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Na ExpoBento, uma experiência magna e magnífica

A parceria da revista Prazeres da Mesa com a ExpoBento elevou o nível da feira a patamares nunca antes atingidos. Pra quem não sabe do que estou falando, a revista é uma das publicações de gastronomia mais influentes do país e promove um evento chamado Mesa ao Vivo, em que renomados chefs de cozinha preparam, diante do público, receitas de sua autoria que depois vão para a revista em formato de matéria.

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Pela primeira vez em sua história, o evento foi realizado fora de uma capital, num palco montado na área central da ExpoBento – que honra, hein. Tive a honra de acompanhar a maioria das aulas e posso dizer que foi um verdadeiro desfile de técnicas, ingredientes e figuras importantes. Alguns dos mais renomados chefs da região e do país cozinharam ao vivo na ExpoBento. Anotei muitas receitas e, embora eu me destaque mais em comer do que preparar, já grifei duas ou três receitas pra tentar reproduzir em casa.

Além das aulas durante a ExpoBento, o evento teve dois incríveis jantares magnos em que cinco chefs dividiram o serviço, assinando um prato cada um. Minha experiência no jantar magno do Canta Maria não poderia ter sido mais completa. Vinhos da região, gastronomia criativa e boa companhia. De minha parte, um serviço irrepreensível e inesquecível, que eu simplesmente não poderia deixar de compartilhar. Infelizmente, não tem como encontrar esse cardápio em nenhum restaurante da face da Terra, mas não tem nada aí impossível de fazer. Dá pra se arriscar em casa – com tempo, paciência e bons ingredientes, claro.

Prato 1: Pien com pistaches

Chef: Idana Spassini

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A entrada fria da noite ficou sob responsabilidade da personal chef Idana Spassini, uma figura superconhecida em Bento Gonçalves, premiada como melhor chef da cidade em 2014 no ranking Divina Cozinha Top. Não precisa olhar com desconfiança: esse pien é feito apenas com coxa e sobrecoxa de frango e envolto em uma camada generosa de pistache torrado e picado. Acompanha miniradicci, bacon confit e creme de noz moscada. Fiquei surpresa pela delicadeza dos sabores, mas já suspeitava que a combinação seria perfeita. Afinal, trata-se de uma releitura inovadora para um prato de subsistência da imigração italiana que todo mundo por aqui conhece bem.

 

 Prato 2: Porcini da Serra com paçoca de pinhão

Chef: Adriano Farina

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Essa sopinha delicadamente confeitada com queijo grana padano e paçoca de pinhão sapecado poderia render uma noite de inverno agradabilíssima em frente à lareira e com uma boa taça de vinho. Basta desvendar a receita ou torcer pra que ela apareça na próxima edição da Prazeres da Mesa. Estava incrível.

 

Prato 3: Cuscuz de couve flor com ravióli negro

Chef: Yann Corderon

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Tive o imenso prazer de assistir a aula do chef francês durante a ExpoBento e ainda mais sorte por ele ter preparado o mesmo cuscuz durante a aula. Então, aprendi a fazer. É simples, nutritivo e, ao mesmo tempo, saudável. Leva muito alho e queijo grana padano, então também tem um sabor bem marcante. E serve para acompanhar qualquer coisa. Na aula, por exemplo, a guarnição era uma bela posta de peixe. Aqui, a grande estrela era um ravióli de tinta de lula recheado com frutos do mar perfeitamente ao ponto.  Pra mim, o melhor da noite.

 

Prato 4: Barriga de porco com legumes caramelados

Chef: Gabriel Lourenço

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Fiquei surpresa ao descobrir como o cozimento em baixa temperatura e longo período de tempo é capaz de realçar o sabor de qualquer corte de carne, por menos nobre que seja. Aprendi isso na aula do chef Gabriel Lourenço, que é um dos caras da Escola de Gastronomia Sal a Gosto (Caxias). É o caso dessa barriga de porco que foi assada por três horas e meia antes de chegar ao prato acompanhada de maravilhosos legumes caramelados. A carne estava macia, desfiando…nem precisei sujar a faca.

