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Sapore&Piacere: clube do bolo e outras novidades!

Sexta-feira é dia de bolo na Sapore&Piacere. Com o Clube do Bolo, a chef Mária Dalla Chiesa propõe adoçar o seu fim de semana em família ou reunir o pessoal do trabalho com um cafezinho delícia pra fechar o expediente. Toda sexta, um sabor diferente e um bolo entregue quentinho onde o cliente indicar. É a cara do outono!

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Aproveitei a visita que fiz pra conhecer o projeto e dei uma esticadinha no almoço, reafirmando a excelência do pequeno bistrô, que trabalha com os ingredientes da semana e tem uma mesa de antepastos aclamada pela clientela.

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A mesa de antepastos, como eu já disse, é impecável e pode muito bem valer por uma refeição. Aliás, vamos esclarecer sucintamente que o Sapore&Piacere trabalha apenas com prato do dia para o almoço (a exceção dessa semana. De 28 a 31 de março, em virtude da Fimma Brasil, o restaurante vai abrir para o almoço e jantar). Voltando aos antepastos, são sempre frescos, coloridos e sazonais, como a natureza.

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Você pode escolher um almoço completo, com entrada à vontade + o prato principal ou ficar apenas na mesa de antepastos – ou, ainda, pular essa primeira parte do almoço, o que é absolutamente desaconselhável.

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É tempo de grandes figos no Sapore&Piacere. Direto da mesa de antepastos, com quiche de queijo e moranga, estavam doces e suculentos.

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Como pratos principal, polêmicas à parte, estava delicioso o contrafilé com cobertura de provolone, servido com batata doce laranja (que eu simplesmente amo), farofa e brotos. Não é espetacular o colorido do prato?

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Pulei a sobremesa por questões ideológicas (mentira, é tentando dosar os excessos mesmo), mas elas são igualmente apetitosas. Mais adiante, ainda nesse ano, o Sapore&Piacere vai completar 10 anos no mesmo ponto, com o mesmo cuidado e sempre a assinatura da chef Márcia Dalla Chiesa.

Sapore&Piacere

Rua Dr. Casagrande, 500 – Bento Gonçalves – RS

  1. 3055-4586

http://www.saporeepiacere.com.br/

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Dez grandes cozinhas no Panela no Pátio, em Caxias

O forte temporal tirou do pátio o Panela no Pátio, mas isso não apagou o estilo do evento, que reúne um elenco de dez grandes chefs de Caxias do Sul, cada um com sua especialidade e a preços megaconvidativos: até R$ 25,00.

Essa foi a segunda edição do evento supercharmoso, cheio de gente bacana e com todo o charme do Quinta Estação. Uma terceira edição já está prometida para esse ano ainda. Com muito esforço, consegui dar uma bicadinha em todas as cozinhas. Algumas coisas foram memoráveis.

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A Escola de Gastronomia da UCS, com a assinatura do memorável chef italiano Mauro Cingolani, trouxe um rosbife com bacon no pão ciabata. Com vários molhos à escolha, coloquei uma grande dose de mostarda com mel e ficou bem delicioso. Custou R$ 20,00.

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Na cozinha do chef Henrique Neves, que se prepara para abrir um bistrot de vinhos em Caxias agora em abril, o ravióli de alcachofra ganhou ares de Master Chef com a espuminha de parmesão colocado com o sifão. Coisa chique, sô, por R$ 20,00.

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Da cozinha do Quinta Estação dividindo seu salão com o time no Panela no Pátio, o chef Vicente Perini apostou no confort food com uma generosa porção de risoto de bacalhau servido com uma deliciosa batatinha com ervas. Capricho na entrega e delicadeza de sabores por R$ 20,00.

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Pelos mesmos R$ 20,00, a Escola de Gastronomia Sal a Gosto trouxe um substancioso e suculento pullet pork ao barbecue servido no pãozinho com fatias de provolone. A cereja do bolo foi a mostarda reduzida com Jack Daniels. Grande receita!

