Todos os posts de Ana Carolina Azevedo

Vindima 2015 (Parte 2 de 3): Mamma Gema, que fartura!

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O Mamma Gema é um restaurante tão clássico no Vale dos Vinhedos que fiquei surpresa ao descobrir, numa pesquisa rápida, que a trattoria ainda nem completou cinco anos. No inverno e no verão, a casa está sempre bem frequentada por sua localização estratégica no coração da maior região produtora de vinhos do país e, naturalmente, porque se trata de um legítimo representante da exuberância gastronomia da Serra Gaúcha. O banquete é para fortes!

DSC_4087Restaurantes típicos, a região tem vários, mas poucos alcançam a excelência do serviço e da entrega que o Mamma Gema tem. É que a comida, quando em farta quantidade, precisa ter alma. O que ocorre muito nesse sistema de rodízio “sem fim” é que a massa acaba sendo insossa, a carne passa do ponto e a gente passa dos limites sem saborear nada realmente autêntico. É por isso que eu recomendo o Mamma Gema sem pestanejar.

pizza vinhosAlém de um espirituoso proprietário que é ex-zagueiro profissional e está sempre por perto para receber o público, o lugar se diferencia também por uma grandiosa adega aberta ao público, onde o cliente pode se divertir escolhendo seu vinho em meio ao armazém de produtos coloniais. Nesse andar térreo do casarão, também funciona à noite o “Pizza entre Vinhos”, outra delícia que o só o Vale dos Vinhedos oferece. Leia mais aqui!

DSC_4057O “serviço completo” do Mamma Gema inclui muita, muitíssima comida. A saladinha em questão, embora deliciosa e tipicamente ornamentada com uvas, é só uma pegadinha perto da extravagância que se apresenta a seguir.

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Começando por um clássico, essa polentinha mole com ragu foi o prato mais marcante pra mim, de completo apelo emocional. Quem teve uma nona na infância, provavelmente vai saborear com carinho essa panelinha.

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Depois, um risoto de alcachofras bem elaborado.

 

 

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Uma tradicional massa carbonara.

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Um frango ao molho de ervas finas delicioso, que foge totalmente ao tradicional galeto servido em outros restaurantes.

DSC_4068O melhor da casa: tortelloni à bolonhesa, com pasta de salame e iscas de filé. Esse prato eu precisei repetir e ainda teria pedido pra levar uma quentinha, se cara de pau fosse o meu forte.

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Um filé básico e uma massa ao pesto, porque os rodízios italianos da Serra gaúcha nuuuuunca terminam.

 

DSC_4075E como realmente não terminam, ainda veio um ravióli maravilhoso com molho de gorgonzola e nozes…

DSC_4078…e um tradicional tortéi à moda da casa, com molho de tomate seco e castanhas torradas.

Esse banquete é para fortes, como eu disse antes, mas acho que todo mundo merece seus dias de insanidade gastronômica. Me perdoem os nutricionistas, mas prefiro pensar que um excesso de vez em quando faz parte do que eles chamam de “dieta balanceada”. 😉

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Ah, claro, um bom restaurante italiano tem vinho até na sobremesa. O Mamma Gema acertadamente escapa do tradicional sagu com creme pra servir essa releitura do clássico: um sorvete artesanal de creme com calda de vinho. Tudo isso que foi apresentado custa em torno de R$ 60,00 sem bebida.

Mamma Gema Trattoria

Estrada RS 444, Km 18,9, Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves (RS)

Reservas: (54) 3459-1392

Site: clique aqui!

Vindima 2015 (parte 1 de 3): passeio inebriante no Parque Dal Pizzol

Os encantos da Vindima estão por toda a parte. A história, os aromas, os cachos verdes, rosas e violáceos pendendo nos vinhedos e as taças cheias tilintando em um brinde pela fartura. É um tremendo desperdício que tantos turistas venham a Bento Gonçalves especialmente para contemplar esse espetáculo do homem e da natureza, enquanto muitos que vivem aqui jamais tenham experimentado pisar a uva e estender uma toalha à sombra dos parreirais, perdendo um mundo de sensações que se apresenta ao nosso redor.

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Bento Gonçalves tem cinco roteiros turísticos que se pode percorrer praticamente de graça. A saber, nem só do Vale dos Vinhedos vive o turismo local: temos os Caminhos de Pedra, o Vale do Rio das Antas, A Rota das Cantinas Históricas e os Encantos da Eulália. Na última semana, tive o prazer de integrar um grupo de 17 jornalistas de todo o país convidado a conhecer esses destinos do nosso interior. Foram quatro dias extenuantes, mas de uma autenticidade cultural notável. Separei essa experiência em uma série de três posts e, pra começar, vos apresento aquela que considero uma das vinícolas mais receptivas de Bento Gonçalves: a Dal Pizzol.

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Nesse dia, a programação foi especial e intensa. Uma vez por ano, a vinícola reúne convidados para fazerem a colheita simbólica no Vinhedo do Mundo, a terceira maior coleção privada de uvas, com 390 variedades de 30 países. A mim, coube a responsabilidade de colher um cacho da variedade francesa Fer. Essas e as outras 40 variedades colhidas serão vinificadas sob o comando do enólogo Dirceu Scottá, dando origem à 5ª edição do Vinum Mundi, uma edição limitada que a vinícola não vende a preço algum, apenas presenteia algumas pessoas.

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Foto: Gilmar Gomes

A Dal Pizzol que conheci, na verdade, é um parque temático, pois a produção dos vinhos em si é feita em outra estrutura, logo mais adiante, ainda em Faria Lemos. Nessa área de oito hectares, aberta o ano inteiro, são oferecidos minicursos de degustação e almoços ou jantares para grupos. A degustação de que participei foi às cegas. Embora eu tenha falhado em algumas percepções (achei que o pão fosse biscoito), é sempre interessante a experiência de ver o mundo por meio dos outros sentidos. Em tempo: um casal ou turma pequena de amigos que quiser participar pode ser encaixado em algum grupo já agendado.

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A degustação vale a pena, sobretudo se for coroada com o almoço da Dal Pizzol. O cardápio é simples, mas imbatível, e o pacote com degustação às cegas mais refeição harmonizada sai por R$ 130,00 por pessoa.

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A cantina da Dal Pizzol fica às margens de um lago arborizado, por onde os patos transitam livremente. É o que eu chamaria de “a refeição ideal”: comida de raiz, paisagem inebriante e a bebida que une as pessoas.

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Como de costume, fotos da família ornamentam a cantina, lembrando aos visitantes que essa terra em que pisamos hoje é fruto do sonho de um imigrante.

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Enfim, afora todo o contexto histórico e a beleza natural do lugar, tem a parte da comida, que muito me interessa. Sente o profissionalismo dessa batata assada. Eu até já tentei isso em casa, mas jamais consegui uma casquinha tão crocante.

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Uma dupla de massas clássicas é servida na sequência, mas é bom não se ater muito a isso porque o absolutamente incrível vem a seguir.

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É o lendário xixo da Dal Pizzol. Atenção se você quiser reproduzir a receita em casa. Precisará de uma churrasqueira giratória, azeite de oliva em abundância e muita paciência, porque os espetinhos precisam ficar girando constantemente e sendo regados até ficarem perfeitamente assados e crocantes.

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Um filezinho ao molho de vinho encerra a sequência de salgados…

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…abrindo espaço para o mousse de iogurte natural na calda de vinho, que eu adorei por manter o sabor neutro do iogurte natural e harmonizar perfeitamente com o moscatel da casa. A propósito, todos os pratos foram harmonizados, o que a partir de determinado momento comprometeu minha grafia, levando a uma extrema dificuldade de compreensão dias depois, quando precisei transcrever minhas anotações 😀

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Toda essa experiência foi completa, deliciosa e “embebedante”, mas dá para se encantar com as nuances do parque Dal Pizzol sem gastar um tostão. A visitação é gratuita e você pode estender sua toalha e cesta de piquenique na grama, deixando as crianças (e os adultos, como na imagem) se divertirem nos brinquedos.

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É um gigantesco espaço pra curtir com a família, comprando um bom vinho ou espumante no varejo da vinícola. Eles servem na temperatura ideal!

Esse é um lugar que vale a pena frequentar, sempre respeitando a natureza e o esforço da família para manter o espaço aberto ao público durante todo o ano. A vida é feita de momentos como esse, de trocas e de vivências. A mim, restará a gratidão e a lembrança maravilhosa de ter deixado uma pequena contribuição ao Vinum Mundi safra 2015.

 

Dal Pizzol Adega e Parque Temático

RS 431, Km 5, Distrito de Faria Lemos

Bento Gonçalves (RS)

Contato: (54) 3449.2255

http://www.dalpizzol.com.br/

 

Morangos e tomates que ouvem Bob Marley: como não amar?

Comer é algo que ocupa boa parte do meu tempo livre. Em pouco mais de um ano, esse projeto gastronômico que é minha grande paixão já explorou quase 50 restaurantes entre posts individuais, rankings e relatos de viagem. De uma forma ou outra, todos tiveram seu charme especial, mas a experiência que vos trago hoje é especial e eleva meu nível de exigência a outros patamares. DSC_3679 Não tem maître, não tem requinte e não chega a ser “caaaaaaro”. O Barlavento, que muitos conhecem simplesmente por “morangos hidropônicos” é, certamente, um dos lugares mais autênticos e receptivos que o Culinarismo já visitou. Quem imaginaria um universo tão marítimo encrostado no meio da Rota do Sol? Fechando essa porta mágica atrás de mim, abri um mundo de redes balançantes sob a brisa do verão, comilanças inesquecíveis e (pasme) morangos e tomates hidropônicos que crescem ouvindo clássicos do rock, reggae e música latina!!! DSC_3705 DSC_3688 Além do restaurante, o lugar abriga uma hospedaria e toda a plantação de morangos, tomates e manjericões hidropônicos e orgânicos que são a base do cardápio.Os animais de estimação são bem-vindos na parte externa do restaurante, desde que mantidos na guia. Há banquinhos e mesas nessa área, então é um bom lugar pra curtir com o seu amigo cão!   DSC_3722 DSC_3696 Se você for apenas numa turma de humanos e tiver a oportunidade de se sentar nas mesas internas, não deixe de reparar em cada detalhe da decoração praieira do lugar. Não tive oportunidade de conhecer o dono (ou dona), mas parece que tudo faz parte de uma coleção pessoal. Boias marítimas e quadros, muitos quadros, ocupam as paredes do Barlavento. Não tem como ficar entediado esperando a comida. Há muito o que explorar. DSC_3697 No bom do verão, o fogão a lenha ficou só pra decoração, mas fiquei imaginando que no inverno deve ser muito bom desfrutar de uma taça de vinho ao anoitecer. Tentei provar o máximo de pratos do cardápio, o naturalmente me levou a passar dos limites. Pela fama dos morangos hidropônicos, há muitas opções doces – nem todas hipercalóricas, como se poderia imaginar. Há iogurtes com morango e também opções sem lactose. Entradas, sanduíches e massas completam a diversão! DSC_3699 Sabedora de que a sobremesa ia ser corpulenta, pulei as bruschettas e pedi tomatinas como entrada. Temperadas com azeite de oliva, balsâmico e adobo, uma versão menos apimentada do famoso chimichurri uruguaio. Incrivelmente doces, esses tomatinhos serviram duas pessoas muito bem por R$ 14,50. DSC_3717 Na dúvida entre sanduíche e massa, dividi os pedidos com a família pra podermos provar um pouco de tudo. Quando os pratos chegaram, confesso que não dei muito ibope pra esse exemplar batizado de Diabo da Tasmânia. Depois de duas mordidas, não queria mais devolver para o dono. Vale a pena o investimento de R$ 25,00 por essa delícia com filé mignon, queijo derretido e molho de pimentões com cebola. DSC_3719 Essa massa eu vi chegar na mesa do lado e preferi pedir antes que o prato deles caísse no chão. Borbulhantes, os conchigliones vieram recheados com tomate cereja e manjericão e gratinados com queijo. Comi sozinha a porção de R$ 36,00, mas a verdade é que serviria duas pessoas sem deixar ninguém com fome… DSC_3732 …principalmente se você planejar sucumbir a essas doces tentações. O crepe com creme de chocolate e morangos hidropônicos é altamente maravilhoso e não chega a ser enjoativo. Custa R$ 26,00. DSC_3727   Mas se, assim como eu, você não resiste a um sorvetinho, vai direto nessa taça Barlavento Morango: sorvete de chocolate e creme com marshmellow e calda de morango. R$ 18,00 por essa experiência divina. Não conte as calorias! DSC_3703 DSC_3743   Depois de tudo, uma sesta nas redes porque, afinal, não havia motivos pra ir embora.Se a casa é receptiva aos cães, imagine às crianças! O parquinho convida a aventuras e dele se escuta perfeitamente o playlist escolhido não para os clientes…   DSC_3744 …mas para os morangos, tomates e manjericões!!! Sabe-se lá que efeito isso tem sobre as plantas, mas na pior das hipóteses embala a vida de quem as cuida, né? Nessa tarde de verão em que estive no Barlavento, as plantinhas estavam se desenvolvendo tranquilas e hidroponicamente felizes ao som de Bob Marley! DSC_3691 A única desvantagem do lugar é que não aceita cartões, mas a caixa esclareceu o motivo: no Barlavento, não chega sinal! O jeito é separar uma graninha! Rio do Vento Hidroponia RSC-453, Km 154, Rota do Sol Caxias do Sul – RS Aberto de segunda a sexta, das 8h às 9h; sábados, domingos e feriados, das 8h às 20h, com horário estendido no verão. http://www.riodovento.com.br

Uma opção de boas-vindas nos Caminhos de Pedra

Vem aí a Vindima 2015 e, até março, o Culinarismo vai mergulhar de cabeça nos delírios gastronômicos da Serra. Mas, antes disso, que tal uma refeição diferente? Afinal, nem só do magnífico trio galeto/polenta/massa vivem os restaurantes locais. Procurando aqui e ali a gente encontra um jeitinho de variar o cardápio e conhecer novos sabores. Aliás, esse é um trabalho que o Culinarismo faz pra você com o maior prazer! Pois bem: procurando sair do comum sem gastar muito e, de quebra, em meio a um dos roteiros turísticos mais consagrados da região?

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Eis o Gran Mangiar, um bom restaurante com ótimos preços no acesso aos Caminhos de Pedra, em Bento Gonçalves. Abre no almoço e no jantar. Ou seja, pode ser o ponto de partida ou chegada de um passeio pelos encantos da arquitetura da imigração italiana.

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O ambiente é amplo bem projetado e espaçoso, com acesso por um deck charmoso, iluminação na medida e cadeiras confortáveis. Inaugurado em outubro, o restaurante tem nome italiano, mas vai além da proposta de rodízio farto que termina com culpa na consciência e chá de boldo.

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A casa até possui uma opção de sequência com grelhados e massas, mas também oferece um cardápio sucinto de pratos contemporâneos que ganham o cliente pelo visual. Carnes acompanhadas por legumes ou purês são uma porção na medida pra quem deseja uma refeição saborosa sem extrapolar os limites de uma dieta balanceada. Provei três pratos da casa e, como era de se esperar, não sobrou espaço para a sobremesa. Então, ainda devo uma nova visita ao GranMangiar.

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O risoto à moda do chef, com alho poró, filé e dijon, é gostoso e custa R$ 23,00.

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Pra quem gosta de costelinha, indico esse prato delicioso, com molho de limão e purê de mandioquinha. R$ 25,00.

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Provei também o filé de cação ao molho de maracujá e purê de cenoura por incríveis R$ 15,00. Vem com aspargos frescos, que eu amo! Na hora, eu provei e gostei… depois, fiquei pensando nas consequências de aceitar carne de tubarão no seu prato. Só pra citar três: o risco de extinção; o desequilíbrio ambiental que ocorre quando você elimina animais do topo da cadeia alimentar; e a ingestão de níveis de mercúrio acima dos tolerados pela legislação brasileira, o que também está relacionado ao fato de ser um animal do topo da cadeia alimentar, que se alimenta de outros animais.

De qualquer forma, o ambiente é muito legal e o cardápio traz opções diversas, coma você ou não qualquer tipo de carne. Vale a visita!

Gran Mangiar Restaurante

Entrada para os Caminhos de Pedra, Bento Gonçalves

Aberto de terça a domingo para o almoço e de quarta a sábado para o jantar. Nas segundas à noite, somente com reservas.

(54) 3453 7473

granmangiar@gmail.com

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Culinarismo + Senhor do Malte: um feliz 2015 regado a cervejas especiais!

O ano novo não poderia ter começado melhor aqui no Culinarismo, porque o meu presente pra você é vitalício! A alegria é tanta que vou direto ao ponto: a partir de hoje e para todo o sempre, você, prezado leitor, tem 5% de desconto em todas as suas compras na Senhor do Malte, a primeira loja online especializada em cervejas especiais na Serra Gaúcha, com mais de 200 rótulos de 10 países.

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É uma dica e tanto pra você harmonizar com excelência as dicas culinarísticas, não? Além de reunir cervejas para todos os gostos com a facilidade da compra online, a Senhor do Malte também tem os copos ideais pra sua degustação e kits presente pra fazer bonito! Eu mesma já comecei a aproveitar os descontos e encerrei 2014 com uma degustação de seis rótulos combinada com pizza vegana da Flower Power, de Garibaldi (não conhece? Clica aqui).

A gente sabe que gostos, cores e amores não se discutem. Que dirá a cerveja ideal. Ainda assim, reuni minhas qualidades de boa bebedora e péssima entendedora de cervejas pra trazer umas dicas de rótulos pra lá de especiais – alguns deles, com distribuição exclusiva da Senhor do Malte no Rio Grande do Sul.DSC_3522

Comecei de leve, com a German Pilsner alemã criada em homenagem aos 40 anos da banda AC/DC. Não é apenas uma cerveja leve num latão estiloso: ela é produzida de acordo com a Lei de Pureza Alemã e ainda por cima tem um baita desconto no site: R$ 14,90 na embalagem de 568ml.

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Weiss não é bem o meu estilo de cerveja: mais pela culpa do trigo do que qualquer outro motivo. Mas essa Matilda frutada e de rótulo simpático ganhou meu coração. Apesar de turva, é leve e aromática. É que, pra mim, o aroma é fator imprescindível pra levar o copo à boca. Fedeu, não bebo. Por isso a Matilda foi eleita a minha Weiss preferida! Ela cheira bem demais!!! Produzida em Volta Redonda (RJ). DSC_3411

A California Golden Ale da Basement refermentada na garrafa tem um amargor pronunciado e, pra mim, um aroma fresco de maracujá. É um rótulo pra quem já aprecia uma cerveja mais robusta.  Medalha de prata na Associação Brasileira de Degustadores de Cerveja (Abradeg) 2012 e prata também no Festival Brasileiro da Cerveja 2014. Produzida em Videira (SC).

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Porreta é o melhor nome para esse pequeno exemplar de IPA Cacau. Seus singelos 300 ml com 6% de grau alcoólico são para paladares fortes. O aroma e sabor de chocolate são marcantes – resultado da adição de cacau especial para uso cervejeiro vindo diretamente do sul da Bahia. Produzida em São Cristóvão (RJ).

DSC_3417A american stout Lobisomen é escura, de espuma marrom bastante cremosa. Lembra café e chocolate amargo e integra a série Folclore, da Cervejaria Wensky, de Araucária (PR). Aliás, trata-se de uma medalhista: Prata na South Beer Cup 2014 e Bronze no Festival Brasileiro da Cerveja 2014.

 

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E, pra encerrar essa degustação (que, confesso, foi feita em duas etapas, porque eu já não atinava mais das ideias depois do terceiro exemplar), uma surpresa para alegrar o 2015 dos celíacos que acompanham o Culinarismo. Esta é a Lake Side, a primeira cerveja sem glúten genuinamente brasileira, produzida em Passo Fundo (RS) há cerca de um ano. É uma lager que preserva sabor e aspecto artesanal, apesar do processo que garante a degradação do glúten, um procedimento exclusivo e protegido por pedido internacional de patente.

Ah, e como se não bastasse o agradinho especial pra leitores do Culinarismo, a Senhor do Malte ainda tem uma política superjusta de frete, com entrega grátis para Bento Gonçalves nas compras acima de R$ 50,00 e condições especiais para o restante do país, com possibilidade de entrega gratuita dependendo do volume encomendado. É só acessar a “política de frete” no site e fazer a festa. O pagamento, claro, é seguro e a caixinha personalizada protege sua cerveja na viagem!

Pra garantir o desconto em todas as suas compras a partir de hoje, basta digitar o cupom CULINARISMO5% na finalização do carrinho!

Acessa agora: www.senhordomalte.com.br

 

 

 

 

Tabacaria Benvenuto: vietato fumare, permitido adorar!

Garibaldi tem surpreendido com boas opções de turismo, lazer e gastronomia para todos os gostos e bolsos. Se a ocasião é especial, Valle Rustico. Para desintoxicar, Flower Power. E, pra descansar de um dia de trabalho exaustivo, minha nova descoberta: a Tabacaria Benvenuto.

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De dia, a casa serve almoço delícia, lanches com sabor de feito em casa e várias opções saudáveis – incluindo produtos da Flower Power. À noite, comida trivial e uma bela taça de Spritz num ambiente sem formalidades. O que mais eu desejaria pra recarregar as baterias? Sem contar o climão familiar que predomina e te deixa ainda mais à vontade.

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Pra mim, a gastronomia jamais será uma relação mercantilizada de fome versus comida. A gastronomia que faz a gente sair de casa e gastar nosso dinheiro suado só tem valor se o prato tiver alma e se tiver a marca de quem faz. E isso está em todos os cantos na tabacaria. À primeira vista, o lugar já encanta pelo clima provençal.

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É tudo muito simples e informal. Você pode se acomodar nas duas mesinhas disponíveis logo na entrada, sentar-se ao balcão ou, como fez a consultora do Culinarismo, customizar sua própria acomodação! 😀

 

 

 

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Como eu ia dizendo, tudo ali é parte da história da família Dalla Valle. Uma linda homenagem da Karen ao seu avô Benvenuto. Fotos dele adornam, com destaque, a parede da tabacaria. Se você reparar, o senhor emoldurado no logotipo também é o Benvenuto.

 

 

 

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A decoração é uma graça em todos os seus detalhes e a ideia desse bistrô/tabacaria vem da Itália, onde o casal proprietário morou por algum tempo na cidade de Conegliano, recolhendo referências e idealizando o negócio, que atende ao público há apenas dois meses.

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Charutos e cigarros especiais fazem jus à tabacaria, mas, atenção…

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…não é permitido fumar no espaço interno.

 

 

 

 

 

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Embora tenha uma boa carta de vinhos e cervejas, os drinks da casa convidam à degustação. Tomadores de mojito, venham para a Tabacaria Benvenuto que aqui tem! A dúvida foi cruel, mas, nesse dia, fui tentada por um clássico Sptriz por R$ 12,00. Uma delícia, moderadamente alcoólico e absurdamente refrescante!

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O cardápio da noite é rápido e vale a pena. Pizzas com massa finíssima a R$ 22,00 caem feito luva com uma cerveja gelada. Os risotos da casa também são super-recomendados.

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Minha escolha foi o nhoque de espinafre ao molho de manteiga e sálvia. Todo esse prato por R$ 16,00 e pra quem não abre mão de carne, a versão bolonhesa da tabacaria é à moda italiana: não com guisado, mas com filé picadinho.

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O balcão de doces é uma atração à parte, até para quem não faz questão de sobremesa, como eu. Tudo muito caseiro. Essa torta de nozes e amêndoas, por exemplo, é feita por uma senhora de Pinto Bandeira que segue as receitas e tradições alemãs. Incrível a R$ 6,50 a fatia.

Ótimo pra levar a família, pra curtir com os amigos e até pra tomar um drink sozinho. Falando nisso, quem sabe hoje à noite, um Spritz…

Tabacaria Benvenuto

Rua Dante Grossi, 249

Garibaldi

054 3462-2338

Aberto das 10h30min à meia-noite

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Horta: o melhor do Valle Rustico entregue em casa

Em outubro, completei um ano de Culinarismo. Lá se vão quase 40 textos nessa jornada, mas parece que comecei ontem mesmo. E pensar que, antes disso, eu procurava desesperadamente entre biografias de famosos e livretos de palavras cruzadas um hobby pra chamar de meu. Má observadora de mim mesma, nunca tinha percebido que meu maior prazer – estar à mesa – eu fazia desde sempre. Só faltava compartilhar com alguém essas experiências.

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Desde então, conheci sabores marcantes, propostas incríveis e ideias que merecem ser espalhadas aos quatro ventos, como essa. Rapidamente situando, o Valle Rustico é um restaurante incrível, localizado na Estrada do Sabor (interior de Garibaldi) e que faz parte do movimento slow food. Na prática, é uma filosofia que se opõe à industrialização dos alimentos, que defende o direito ao prazer de se alimentar e prioriza produtos artesanais de qualidade especial. No Valle Rustico, tudo o que é possível vem da própria horta ou de produtores locais.

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Falando em Horta (com letra maiúscula mesmo), este é o nome do novo projeto do Valle Rustico, que entrega na sua casa uma refeição completa, fresca e pré-pronta. Com alguns poucos utensílios, uma boa companhia, música de qualidade e uma taça do seu vinho preferido, em 20 minutos você tem à mesa um verdadeiro banquete slow food. Toda semana, o cardápio é definido de acordo com os ingredientes frescos disponíveis. Chega tudo embalado numa caixinha, entregue na quinta-feira. O ideal é preparar o jantar na mesma noite.

horta receitaQualquer pessoa, com qualquer nível de conhecimento culinário, consegue preparar essa refeição. Está tudo explicadinho no guia de procedimentos, que já indica todos os materiais a serem separados antes do início do preparo – tipo, duas panelas, uma colher, uma concha, um litro de água.

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Os insumos vêm numerados e embalados a vácuo ou em caixinhas apropriadas. Eles realmente mandam todo o necessário – até mesmo sal e pimenta. É só separar os itens de cada prato e pôr a mão na massa. O mais legal da receita é que a ordem de preparo faz com que tudo fique pronto no mesmo momento pra ser saboreado no ponto. Quer saber qual foi o meu banquete? Então vamos lá:

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Pães de beterraba com manteiga de páprica. Para servir essa entrada, a única indicação era deixar os pães no forno por alguns minutos. Ficou perfeitamente crocante por fora e macio por dentro.

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As folhas orgânicas da horta ganharam um charme a mais com minicenouras e beterrabas, além de umas amorinhas ácidas. Não havia indicação para lavar as folhas, então creio que o trabalho estava feito. Só tive que colocar tudo numa vasilha e enfeitar com creme balsâmico.

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O único prato que realmente exigiu fazer alguma coisa foi o risoto. Passo um: o caldo de legumes. Passo dois: colocar o risoto-base, a moranga cozida, o sal e a pimenta numa panela, acrescentando o caldo e mexendo até ficar no ponto. No final, colocar o queijo fontini e mexer bem para ficar ainda mais cremoso. O detalhe das amêndoas entrou somente no prato, pra dar uma textura a mais. Pra quem ama fazer e comer risoto, como eu, esse foi certamente o preparo mais fácil até hoje.

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O peixe meca com legumes estava no forno desde o início do preparo e essa foi a minha única função. Seja lá todo o preparo anterior que tenha envolvido esse prato, estava simplesmente magnífico.

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Pra encerrar esse banquete com total originalidade, as sobremesas eram deliciosas lâminas de maçã com creme de cumaru – a baunilha brasileira. Tem coisa mais autêntica? Só precisei empratar.

 

Essa é a proposta da Horta. Você levaria horas e horas pra fazer tudo isso desde o começo, mas com uma mãozinha do chef Rodrigo Bellora e sua equipe, levei apenas 20 minutos. O jantar completo, para duas pessoas, vai custar cerca de R$ 130. Adorei e assino embaixo!

 

Horta

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(54) 3459-1162 e (54) 8123-0080

Flower Power: comida vegana com amor e com sabor

O histórico de postagens desse site revela claramente minha dieta carnívora. Sou bem adepta a um churrasquinho malpassado e às vezes chego a sonhar acordada com as parrilladas que devorei em Buenos Aires. Mas tudo é uma questão de estar aberto a novas experiências e novos sabores. Comida vegana? Pode ser uma opção saborosa e nutritiva até para pessoas com dietas como a minha. Em Buenos Aires mesmo, quando precisei aliviar a orgia gastronômica, conheci o PicNic – um fastfood vegano no coração da tumultuada Rua Florida.

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A boa notícia é que não precisa ir tão longe para provar uma culinária saudável e feita com ingredientes locais. Na verdade, não precisa sequer sair de casa. Meu caso com a Flower Power foi amor à primeira vista e, por isso, estou comprometida a disseminar essa ideia. Afinal, esse negócio familiar leva pras pessoas lanches veganos feitos com carinho e uma dose extra de sustentabilidade.

A premissa da Flower Power é preparar comidas simples e saborosas com o máximo de ingredientes orgânicos. Como toda a comida vegana, os produtos têm 0% lactose e eles também oferecem muitas opções sem glúten também. Tudo é feito na propriedade do casal, no interior de Garibaldi.

O cardápio é composto basicamente por pizzas e pastéis integrais; hambúrgueres; molhos especiais e o lanche da semana – feito sempre com os ingredientes frescos disponíveis. Para esse post, pedi um combo com um pouquinho de cada coisa. Um aspecto importante da Flower Power é o tempero usado nos preparos. A comida vegana deve ser o mais natural possível e não pode estar carregada de sal. Por isso, às vezes o resultado acaba sendo insosso e sem graça. Mas na Flower Power, não! Um dos sócios é colombiano e trouxe pras receitas o toque especial dos sabores sul-americanos, como o chimichurri, que tempera muitas das comidinhas.

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O lanche da semana varia de R$ 3,00 a R$ 6,00. Esse da foto é um pastel assado de legumes com massa integral – custou R$ 3,50. É o preço de um salgado de padaria, com uma diferença gritante de sabor e o principal: é um presente pro seu corpo.

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Os hambúrgueres da Flower Power são uma opção prática e de baixo valor calórico. Uma caixa com quatro unidades custa R$ 10,00 e eles vêm congelados pra você preparar rapidinho a qualquer momento (mas não vale fritar no óleo, né). Todas as opções são livres de glúten. Esse da foto acima é o de lentilha, com uma massa consistente e mais pesada.

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O de grão de bico é superleve fica perfeito com um toque de chimichurri, que a Flower Power também faz e vende em vidrinhos de 200 ml. A casa também vende pesto de manjericão e maionese vegana com salsinha (que estou curiosa pra provar).

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Se você já comprou hambúrguer de soja industrializado, esqueça aquela aparência e sabor estranhos. Esse foi o meu preferido da Flower Power. Bem temperado, tem um fundinho de pimentão e você nem pensa que está comendo soja.

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Para mim, a prata da casa são as pizzas integrais – que também podem ser feitas com massa sem glúten se o cliente preferir. É uma pizza grande, do tamanho de uma forma média retangular e custa R$ 20,00. Essa que provei era meia napolitana meia fugazza (cebolas salteadas). O queijo leve que vai por cima é feito na propriedade e obviamente é vegano. Além desses que comi, também há outros sabores: Crioula (pimentões, cebola e pimenta vermelha); Legumes da estação; Champignon ao alho e óleo; e Proteína de soja com cenoura, pimentão e azeitona.

A Flower Power não tem local físico. A ideia é exatamente entregar os produtos na casa das pessoas, mas também existem alguns parceiros – como a Tabacaria Benvenutto, de Garibaldi – que vende os pastéis de forno integrais. As entregas são feitas apenas uma vez por semana: nas quintas à tarde em Garibaldi e Carlos Barbosa e nas sextas à tarde, em Bento. Pra encomendar, a maneira mais fácil é via Facebook mesmo.

Flower Power

Encomendas pelo telefone  (54) 9138 2684 ou pelo Facebook – clique aqui.

Sobre uma divina experiência com sorrentinos e dolcettos

Dia desses, me peguei divagando sobre a vida e seus caminhos tortos. Sobre cada decisão e suas consequências no nosso destino. Sobre o efeito cascata de ir ou ficar. Sobre manter os planos ou se levar pelas paixões.

Não abandone o texto ainda. Esse post é, sim, sobre comida. Mas, se você entendeu o espírito da coisa, sabe que a história aqui vai além de um produto saboroso. É a história de uma família e de um sonho: uma deliciosa experiência com sabor de tradição que vem dando novo colorido ao Vale dos Vinhedos.

zaccaron externa

A Zaccaron Alimentos levou dois anos para sair do papel e tem uma proposta simples, mas eficiente. Massas e cookies congelados para finalizar em casa ou degustar no varejo na empresa, construído na Linha 15 da Graciema, com todo aquele charme que envolve o interior de Bento Gonçalves. Sem falar nos dolcettos, mas isso eu explico adiante.

zaccaron mesa

O lugar é uma graça e não tem desculpa pra não visitar, já que abre de segunda a segunda, das 10h30min às 18h30min.

zaccaron geladeiras

Além dos produtos da Zaccaron, o local também funciona como uma espécie de armazém, com a venda de cafés especiais, conservas e bebidas.

 zaccaron vista parreirasA linha de produtos da família Zaccaron basicamente é formada por sorrentinos (massas recheadas), molhos, cookies e dolcettos. Tive a honra de ser convidada para a inauguração, então pude aproveitar uma degustação bem ampla, mas isso não foi suficiente, porque dois dias depois voltei pra fazer umas comprinhas 😀

 

 

integral com ervas

O sorrentino é aquela opção que você precisa ter sempre no congelador pra quando aparece a sogra, por exemplo. Não tem erro, a massa é deliciosa e sem conservantes. Basta cozinhar e jogar um molho por cima que o sucesso é garantido. A própria Zaccaron oferece molhos de tomate, funghi e queijos. Esse da foto é integral com molho de ervas. Fica a dica para a turma fitness!

ricota limao e nozes Outra opção para quem prefere uma opção mais leve e também para os vegetarianos é o sorrentino de ricota – esse da foto foi servido com molho de limão siciliano e nozes. Divino!

queijos molho funghi A combinação de sorrentino de queijos e molho funghi também é muito boa…

frango ervas finas molho queijo…mas não tanto quanto o de frango com ervas finas ao molho de queijo.

salame bacon molho salviaMeu preferido da rodada, porém, é o italiano: sorrentino de bacon e salame – nesse dia servido com molho de sálvia. Em casa, acho que eu serviria com molho de queijo, fazendo a combinação mais calórica e substanciosa possível 😀

Uma caixa de sorrentinos unidades custa R$ 24,60 no varejo.

dolcetto brigadeiro E, se as massas são incríveis, o que dizer dos dolcettos? Simplesmente magnífico, o dolcetto freddo não é mousse e não é sorvete. É um docinho gelado pronto pra comer de colher, em três sabores: brigadeiro, doce de leite e banana (o meu preferido, sem sombra de dúvida). É feito artesanalmente e livre de glúten. Estou ansiosa pelo lançamento que está sendo preparado pra esse verão, de limão siciliano. À venda no varejo da Zaccaron por R$ 7,00 (potinho de 80 gramas).

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A Zaccaron tem vários pontos de venda na Serra Gaúcha, incluindo armazéns e supermercados. Mas, de vez em quando, vale a pena buscar direto da fonte. A vista é incrível e o atendimento, superespecial.

 Zaccaron indústria de Alimentos

Estrada Linha 15 da Graciema – Vale dos Vinhedos

www.zaccaronalimentos.com.br

www.dolcettodovale.com.br

(54) 3055.0499

 

O público escolheu e nós provamos: delícias do Biroska

O Divina Cozinha Top, ranking dos estabelecimentos da alimentação mais lembrados pelo público, já é promovido há 15 anos com muita participação em Caxias e agora chegou a Bento Gonçalves pra revelar as preferências locais em 30 categorias. Muitos nomes dessa lista são referências na gastronomia da Serra Gaúcha e já passaram também aqui pelo Culinarismo, como o Valle Rústico e o Sierra Burguer.

biroska EXTERNA

A grande surpresa da votação ficou por conta do Biroska, que levou SEIS categorias: melhor prato, melhor salada, melhor bebida, melhor bar, melhor garçom e melhor empresário da gastronomia. Óbvio que o Culinarismo não ia perder a oportunidade de tirar a prova dessa vitória esmagadora. Fui, provei e aprovei. Principalmente porque, em geral, comida de boteco pesa na consciência. E nessa fase mais ponderada em que me encontro, as frituras e os petiscos industrializados são a última opção.

biroska INTERNA

A fama do Biroska enquanto bar todo mundo conhece: cerveja no ponto, quintas-feiras concorridas e ambiente informal. O que me surpreendeu de verdade foi a variedade do cardápio, que vai do jantar substancioso até uma saladinha superlight, passando por uma pizza melhor que a de muita pizzaria por aí e os tira-gostos clássicos de qualquer casa noturna.

biroska INVOLTTINI

Como seria impossível passar pelas principais ofertas do cardápio, decidi ficar nos pratos e no drink que o público destacou no Divina Cozinha Top. O Involttini di Parma, que sagrou-se como melhor prato na votação, eu considero como uma entrada e não um prato principal. Ainda assim, a vitória é justa porque a dinâmica da votação era a livre indicação do público. E, mais ainda, porque o involttini é simplesmente divino e cai perfeitamente com uma cervejinha gelada. Tiras de presunto Parma envolvendo uma combinação de figo, queijo e uma folhinha de manjericão. Tudo junto é uma combinação gourmet que serve muito bem duas pessoas por R$ 20,00. Congrats!!!

biroska DRINK

O drink campeão do Divina Cozinha é sucesso entre as moças. Leva morangos, leite de coco, leite condensado e outros aditivos que não soube decifrar. Creio que seja feito com vodka, mas era fraquinho, fraquinho. Só senti ao levantar. 😉 R$ 16,00.

biroska SALADA

A salada do Biroska, também campeã do Divina Cozinha, é praticamente uma refeição completa. Folhas verdes, nozes, queijo, manga e tomate seco. Uma porção pra dois famintos por R$ 22,00.

biroska DAMASCO

Tudo agradou, mas eu já estava encerrando os trabalhos quando eis que surge o lançamento do Biroska pra esse verão, ainda sem nome e ainda sem preço. Superdelícia pra compor com uma cerveja gelada. Basicamente são damascos com creamcheese e um toque de gergelim. Poxa, perto do estrago que seria uma maravilhosa porção de pasteizinhos, esse tira-gosto dá pra curtir sem culpa (considerando que o chantilly é item decorativo que deve permanecer no prato)! Indico!!!

 

Em tempo, vale a pena pontuar que o atendimento especial do Biroska não é apenas uma promessa do Facebook. A equipe é atenciosa e trabalha pro “biroskeiro” se sentir em casa!

 

Biroska

Av. Planalto, 1156, Bento Gonçalves

Telefone: (54) 3701-4504

Facebook: clique aqui