 

Prato 5: Sopa de frutas vermelhas

Cheff: Emmanuel Bassoleil

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DSC_5383Essa sobremesa é bem diferente, viu. Entretanto, tem preparo descomplicado e leva poucos ingredientes, como todo o repertório do cheff francês. No dia seguinte, na sua aula na ExpoBento, ele revelou que gosta de cozinhar a olho e sem complicação. É tão simples que vou até explicar rapidamente como faz: frutas vermelhas (morango, amora, framboesa, mirtilo) no liquidificador; vinho tinto a gosto; um pouco de açúcar para cortar a acidez do vinho, já que a sopa não vai ao fogo e, no final, um fio de licor de cassis. Pronto. Aqui, foi servido com queijo cremoso e uma pitada de flor de sal, mas o chef autorizou a servir com sorvete de creme, caso queira 😀

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A coisa toda foi muito impactante por conta dos chefs convidados e tal. Mas é um engano pensar que uma refeição é inacessível e requintada. Na verdade, esses pratos tinham, em sua maioria, ingredientes bem conhecidos e disponíveis localmente. O que aprendi de principal nessas aulas do Mesa ao Vivo é que comida não precisa ter muita frescura, mas precisa ser fresca. Basta respeitar o processo de preparo e colocar amor. Depois dessa, até me empolguei pra tirar as panelas do armário!

La Table D’Or: perfeito a dois

Dia dos Namorados vem aí e, talvez você não tenha percebido, mas as flores, as pelúcias e presentes afins perderam seu lugar ao sol para jantares a dois cada vez mais sofisticados. A oferta é grande, mas o meu endosso de hoje vem de Gramado – um menu degustação que, seguramente, pode figurar no top 5 do Culinarismo. No La Table D’Or, todos os detalhes conspiram a favor de uma noite memorável: do brilho dos talheres à polidez do maître, passando pela comida, óbvio.

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O restaurante clássico e bem cuidado serve comida mediterrânea em três modalidades: um menu principal com pratos individuais; um menu degustação e um menu sugestão – que seria uma versão simplificada do anterior. O espaço é restrito e não comporta mais do que 20 clientes. Por isso, é bom reservar.

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Estivemos no La Table D’Or numa noite tranquila de clima ameno. O atendimento é impecável desde a entrada, onde a casa expõe alguns de seus principais prêmios, como o Travellers’Choise 2013, do Trip Advisor.

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Enfim, escolhemos o menu degustação, que inclui um total de oito pratos servidos com toda a elegância. Repara no detalhe do guardanapo de papel que o restaurante oferece para que as damas não sujem os de pano com seus batons.

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Um consomé de alho poró ao creme e finas ervas elevou a primeira impressão ao nível máximo, com sabores delicados e uma apresentação bem pensada.

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Para quem ama cogumelos, como eu, esse champignon Paris com recheio ao catupiry e parmesão poderia ter tido um replay.

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Aplausos para o siri ao Bechamel gratinado. Coisa mais delicada.

DSC_4533 Um camarão bem feito assim é algo em que eu investiria sem hesitar sempre que possível. Nesse prato, estão grelhados com trufas de mussarela e manjericão ao molho de quatro queijos.

DSC_4536 Vou confessar um segredo: nunca gostei de bacalhau, mas pensava que talvez eu não tivesse provado um realmente bem feito. Então eu provei esse. E continuei não gostando. Também acho batata palha um complemento inapropriado para um prato tão gourmet, mas ok, é só a minha opinião. Talvez eu deva desistir de encontrar o bacalhau perfeito. O problema não é ele, sou eu.

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Tudo bem. Esqueci rapidamente o bacalhau com o prato que veio em seguida. Um trivial medalhão de filé com penne aos quatro queijos. O toque do chef, além do ponto perfeito da carne (que, para mim, é mal passado para mais), foi o molho: morango reduzido com aceto balsâmico e flambado com Cointreau. Eu poderia tentar reproduzir isso em casa por uma década e jamais ficaria parecido.

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A essa altura, por sorte, as pessoas da mesa ao lado que ficaram me olhando fotografar com uma debochada estranheza já tinha ido embora. Então pude fazer um registro do belíssimo salão e daquela Veuve Clicquot sobre o balcão que só fiquei encarando.

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Aí vieram as sobremesas. Ainda bem, porque eu realmente já estava sacudindo uma toalha branca. Sucrérie du Lait, me corrijam se eu estiver errada, é tipo uma ambrosia misturada com doce de leite. Coisa que nem dei muita importância depois de ler que a seguir viria …

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…Crème Brulée, essa sutileza dos deuses, que pode às vezes ficar meio tostadinha por cima – coisa que um jurado do Masterchef certamente reprovaria. Mas esse estava divino.

Acho que esse é um mimo que vale cada centavo no Dia dos Namorados. São 98 reais por pessoa pelo menu degustação (+ bebida + 10%). Um valor superjusto pela entrega única e impecável.

La Table D’Or

Rua Carrieri, 525, Gramado (RS)

Reservas: (54) 3286.6263 | (51) 8151.8191

Site: clique aqui!

Cantina Pastasciutta: massa não é tudo igual!