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A cozinha étnica foi delicadamente bem representada pela chef Daniela Chedid, com uma variedade de receitas libanesas. Tinha kibe, Beirute e a tradicional doceria libanesa com uma cheirosa baclawa, mas acabei provando a Mjadra no Pote, que é uma mistura de arroz e lentilhas com um toque de cebolas caramelizadas por cima. Uma comida muito amorosa, remeteu à família – talvez pelas minhas raízes libanesas <3

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Os queridos da Nella Pietra Pizzaria arrasaram com a pizza expressa do chef Fábio Centenaro. Eu bem sei que pizza boa não precisa de uma infinidade de recheios. Uma marguerita bem feita é o que basta! R$ 20,00.

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Já difícil manter o ritmo, mas dei uma passada rápida no Mercado do Sanduíche pra rememorar grandes dias no Mercado Público de São Paulo, onde o sanduba de mortadela é um clássico. Aqui a mortadela Ceratti foi a estrela do dia – e não precisa mais nada além de um pãozinho d’água e umas fatias de queijo pra criar uma tentação irresistível por R$ 15,00.

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Chega de comer? Não, só uma pausa pra sobremesa. Joana, minha pequena ajudante de Culinarismo, ficou toda fã dos brownies da Doce Forma e levou um saquinho deles pra casa. Agora temos lá um estoquinho de brownies de MM’s, Stikadinho, chocolate ao leite e limão siciliano, que achei divino. Coisa mais afetiva com o atendimento querido da Simone Vanin por R$ 5,00 o pedaço.

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Brigadeiro é a especialidade da Márcia Callai, da Original Brigaderia. Uma infinidade de sabores e coloridos por R$ 5,00 a unidade, mas o que me cativou mesmo foi o inusitado docinho de grana padano, com seu toque salgadinho. É doido, mas é ótimo.

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Antes de me render à culpa, ainda passei pela banca do chef Alexandre Reolon, do Yoo Boutique, que estava flambando na hora o seu spaguetti all mare, com ostras e tudo mais. Uma generosa refeição por R$ 25,00.

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Entre uma prova e outra, tinha DJ, drinks e beers que adorei provar. Um conselho: não tente repetir esse exagero! Haha. Na próxima edição do Panela no Pátio, vou levar alguns ajudantes de degustação. Haha.

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Panela no Pátio

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O outro lado do Sierra Burger

Arrumei confusão anos atrás fazendo uma avaliação dos melhores xis de Bento Gonçalves. A postagem deu o que falar, mas era apenas uma brincadeira que o pessoal levou muito a sério. Naquele tempo, o Sierra Burger tinha acabado de inaugurar e a avaliação deles já foi das melhores: o melhor sabor, a melhor apresentação, aroma incrível, perfeito sabor de churrasco, pão fresco. Hoje em dia, todo mundo já conhece os atributos do hambúrguer e muita gente vai até lá especialmente pela parmegiana. Mas existe um cantinho de pratos especiais no cardápio que merece ser explorado.

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Você não precisa cometer o sacrilégio de provar todos de uma vez, como eu. Mas escolha o melhor de três com essas dicas e aproveite mais do incrível aroma defumado que só o Sierra Burger oferece.

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Abri os trabalhos com o impecável assado de tira – suculento, ao ponto. Serve muito bem uma pessoa por R$ 30,00.

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O T-Bone estava igualmente delicioso: R$ 40,00.

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E a costelinha suína ao barbecue tanto quanto. O molho é da casa e dá pra sentir bem o toque caseiro. Ponto extra. R$ 42,00.

Foi uma experiência intimamente carnívora e que vale a pena para dias de grande apetite e informalidade.

Sierra Burger

Avenida Planalto, 883, Bento Gonçalves

Telefone: (54) 3701-3749

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Boa surpresa no Casa Emiglia Ristorante

Já contei aqui no blog como a Nella Pietra arrasou em Bento Gonçalves com uma pizza de ingredientes nobres e sabores surpreendentes, mas os tempos mudam conforme a banda toca e a pizzaria agora é o aconchegante Casa Emiglia Ristorante. Uma casa de massas e filés com bons vinhos e uma cuidadosa decoração rústica. Mesmo endereço, outra ideia.

dsc_1626O número de mesas foi reduzido para atender o cliente com ainda mais delicadeza. São três salões com bastante privacidade. O nível térreo é ideal para casais ou pequenos grupos. Os demais espaços acomodam bem grupos maiores.

dsc_1629O colorido dos pratos encanta de primeira. Além de uma página só de aperitivos, a salada mediterrânea é uma das sugestões de entrada e foi servida perfeitamente fresca. R$ 26,00.

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Todas as opções do menu servem duas pessoas, mas você pode pedir meias porções, como eu fiz, aproveitando mais as massas e filés da casa. Por recomendação da cozinha, provei o ravióli de brie e figos, de toque adocicado que harmoniza perfeitamente com o molho de tomates confitados e lascas de pecorino. Massa fresca feita na casa, o que faz toda diferença no sabor. A porção inteira por R$ 89,00.

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Complementamos com um arrasador Filé Abraçadinho, uma invenção espetacular que entra para a lista de boas carnes em Bento Gonçalves. Consiste em um embrulho de queijo precisamente tostado e que abraça o filé. Por cima, molho de tomate da casa e um molho verde especial. A porção para dois, por R$ 95,00, acompanha arroz e pão caseiro assado na palha de milho.

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Agora atente para a carta de sobremesas – é um escândalo. A torta de sorvete que a pizzaria já servia virou Semifreddo Emiglia: três chocolates e calda de morango. R$ 22,00.

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Exageradamente delicioso é, também, o Gateau da Casa Emiglia. Sobre um bolinho quente de chocolate, o sorvete de creme, biscoitinhos amanteigados, morangos frescos e calda de chocolate. Nunca vi minha filha tão radiante. São R$ 26,00.

Se você chegou até aqui vai gostar de saber que o ristorante abre às segundas-feiras, o que é uma reclamação clássica de todo morador de Bento Gonçalves!!! Também de quarta à sábado, sempre a partir das 19h.

 

Casa Emiglia Ristorante

Quinze de Novembro esquina com Herny Hugo Dreher

Bento Gonçalves

Telefone: (54) 3125-0505

Abre às segundas e de quarta à sábado, a partir das 19h

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Felice como nunca antes

Este post tem apoio de Jornal Design Serra

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Felice foi um restaurante altamente recomendado. Enfrentamos uma longa caminhada para chegar a ele e por muito pouco não saímos de mãos abanando no último dia em Roma. Teria sido uma verdadeira lástima, mas serviu como lição: se um restaurante tem boa fama, não pense que conseguirá uma refeição tranquila sem reserva.

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Tivemos sorte de cruzar com um garçom prestativo que nos encaixou numa mesa de canto para um almoço cronometrado de meia hora. Foi bom percorrer a pé o trajeto do centro até a Via Mastro Giorgio, porque isso revelou muito sobre a vida local. O pequeno bairro de Testaccio, onde o restaurante funciona no mesmo endereço há 80 anos, tem origens operárias, mas hoje é o ponto mais cult da cidade. Soube depois que é o único caso de urbanização programada dentro da cidade de Roma. Lá estão os bares mais frequentados e as origens do time de futebol Roma. Sem saber, cruzei na ida e na volta por um dos ícones arquitetônicos do período fascista: o prédio dos Correios,  na Via Marmorata – uma obra de 1933.

Enfim que, ao chegar no Felice, fomos calorosamente recebidos e acomodados na tal mesa de cantinho – ao que nem posso reclamar, pois poderia ter ficado sem almoço. Havia um cardápio, mas isso não diz muita coisa, já que o restaurante serve um prato tradicional em casa dia da semana e o garçom se deu ao trabalho de explicar uma a uma as opções em espanhol.

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Essa foi uma refeição mais rápida do que deveria, mas envolta em descobertas que me acompanhariam desde então. No Felice, provei o mais singelo e robusto prato romano – que leva apenas três ingredientes, mas desafia até o mais experiente chef de cozinha. Falarei mais adiante.

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Descobri também que a água de Roma é gaseificada naturalmente.

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As refeições em Roma são fartas, fartas demais para uma garota comum, como eu! O primeiro prato, essa porção generosa de massa, apenas precede um belo prato de carne que ainda vem acompanhado de legumes ou salada. Chegar na sobremesa é trabalho a beça, mas vale a pena tanto quanto uma longa caminhada de volta ao hotel pelas ruas milenares de Roma. Pedi para mim um generoso Ravioli a Felice, com tomates cereja e ricota.

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Uma delícia, mas nada que se compare à hipnotizante simplicidade do Tonnarelli Cacio e Pepe…

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A receita tipicamente romana leva tão e somente massa, queijo pecorino e pimenta do reino. O segredo é a misturada que o garçom dá diante do cliente. O resultado é indescritível.

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Cordeiro é, também, uma carne tipicamente romana. Então pedimos em duas versões: assado com batatas…

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…e a milanesa com abobrinhas.

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Quando a coisa já parecia muito boa e nossa meia hora estava esgotando, o garçom que misturava italiano e espanhol pra falar conosco apareceu com uns recortes velhos de The New York Times e decretou que não poderíamos ir embora sem provar aquele tiramissú citado várias vezes no jornal. Particularmente, não gosto de sobremesas que levam creme e bolacha (condene-me por isso, mas não, não gosto de torta de bolacha). Provei porque estava ali e realmente era muito bom pra quem gosta. De minha parte, voltaria mil vezes para uma simples massa ao cacio e pepe.

Barato não foi, mas quem se importa numa hora dessas? Foram os últimos instantes dessa viagem incrível que agora está na memória e no coração. Estando em Roma, não deixe de reservar um momento Felice!

Felice a Testaccio

Via Mastro Giorgio, 29, Roma, Itália

www.feliceatestaccio.it

Uma viagem pelos sabores da Toscana por minhas próprias mãos

IMG_9933Cozinhar pode ser um fardo ou um momento de absoluta diversão e descobertas. Foi assim que me senti diante da bancada que ocupei na Escola de Gastronomia Sal a Gosto: uma mistura de parque de diversões e terapia com as mãos. A escola é feita pra gente comum que, como eu, quer aumentar um pouco o repertório culinário e, de quebra, comer tudo enquanto aprende.

 

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Todo mês, a escola do chef Gabriel Lourenço oferece uma lista de cursos – do básico, como massas e molhos, ao específico, como o delicioso Uma Noite na Toscana, que participei na semana passada. Na entrada da escola, já está o primeiro convite para relaxar e curtir a noite. A loja de cervejas e espumantes vende pra levar ou pra beber durante a aula.

IMG_9956A cozinha é no maior estilo Masterchef. Cada bancada acomoda uma dupla de alunos e, de frente para todos, o chef faz as honras. Todo o necessário para a diversão está bem à sua frente: as panelas e utensílios, os ingredientes e a receita.

IMG_9958A ideia é de aulas com aproximadamente três horas de duração e dá pra aprender bastante coisa nesse tempo, especialmente em uma classe temática sobre a toscana ministrada por um chef credenciado pela Federazione Italiana Cuochi (FIC) a disseminar a autêntica gastronomia italiana pelo mundo.

IMG_9935O cardápio para Uma Noite na Toscana foi um pappardelle ao ragu de linguiça toscana, bisteca fiorentina com tomates braseados e crostata de frutas para a sobremesa. As dicas do chef sobre a manipulação, preparo e história dos alimentos, entretanto, vão além das fronteiras dessa noite.

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Essa foi minha primeira experiência com massa fresca e, embora eu não tenha nenhum aparato para reproduzir em casa, o ragu – esse sim – vai direto pro meu livrinho de receitas (que ainda não existe, hehehe).

 

IMG_9975O ragu é um molho de carnes finamente picadas com longo tempo de preparo.  Na prática, é muito fácil de fazer, porque todo o segredo está em deixar os ingredientes namorando sobre o fogo por mais ou menos duas horas. A gente resumiu as coisas, mas ficou incrível mesmo assim. Eu que fiz! Eu que fiz!

IMG_9996A bisteca fiorentina, ok, quem fez foi o chefe – selada dos dois lados ao fogo e finalizada no forno por meia hora. É um corte realmente delicioso, que eu não conhecia, nem saberia reconhecer no olho. O segredo é ter um açougueiro de confiança que saiba fazer o corte certinho. Depois, é só servir com um molho simples de azeite, limão, sal e pimenta.

IMG_9999Para acompanhar, tomates braseados de apartamento. Esse é um dos truques que vai me acompanhar pra sempre na cozinha. Como conseguir um sabor defumado marcante sem ter churrasqueira ou grelha em casa? Os tomates foram curados com sal, açúcar, pimenta e um pouco de azeite; depois foram ao forno até tostar. O segredo do sabor é colocar um pedaço de carvão sobre a chama do fogão até ficar vermelhinho e depois mergulhar em uma tigela cheia com azeite de oliva de boa qualidade. Pronto: azeite braseado. Uma carga de sabor que dá para utilizar em muitos preparos.

zzzPara arrematar, a sobremesa foi uma crostata de frutas que leva uma massinha com muuuuita manteiga. Dentro, creme de confeiteiro com nozes e frutas da estação para decorar. Saí leve (na alma), risonha e satisfeita.

Quase ia esquecendo de mencionar o faz-me-rir. Os cursos da escola variam de R$ 80 a R$ 130. Esse custava justíssimos R$ 85,00.

Sal a Gosto Escola de Gastronomia

Av. Júlio de Castilhos, 150, Bairro Lurdes (Prédio da Polícia Federal), Caxias do Sul

Contato: (54) 3419 4831

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Soprando Velas com Sapore & Piacere

A casa charmosa, de arquitetura colonial e fachada discreta, no coração da Cidade Alta, esconde um tesouro da gastronomia em Bento Gonçalves. Em ritmo de comemoração, o Sapore & Piacere completa oito anos de deliciosas experiências e, junto disso, a anfitriã Márcia Dalla Chiesa comemora seus 25 anos de carreira. Como a ocasião exige, a festa foi em grande estilo: um jantar como raramente se vê por aqui, com ingredientes locais selecionados e orgânicos e criações assinadas em parceria com o baita chef Vico Crocco, que viveu 12 anos na Europa e trouxe para Porto Alegre a inusitada proposta de sua Cozinha Contêiner.

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Já conhecia o restaurante de alguns impecáveis almoços. A casa encanta pela simplicidade estética, que valoriza ainda cada detalhe próprio imóvel. O serviço funciona assim: uma mesa de antepastos frescos e coloridos pra abrir o apetite e um prato do dia servido na mesa. É sempre uma surpresa comer no Sapore & Piacere…o menu é divulgado sempre pelo Facebook lá pelas dez da manhã, não antes disso. De qualquer forma, nunca decepciona.

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Voltando à ocasião do jantar de aniversário, a dupla conseguiu criar um cardápio único e integrado, apesar das particularidades impressas nos pratos de cada um. O primeiro charme da noite foi o menu, não apenas escrito a mão, mas com todos os pratos ilustrados.

 

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A noite estava fria e o creme de cogumelos caiu como luva pra esquentar o coração. Fico pensando em repetir esse tipo de receitinha em casa, mas parece que nunca vai dar certo.

 

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Quando chegou essa salada, fiquei com pena de estragar. Além das folhas e dos minibrotos do Sitio Gourmet, o prato traz copa serrana, vitelo, um pequeno molho de cogumelos, grão-de-bico e ervilhas. Estava absurdamente fresco. Além de encher os olhos, tinha sabores perfeitamente combinados e o melhor de tudo: era apenas a entrada.

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Muito estava por vir, como a truta poché com acelga mini e batata doce tostada. Sem dúvida, uma combinação elegante, delicada e inesperada. Adoro esses sabores tostados, como fizeram com a batata e, no prato seguinte, com o brócolis.

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Duas versões totalmente opostas de pato foram servidas no jantar. O primeiro, defumado, guarnecido com demi glacê e o brócolis tostadinho, contrastando com um vinagrete de cren e o frescor dos brotos e flores.

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O segundo, confit, lentamente cozido e servido com demi de laranja, farofa, purê de raízes e acelga amarela. Uma apresentação mais encorpada pra anteceder a sobremesa que arrebatou meu coraçãozinho.

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O financier de amêndoas com frutas secas chegou quentinho sobre uma cama de baba de moça e enfeitado com creme de mascarpone. Delicados pingos de ganache de chocolate e um delicado figo fecharam a afinadíssima sinfonia dessa noite. Mencionei que todo o serviço foi harmonizado com vinhos e espumantes Dalpizzol?

Os oito anos do Sapore & Piacere foram muitos bem celebrados. Como lembrança deste dia, levei pra casa o cardápio desenhado pelos chefs, que vai ficar pra posteridade na minha caixinha de tesouros.

 

Sapore & Piacere Caffe, Cucina e Altri

Rua Dr. Casagrande, 500, Bento Gonçalves

Contato: 54 | 3055-4586

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Dona Carolina, delícia de experiência

Tenho tido ótimas experiências com pera. Essa, em especial, tinha uma surpresa oculta….vou contar o que veio antes dela…

Comida autêntica, preço justo e atendimento impecável foram as impressões de minha primeira visita ao Dona Carolina, restaurante estrategicamente localizado na fronteira entre Bento Gonçalves e Garibaldi, dentro do conhecido Castello Benvenutti – que abriga, ainda, loja de móveis, uma pousada e uma filial da consagrada Casa Di Paolo. Por algum motivo que não sei bem especificar, demorei até o último fim de semana para conhecer essa simpática e bem servida opção gastronômica. Demorou, mas valeu a pena. Indico e voltarei. DSC_5587 A melhor maneira de testar o atendimento de um restaurante é chegar sem avisar. Faça isso acompanhado de uma criança faminta e impaciente. Se a equipe não estiver preparada, será um desastre iminente. Não por mal, mas por falta de planejamento, cheguei sem reserva e acabei esperando algo em torno de 30 minutos, mas pude fazê-lo desfrutando de um bom espumante e sentadinha em confortáveis cadeiras no pátio central do castelo, de onde fiquei observando as pessoas lá dentro. Todas pareciam satisfeitas e contentes.

DSC_5612A decoração ao estilo cantina te coloca no clima de um jantar quente, aconchegante e em porções generosas: bem ao estilo italiano. O diferencial da casa está expresso logo na primeira página do cardápio: o Dona Carolina utiliza métodos de cozimento baseados no menor uso possível de gordura! Não existem alimentos fritos no cardápio e essa é uma preocupação que, na nossa região e em restaurantes abertos ao público, é incomum. Gostei.

DSC_5593Indecisa e com fome, não dispensei os cogumelos recheados como entrada, que estavam saborosos. Penso em repetir a receita em casa. