses comem crepe

O crepe de Paris tem origem na Bretanha e é feito com sarraceno, que na verdade não é trigo e originalmente não tem glúten. Se for salgado, é crepe; se for doce, galette. A coisa é tão enorme que vale por um almoço. O meu comi na última noite em Paris, na autêntica rua Mouffetard, num lugar que não tinha fila de turistas, mas de locais. Aí temos dois exemplares: todos com muito queijo, um com ovo, outro com cogumelos. Preço médio de 4 a 6 euros. Esse vai ficar na memória <3

Au Petit Grec: 68 Rue Mouffetard, 75005, Paris

Facebook: nem página oficial eles têm (risos). Clique aqui para a página de referência!

 

Croque monsieur numa tradicionalíssima casa de chás

Sébastien Gaudard é um dos principais pâtissiers   de Paris, mas não foram os doces que me levaram ao seu fino estabelecimento pertinho do Hotel de Ville. Embora a vitrine da confeitaria fosse irresistível, minha visita teve destino direto: o croquet-monsieur dele foi eleito o melhor da cidade em 2015 pelo jornal Le Figaro. É uma versão com a assinatura de Gaudard, num empratamento bem mais delicado que a versão tradicional, feito com presunto da região do Aveyron e queijo comté com denominação de origem, por 14,50´p´=-po-o-p0 euros.

 

Salon de Thé Pâtisserie des Tuileries – Sébastien Gaudard: 1 Rue des Pyramides, 75001, Paris

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Kouignettes, onde encontrar o original

Essa, sim, é uma descoberta da qual me honro, porque a fiz pura e simplesmente andando despretensiosamente por Paris. O Kouignette® é uma invenção do chocolatier Georges Larnicol para aproveitar chocolates de sua maison que haviam derretido pelo forte verão de 2003 e o calor dos fornos da confeitaria. É uma massa folhada enrolada e recheada; crocante nas bordas e macia ao centro. Eu, basicamente, não consigo descrever a experiência sensorial que é Kouignette, mas comi os meus – de pistache – lambendo os dedos e num caminhar quase flutuante pelas ruas adjacentes de Notre Dame.

 

Maison Georges Larnicol: eles têm três em Paris e outros tantos pela França. Fui neste: 14 rue de Rivoli, 75004, Paris

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Macaron, coma todos, mas não esqueça o Ladurée

Pisou em Paris e não comeu macaron? Então não pisou. Verdade seja dita: você vai encontrar centenas de endereços pra comer essa iguaria, mas a boutique Ladurée é um endereço obrigatório. Na casa de chás da Champs Elysées, você vai pegar uma fila de virar esquina, vai se irritar e talvez até desista. Não vou mentir pra vocês. Comigo aconteceu exatamente isso e, depois de meia hora à espera de um lugar qualquer, virei as costas para a o imponente salão de detalhes dourados e comprei minha caixinha de macarons Ladurée no aeroporto mesmo. Uma caixa delicada com seis macarons por 17 euros. O preço só dá arrepio até a primeira mordida.

Maison Ladurée – 75 avenue des Champs-Elysées, 75008, Paris

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Restaurante secreto da Madeleine: experiência de dar e receber

Por dois anos, planejei encontrar e almoçar no tal restaurante secreto da Igreja Madeleine. Meu imaginário saboreou cada detalhe de uma refeição que eu projetei como misteriosa. Qual nada! O tal restaurante secreto da Madeleine não tem pretensão alguma de ser secreto… porque, na verdade, se trata de um lindo trabalho de benevolência para alimentar os necessitados de Paris.

Minha primeira impressão ao entrar foi de fascínio pelo cenário que ali se compunha. As paredes centenárias da cripta da igreja, vistas de dentro, me fizeram os olhos brilhar.  Enquanto o cliente à minha frente era recebido, observei em panorama tudo o que se desenrolava. A sobriedade dá o tom do restaurante, que não precisa de nenhuma decoração a não ser a história centenária que carrega. No corredor estreito de mesas lotadas, almoçavam muitos parisienses e quase nenhum turista.

No balcão da entrada, a hostess de seus 80 anos me chamou e explicou um pouco sobre o Le Foyer de la Madeleine. Antes de mais nada, precisei fazer uma carteirinha de filiação que custa 7 euros e vale por um ano. Ela dá direito a almoço completo, de segunda a sexta, por 9 euros. O lucro todo se transforma em sopa para os pobres. O restaurante não é secreto, é benevolente!

Essa hostess e todos do serviço estavam identificados com crachás de voluntários – e nenhum deles, provavelmente, tinha menos de 65 anos.

Fui acomodada numa mesa e logo veio um senhor com a água da casa (em Paris, você pode pedir a água da casa, que é perfeitamente potável e de graça) e uma bandeja com entradas diversas à escolha. Peguei a saladinha de pepino com molho de iogurte e segui observando o vaivém dos voluntários.

Depois, veio o prato principal. Ressalte-se que é um restaurante benevolente, não um almoço gourmet. O porco estava ótimo, os legumes tinham gosto de comida de avião e a massa gravatinha era massa gravatinha, bem como parece (risos)!

Vi gente comendo sorvete do tipo cornetto de sobremesa e achei bem apetitoso. Depois pensei que isso se come em qualquer posto de gasolina e aceitei a sobremesa da casa, que era uma espécie de panacotta com calda de amoras. Delicada e quase sem açúcar, como são as sobremesas do parisiense.

No fim das contas, sentei nas escadarias da Madeleine e divaguei sobre a gentileza daqueles voluntários e sua presteza. Fiquei incomodada com a minha própria apatia, mas só conseguia me concentrar na carteirinha de filiada ao restaurante e minha vontade imensa de voltar ali nesse um ano de validade do meu cadastro. Aquilo ficou pairando em mim enquanto o solzinho pós-almoço me aquecia o rosto. Aí o whatsapp apitou: “Carol, qual é a boa pra hoje?”. Era o fotógrafo, amigo do padre peruano da Madeleine. O que veio depois foi ainda mais surpresa que o Foyer de La Madeleine!!!

 

Le Foyer de la Madeleine

De segunda a sexta, das 11h45min às 14h

Entrada pela lateral da Igreja de La Madeleine.

O perfil do restaurante no TripAdvisor traz umas críticas bem malvadas de pessoas que obviamente desconhecem o objetivo e funcionamento da casa. Se interessar, clique aqui!

A vida parisiense no restaurante Tribeca da Rue Cler

Essa foi minha terceira vez em Paris e, por sorte, evitei atalhar, ganhar tempo com metrô ou ônibus. Fui aproveitando os dias de sol em longas caminhadas, muitas vezes sem destino, mas que sempre me entregavam no lugar certo e na hora certa.

Alguns lugares, como Paris, nunca esgotam. Não desbotam. É só abrir os olhos para as cores da vida real parisiense, aquela que está nas adjacências e na poesia urbana. Pedaços de cotidiano como a Rue Cler, que é quase um recorte da verdadeira cidade de Paris, merecem a passada.

A curta Rue Cler tem açougue, mercado de frutas, lavanderia, brasserie, loja de vinhos, de souvenires e o excelente café Tribeca. Esse é um daqueles lugares com horário turístico, mas que recebe um bom público local e fica disputado no happy hour, pontualmente das 16:00 às 19:00.

As cadeiras, sempre voltadas pra rua <3

O Tribeca abre das 8:00 até a uma da manhã. Cheguei tarde para os drinks de preço ótimo do happy hour, mas peguei uma mesa ótima para jantar. As pessoas ao meu redor comiam pizza e burguer. Mas tem os Plats Du Jour e as especialidades da casa. Não tem desculpa, eles têm menus em inglês e wi-fi se eu quisesse traduzir alguma coisa do menu.

Salmão eu sempre prefiro cru porque as pessoas não acertam o ponto. Esse estava perfeito <3

A cozinha francesa é primorosa e referência para a sociedade ocidental ao longo dos séculos. O prato tem tanta cor <3 Comi por dois nessa noite. Primeiro, o salmão com legumes, o azeite aromatizado e o limão siciliano, por 16,50 euros.

Sim, é carne crua, mas faz parte do repertório da gastronomia francesa. É preciso arriscar

Depois, já que eu estava com tempo, fui no embalo do steak tartar que a moça da mesa ao lado tinha pedido. Não foi a minha primeira experiência, mas é sempre aquela primeira garfada de desconfiança. A carne era bem temperada e definitivamente estava fresca. Com uma venda nos olhos, eu nem notaria que se trata de carne crua. Era bom, fato. Não anotei o preço, mas regula com o prato de salmão.

Esse mojito elevou meus padrões de aceitação em relação a mojitos. Não sei como vai ser agora

Também tomei um mojito maravilhoso por 9 euros. Fiquei lá, mexendo e remexendo o meu mojito.

#paris2024 #pointofview #loveparis #vivelafrance #olympics #anouslesjeux

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Depois disso, sem sobremesa, caminhei sem rumo até ver no céu uma pontinha da Torre Eiffel. Guiei meus passos por ela e me atirei no gramado do Champ de Mars pela primeira vez, sozinha.

Tribeca Paris
36 Rue Cler, 75007, Paris

O Facebook deles é megadesatualizado. Mas segue porque ajuda, pelo menos, a achar o lugar (risos). Clique aqui!