Aquela desculpa esfarrapada a que eu sempre recorro pra justificar meus excessos: o inverno vem aí, o corpo precisa de mais calorias…além do mais, um casaquinho escuro oculta qualquer quilinho indesejado. Com a desculpa na ponta da língua, eu decreto: está aberta a temporada de gulodices e a dica de hoje vem de Gramado. O bom de morar tão perto é que dá pra fazer um bate e volta se o orçamento não bastar para as diárias, que quase dobram nessa época. A propósito, uma dica valiosa: o Airbnb já está bombando em Gramado, viu?! O preço dos apartamentos para fim de semana é bem mais camarada, apesar de os proprietários também fazerem diferenciação entre alta e baixa temporada.

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Em se tratando de comer bem, meu top 5 em Gramado é variado – vai de um temaki baratinho a um menu degustação para momentos especiais. A maioria dos bons restaurantes está no circuito avenida das Hortênsias/Borges de Medeiros, ou arredores, no máximo. Para massas, por exemplo, eis a minha indicação suprema: Cantina Pastasciutta. Não tem erro. Quer comer bem, sem frescura, mas não abre mão de ingredientes frescos? Confia e vai!

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A casa está beirando seus 35 anos, mas nem de longe perdeu o fôlego. O ambiente é de uma típica cantina, misturando as cores da bandeira italiana e muitas sacadinhas decorativas, como os escorredores de massa que fazem as vezes de lustre.

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Logo na chegada, você recebe um desses, o que é muito útil para um turista não familiarizado com a gastronomia italiana. Apesar de haver carnes e peixes no cardápio, as estrelas da casa são, de fato, as massas. Fartas, frescas, lindamente preparadas ali mesmo.

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DSC_4496A mesa de antepastos, por peso, traz uma linda variedade de queijos, cogumelos e carpaccios. Sem arrependimentos, troquei a sobremesa por essa entrada, que deu algo em torno de R$ 13.

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A porção serve tranquilamente duas pessoas e ainda sobra um pouquinho pra depois (nem preciso pontuar que pedir pra embalar é supernatural, né? Deselegante é deixar comida ir ao lixo). Essa belíssima porção de massa À Zíngara consiste em sugo, frango, presunto, linguiça da casa e nata (R$ 84,90).

Parece simples, mas tentei reproduzir dias depois e não ficou sequer parecido. Jamais ficaria, a começar pela massa fresca e terminando pela panela de ferro fumegante, sem esquecer de mencionar que o queijo ralado é um grana ralado no dia.

Essa lembrança abriu meu apetite. É impressionante: nunca canso desse esporte que é comer!

 Cantina Pastasciutta

Avenida Borges de Medeiros, 2083, Gramado

Contato: (54) 3286-2131

Site: acesse aqui!

 

 

RER Divino, um pequeno notável!

A coisa andou punk nas últimas semanas e acabei cheia de postagens deliciosas na gaveta, mas sem conseguir tempo pra organizar todo o material. Estava ansiosa pra sentar com calma e contar pra vocês a estupenda experiência que tive no RER DiVino, esse pequeno notável que torna ainda mais charmoso o centro histórico de Garibaldi. O lugar já existe há três anos e vale a visita sempre que a ocasião pedir um bom vinho ou espumante perfeitamente harmonizado.

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Pra começo de conversa, o RER DiVino é um empório e champanharia – o que, trocando em miúdos, significa que você pode ir apenas comprar vinhos ou espumantes ou desfrutar de um almoço ou jantar harmonizado. A casa serve petiscos e pratos individuais de terça a sábado e uma sequência especial de massas, risoto e carnes no almoço de domingo. Tudo isso em um espaço superprivado que comporta não mais que oito mesas.

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A primeira dica aqui é: se quiser uma mesa na adega superintimista, reserve com antecedência ou correrá o risco de perder essa experiência charmosa que acontece entre mais de 200 rótulos nacionais e importados. A ideia aqui é desfrutar de uma estada agradável, sem pressa e sem o frenesi dos restaurantes badalados. À meia luz, a adega convida a um brinde especial com alguém especial – ou alguéns. Não existe carta de vinhos: o cliente escolhe na própria adega.

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A champanharia, por outro lado, é o ambiente de maior circulação da casa, perfeito pra um tira-gosto no fim da tarde ou um jantar menos cerimonioso.

 

IMG_1540No RER Divino, você não precisa beber além da conta ou limitar a harmonização dos seus pratos. Se a pedida da noite for um bom espumante, saiba que a casa trabalha apenas com vinícolas nacionais e oferece diariamente algumas opções vendidas em taça. Isso porque, ao contrário do vinho, espumante não convém sobrar para o dia seguinte.

Feitas as honras da casa, vamos ao que interessa. Tive a oportunidade de fazer uma degustação dinâmica com todas as principais vertentes do cardápio e, com propriedade, vos digo: árdua é a tarefa da escolha. O cardápio é descomplicado, trivial, mas feito com bons ingredientes e bem empratado.

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No almoço, o cliente monta o prato escolhendo uma opção de carne, massa ou risoto. A salada e a sobremesa acompanham. Se estiver indeciso, vá nessa sugestão: salmão com risoto de gruyère e raspas de limão. para finalizar, sorvete de creme com calda de morango da casa. O preço aqui varia de R$ 16 a R$ 39, de acordo com os elementos escolhidos.

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O happy hour fica muito mais happy com essa salsicha Frankfurt com mostarda amarela. Custa algo em torno de R$ 20. Não mencionei antes, mas o RER Divino também tem uma carta de cervejas especiais.

 

 

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No jantar, você pode escolher uma opção do cardápio, como esse salmão na crosta com arroz crocante ou…

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…aproveitar a sugestão da semana, que nesse dia incluía o entrecot ao funghi.

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O jantar vale a pena, certamente, mas minha surpresa mais grata nessa visita foi o brownie  com ganache de chocolate e sorvete de creme. Logo eu, que nem sou muito fã de sobremesa. Sem sombra de dúvida, foi o melhor brownie de toda a minha existência. Nada de bolo pronto, nada de bolo de caneca…tudo feito na própria cozinha – o brownie, a calda, o ganache. Mal posso esperar pra reviver esse momento.

 

RER Divino

Rua Dante Grossi, 379, Centro, Garibaldi

Reservas: (54) 3462-2913

http://www.rerdivino.com.br/

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Almoço executivo de terça a sábado, das 11h30min às 14h30min

Aos domingos, almoço família

Happy Hour de terça a sábado

Jantar de terça a sábado

Vindima 2015 (Parte 3 de 3): Wine Garden, tudo de especial

A Vindima 2015 foi deliciante, como diria Jorge Bem Jor. Mas o verão se vai e junto dele, a colheita se encerra, dando lugar ao lento e místico processo que transforma a uva em vinho. Não sei você, mas eu não posso reclamar: vivi, provei e curti grande parte das atrações e posso afirmar com orgulho que sou uma turista da minha própria cidade!

Pra quem perdeu o bonde, o próximo fim de semana (14 e 15 de março) é a última oportunidade pra aproveitar a programação dessa festa que simboliza a união do colono e do viticultor. Depois, é bom tirar o mofo dos casaquetos que vem aí o inverno. Contudo, porém, todavia…nem todas as novidades que chegaram com a vindima estão indo embora com ela! Algumas maravilhas que Bento Gonçalves oferece poderão ser desfrutadas o ano todo.

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O Miolo Wine Garden é o meu novo “lugar preferido” pra um domingo de sol em Bento Gonçalves. Três motivos que vão te convencer rapidinho: entrada free, vinhos e espumantes pra todo tipo de bolso e um blaster espaço pra curtir a dois, com a criançada serelepe ou com os amigos.

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O wine bar aproveita toda a estrutura da Miolo, com bons banheiros, varejo, um enorme parque com lagos e um espetacular gramado pra se atirar com a família.

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Pra bem receber a criançada, um monte de lápis e desenhos pra pintar. Mas, com tanto verde, eles nem teriam tempo pra ficar entediados.

 

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O projeto estreou há menos de um mês e já está superfrequentado. O tempo ajuda, claro, mas a ideia de bebericar um bom vinho lagarteando ao sol do inverno também é bem atraente.

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O cardápio do wine bar é democrático. A carta de vinhos vai praticamente do 8 ao 80 – taças de espumante a R$ 8,00 e o nobre tinto Lote 43 a R$ 105,00 a garrafa. Suco e água para o motorista da rodada 🙂

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As opções pra comer também tem preço e sabor convidativo. O cardápio da casa estreou com algumas opções de sanduíche, uma quiche da estação, tábua de frios, bruschettas e salada de frutas. Aliás, nem tinha reparado na salada de frutas porque troco quase tudo por uma quiche… mas analisando agora, tem opções pra todos os gostos e fomes. E soube, em primeira mão, que vem por aí um cardápio quentinho pra harmonizar com os vinhos da Miolo nesse inverno.

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A vida é feita dessas coisas… dias meia boca e dias em que podemos sentar num gramado desses e dividir uma risada com alguém que nos é importante. Esse post encerra a minha série sobre a Vindima 2015, mas desejo vida longa ao Miolo Wine Garden porque o meu lugar nesse gramado eu já reservei!

Miolo Wine Garden

ERS-444, Km 21, Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves

Aberto aos sábados, domingos e feriados

Aceita cartões

Uma opção de boas-vindas nos Caminhos de Pedra

Vem aí a Vindima 2015 e, até março, o Culinarismo vai mergulhar de cabeça nos delírios gastronômicos da Serra. Mas, antes disso, que tal uma refeição diferente? Afinal, nem só do magnífico trio galeto/polenta/massa vivem os restaurantes locais. Procurando aqui e ali a gente encontra um jeitinho de variar o cardápio e conhecer novos sabores. Aliás, esse é um trabalho que o Culinarismo faz pra você com o maior prazer! Pois bem: procurando sair do comum sem gastar muito e, de quebra, em meio a um dos roteiros turísticos mais consagrados da região?

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Eis o Gran Mangiar, um bom restaurante com ótimos preços no acesso aos Caminhos de Pedra, em Bento Gonçalves. Abre no almoço e no jantar. Ou seja, pode ser o ponto de partida ou chegada de um passeio pelos encantos da arquitetura da imigração italiana.

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O ambiente é amplo bem projetado e espaçoso, com acesso por um deck charmoso, iluminação na medida e cadeiras confortáveis. Inaugurado em outubro, o restaurante tem nome italiano, mas vai além da proposta de rodízio farto que termina com culpa na consciência e chá de boldo.

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A casa até possui uma opção de sequência com grelhados e massas, mas também oferece um cardápio sucinto de pratos contemporâneos que ganham o cliente pelo visual. Carnes acompanhadas por legumes ou purês são uma porção na medida pra quem deseja uma refeição saborosa sem extrapolar os limites de uma dieta balanceada. Provei três pratos da casa e, como era de se esperar, não sobrou espaço para a sobremesa. Então, ainda devo uma nova visita ao GranMangiar.

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O risoto à moda do chef, com alho poró, filé e dijon, é gostoso e custa R$ 23,00.

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Pra quem gosta de costelinha, indico esse prato delicioso, com molho de limão e purê de mandioquinha. R$ 25,00.

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Provei também o filé de cação ao molho de maracujá e purê de cenoura por incríveis R$ 15,00. Vem com aspargos frescos, que eu amo! Na hora, eu provei e gostei… depois, fiquei pensando nas consequências de aceitar carne de tubarão no seu prato. Só pra citar três: o risco de extinção; o desequilíbrio ambiental que ocorre quando você elimina animais do topo da cadeia alimentar; e a ingestão de níveis de mercúrio acima dos tolerados pela legislação brasileira, o que também está relacionado ao fato de ser um animal do topo da cadeia alimentar, que se alimenta de outros animais.

De qualquer forma, o ambiente é muito legal e o cardápio traz opções diversas, coma você ou não qualquer tipo de carne. Vale a visita!

Gran Mangiar Restaurante

Entrada para os Caminhos de Pedra, Bento Gonçalves

Aberto de terça a domingo para o almoço e de quarta a sábado para o jantar. Nas segundas à noite, somente com reservas.

(54) 3453 7473

granmangiar@gmail.com

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Horta: o melhor do Valle Rustico entregue em casa

Em outubro, completei um ano de Culinarismo. Lá se vão quase 40 textos nessa jornada, mas parece que comecei ontem mesmo. E pensar que, antes disso, eu procurava desesperadamente entre biografias de famosos e livretos de palavras cruzadas um hobby pra chamar de meu. Má observadora de mim mesma, nunca tinha percebido que meu maior prazer – estar à mesa – eu fazia desde sempre. Só faltava compartilhar com alguém essas experiências.

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Desde então, conheci sabores marcantes, propostas incríveis e ideias que merecem ser espalhadas aos quatro ventos, como essa. Rapidamente situando, o Valle Rustico é um restaurante incrível, localizado na Estrada do Sabor (interior de Garibaldi) e que faz parte do movimento slow food. Na prática, é uma filosofia que se opõe à industrialização dos alimentos, que defende o direito ao prazer de se alimentar e prioriza produtos artesanais de qualidade especial. No Valle Rustico, tudo o que é possível vem da própria horta ou de produtores locais.

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Falando em Horta (com letra maiúscula mesmo), este é o nome do novo projeto do Valle Rustico, que entrega na sua casa uma refeição completa, fresca e pré-pronta. Com alguns poucos utensílios, uma boa companhia, música de qualidade e uma taça do seu vinho preferido, em 20 minutos você tem à mesa um verdadeiro banquete slow food. Toda semana, o cardápio é definido de acordo com os ingredientes frescos disponíveis. Chega tudo embalado numa caixinha, entregue na quinta-feira. O ideal é preparar o jantar na mesma noite.

horta receitaQualquer pessoa, com qualquer nível de conhecimento culinário, consegue preparar essa refeição. Está tudo explicadinho no guia de procedimentos, que já indica todos os materiais a serem separados antes do início do preparo – tipo, duas panelas, uma colher, uma concha, um litro de água.

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Os insumos vêm numerados e embalados a vácuo ou em caixinhas apropriadas. Eles realmente mandam todo o necessário – até mesmo sal e pimenta. É só separar os itens de cada prato e pôr a mão na massa. O mais legal da receita é que a ordem de preparo faz com que tudo fique pronto no mesmo momento pra ser saboreado no ponto. Quer saber qual foi o meu banquete? Então vamos lá:

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Pães de beterraba com manteiga de páprica. Para servir essa entrada, a única indicação era deixar os pães no forno por alguns minutos. Ficou perfeitamente crocante por fora e macio por dentro.

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As folhas orgânicas da horta ganharam um charme a mais com minicenouras e beterrabas, além de umas amorinhas ácidas. Não havia indicação para lavar as folhas, então creio que o trabalho estava feito. Só tive que colocar tudo numa vasilha e enfeitar com creme balsâmico.

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O único prato que realmente exigiu fazer alguma coisa foi o risoto. Passo um: o caldo de legumes. Passo dois: colocar o risoto-base, a moranga cozida, o sal e a pimenta numa panela, acrescentando o caldo e mexendo até ficar no ponto. No final, colocar o queijo fontini e mexer bem para ficar ainda mais cremoso. O detalhe das amêndoas entrou somente no prato, pra dar uma textura a mais. Pra quem ama fazer e comer risoto, como eu, esse foi certamente o preparo mais fácil até hoje.

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O peixe meca com legumes estava no forno desde o início do preparo e essa foi a minha única função. Seja lá todo o preparo anterior que tenha envolvido esse prato, estava simplesmente magnífico.

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Pra encerrar esse banquete com total originalidade, as sobremesas eram deliciosas lâminas de maçã com creme de cumaru – a baunilha brasileira. Tem coisa mais autêntica? Só precisei empratar.

 

Essa é a proposta da Horta. Você levaria horas e horas pra fazer tudo isso desde o começo, mas com uma mãozinha do chef Rodrigo Bellora e sua equipe, levei apenas 20 minutos. O jantar completo, para duas pessoas, vai custar cerca de R$ 130. Adorei e assino embaixo!

 

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(54) 3459-1162 e (54) 8123-0080

Meus cinco pratos favoritos do Café Com Arte

Esse post delícia provavelmente terá as imagens mais incríveis da temporada. Primeiro, porque a nova fase do Café com Arte, agora com proposta e jeitinho de bistrô, está demais. Segundo, porque excepcionalmente hoje vou mesclar as minhas fotos com as do super Eduardo Benini, que fez um registro único do ambiente e cardápio.

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Sou cliente de longa data do Café Com Arte. Até já postei aqui sobre um inesquecível jantar grego, quando errei a mira no emblemático momento da quebra dos pratos e por pouco não acertei outra cliente. Mas, se eu já gostava antes, com a revitalização recém-inaugurada ficou ainda melhor. A proposta, pra quem não conhece, é um ambiente tranquilo e charmoso com comida trivial, mas preparada a rigor pelo chef César Brandelli.

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Na minha última visita, fui conquistada sensorialmente por uma baladinha jazzística e um cheirinho de bambu no ar. Essa singela preocupação faz toda a diferença e combina com a decoração cheia de objetos com história pra contar.

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Existe uma identidade muito convidativa no Café com Arte. Já estive na casa em dias de pouco movimento e dias de superlotação. E, pode ter certeza, sempre cabe mais um.

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O cardápio, como disse antes, é trivial, mas supervariado e com opções para qualquer bolso. Pode chegar com fome, porque o chef não te deixa esperar no vazio. Adoro as torradinhas com patê de presunto e parmesão. Perfeitas pra acompanhar uma cervejinha.

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Se o dia está pendendo mais pros vinhos, você não vai ficar a ver navios. Entre rótulos de oito países certamente haverá um perfeito para a ocasião.

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Mas, peraí, os amantes do whisky e da cachaça também são bem-vindos!

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A sala nova do Café com Arte ficou uma gracinha e é perfeita pra pequenos grupos.

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E, pra fazer jus ao “Arte” do seu nome, o Café com Arte Bistrô inaugurou tempos atrás essa sala em parceria com a Associação dos Artistas Plásticos da Serra Gaúcha. Não é só pra olhar, gente. Gostou, pagou, levou!

Já se apaixonou né? Calma, que o melhor vem a seguir. Já fui muitas vezes ao Café com Arte e devo ter provado praticamente todo o cardápio. Então, como não dá pra mostrar tudo, vou inventar aqui um TOP 5 que vai te deixar salivando!

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5 – Penne ao funghi

É um prato ótimo pra quem não quer se arriscar: sabor tradicional, massa ao ponto, aprovação garantida! Quanto? R$ 25,00.

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4 – Pizza individual de carne de panela

A partir daqui, já fica meio complicado definir as colocações desse ranking. Tudo depende da fome, da companhia e da inspiração, mas essa pizza é sucesso da casa e eu adoro! Quanto? R$ 24,00.

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3 – Risoto de filé ao vinho tinto

Parem as máquinas, só de pensar eu quero mais! Risoto, aliás, é a minha especialidade na cozinha quando enfrento as panelas, mas jamais pensei em reproduzir essa receita porque ia ficar medíocre perto dessa aí da foto! Quanto? 26,00.

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2 – Tortéi ao molho aurora

O segredo desse prato é o molho bechamel, mas o segredo do molho bechamel do Café com Arte eu já não sei. Peça sem culpa. Quanto? 28,00.

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1 – Salada do chef

Pra mim, aí está o campeão dos campeões. A salada leva folhas verdes, finíssimas fatias de maçã verde, presunto parma, kiwi e queijo brie. Por cima, uma frescurinha de amêndoas pra dar uma textura a mais. Quanto? 15,00 para uma pessoa. Pode ser uma entrada substancial ou jantarzinho light. Delícia!

Amou? Se já era demais no inverno, imagine a partir de agora, com o solzinho esquentando, nas mesas lá fora?

 

Café com Arte Bistrô

Rua Marques de Souza, 354, Bento Gonçalves

Telefone: (54) 2621 5302

Aberto de terça a sexta das 19h às 23h. Aos sábados das 11h às 14h30min e das 19h às 23h.

www.cafecom arte.co

 

 

 

Pizza Entre Vinhos, pra esquecer o mundo lá fora!

Hobby é um aspecto da vida alheia sobre o qual não se deve opinar. Alguns gastarão seu tempo e dinheiro com coisas grandes; outros, com miudezas. Já eu dedico minhas horas vagas a comer e beber – ultimamente, com moderação, porque perdi uns quilinhos que não pretendo reencontrar! Mas como recusar uma boa garrafa de tinto em ótima companhia e curtindo a pizza mais recomendada da temporada, bem no coração do Vale dos Vinhedos? Jamais!

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A comida italiana do carismático Altemir Pessali já é consagrada na Serra Gaúcha, mas a famosa Pizza Entre Vinhos eu ainda não tinha provado. Posso entregar que a experiência foi bem revigorante.

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Adoro esses restaurantes com diferentes cantinhos para se acomodar e mesas distantes entre si. À meia luz, o salão fica ainda mais intimista. Você pode escolher uma mesa mais ao canto e usufruir de um serviço praticamente exclusivo. Mas a aparente sobriedade se quebra pelo climão de armazém italiano, com dezenas de opções de mimos pra levar. Sem contar, claro, na atração à parte que são os vinhos expostos no salão… A proposta das Pizzas Entre Vinhos é simples, mas assertiva.

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Enquanto espera seu pedido, você percorre o salão e escolhe nas gôndolas um (ou mais) entre os 200 rótulos disponíveis a preço de varejo.

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Sobre a mesa, há um abridor e a proposta é que você mesmo abra o vinho.

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Existe uma mesa incrível de saladinhas que merece ser prestigiada. Afinal, manjericão e amor no coração nunca é demais!!!

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O lugar é bom pra um encontro a dois ou a muitos. Há mesas com diferentes capacidades colocadas em todos os espaços do salão. Ou seja, seja qual for a ocasião, você terá certa privacidade.

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O entorno todo colabora para a experiência ser completa, mas aí está a indiscutível estrela da casa. Ingredientes nobres fazem dessa pizza na pedra uma inesquecível tentação.

Em dúvida no cardápio superconvidativo, decidimos pedir a “San Danielle” (presunto cru e alcachofra), “Aspargos Verdes” e “Do Pessali” (manjericão, tomate e presunto parma). Todas valem a pena e atingem o nível da excelência, mas o Pessali acertou em cheio no sabor que batizou com o seu nome! Divino!

A pizza vale quanto custa – cerca de R$ 77,00 na grande, considerando que existem diferentes faixas de preço dependendo do sabor. E os vinhos, nem se fala. Não sei como demorei tanto pra conhecer as Pizzas Entre Vinhos, mas já assinei minha carteirinha de fã!!!

 

Pizza Entre Vinhos

Rodovia RS 444, Km 18, 9, Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves (RS)

De quarta a domingo

Reservas: 54 3459.1392 | pizzaentrevinhos@gmail.com

 

Bouquet Garni, uma ode ao amor

Toda a semana, é um vaivém de dedos no teclado, algumas palavras adiante, muito backspace para trás. Escrever aqui é sempre uma maravilhosa tortura em busca das palavras exatas que consigam expressar plenamente a experiência de um prato novo, um lugar charmoso e um atendimento prestativo. Hoje não…hoje vou deixar as palavras correrem soltas e veremos no que dá. Esse é um post rico em sabores, lembranças e com final delicioso.

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O Bouquet Garni é um lugar dos sonhos em Gramado, com vista para o Lago Joaquina Rita Bier. Definitivamente, não é um restaurante qualquer, mas o cenário perfeito para memoráveis encontros – ou, quem sabe, memoráveis despedidas. É especializado em frutos do mar, fondue e carnes exóticas. Mais que isso: é especializado em encantar os olhos.

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Logo na entrada, uma inspiradora adega para um brinde a dois. Aliás, embora a casa receba grupos impecavelmente, não se pode negar que predominam os pombinhos apaixonados.

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No salão, impecável, não passa despercebido o charme dos lustres e do mobiliário. A decoração é toda provençal…muito branco e cadeiras pesadas. Muitas flores e pouca luz. Tudo como manda o figurino.

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Cada detalhe impressiona antes mesmo de você decidir o pedido. Na mesa, a pequena luminária segue o padrão das cadeiras. Com sorte, você consegue uma mesa como a minha, com vista direto para o lago. Se a companhia for perfeita, você não desejará mais nada – exceto o que vem a seguir!!!

 

 

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O garçom perguntará se você(s) aceita(m) o couvert, que, naturalmente, não é de graça. Mas aceite, porque é nessas pequenas porções que se descobre o esmero do restaurante com os sabores e a apresentação. Nesse dia, por aproximadamente R$ 40,00, tive o esfuziante prazer de degustar um consomê de moranga com gengibre delicadamente servido em copinhos; e uma cesta de pães mediterrâneos acompanhados por cream cheese com caviar (à esquerda) e pasta de azeitona, alcaparra e anchovas batido no azeite de oliva (à direita). A elegância da entrega foi tão surpreendente que comi o creme de goiaba (coisa que não gosto) só pra olhar a colher mais de perto!
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Antes do prato principal, dei uma passada rápida no lavabo e voltei para buscar a máquina fotográfica na mesa. Fora o detalhe do aquecedor, que estava ali por pura imposição climática e deu uma estragadinha na imagem, essa atmosfera na entrada me encantou completamente. Claro que as flores amarelas tiveram total contribuição – quem me conhece nunca erra na cor do presente. Mas nesse caso, ao contrário, todo o charme estava no branco. Tem como não ficar boquiaberta com essas torneiras douradas (chique sem ser vulgar. Hehehehehe)?

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Entre fondue, frutos do mar e carnes exóticas, obviamente escolhi aquilo que a gente não vê todo dia. Pedi magret de pato com purê de aspargos Nessa noite, quebrei todo o protocolo: deixei de anotar alguns preços e algumas informações sobre os pratos, mas tenho na lembrança que esse prato custou algo como R$ 80,00. E olha a delicadeza do bouquet garni que decorava minha escolha? Ah, veio acompanhado por uma divina calda que já não sei se era de amora ou framboesa.

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Ok, o meu prato era lindo e estava ótimo. Mas esse aqui estava simplesmente espetacular e só não pedi porque fiquei com o pé atrás com o cuscuz – pura falta de hábito. Acabei me arrependendo. O preço era similar ao anterior.

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Eu nunca peço sobremesa, mas dessa vez pedi. E era uma indescritível torta de mascarpone ao chocolate meio amargo com calda de…não lembro…acompanhada por sorvete. Uma delícia e uma bela foto.

Numa análise rápida e sem demérito às dezenas de lugares que já visitei e descrevi aqui no Culinarismo, creio que o Bouquet Garni tenha sido o mais cinematográfico e emblemático. Talvez pela incrível ambientação, talvez pelo tratamento de princesa, pela entrega perfeita ou pela lembrança que ainda me causa. De qualquer forma, se um casal apaixonado precisasse de um lugar perfeito pra trocar suas juras de amor eterno, minha dica é essa. No caso de não haver casal nem palavras a dizer, mesmo um jantar sem juras vale a experiência e a conta, que fica em aproximados R$ 300,00 para dois.

Bouquet Garni

Rua Leopoldo Rosenfeldt, 986, Gramado (RS)

Aberto para almoço nos sábados, domingos e feriados

Aberto para jantar de segunda a domingo

Reservas: (54) 8145-2369/9904-8574

www.bouquetgarnigramado.com.br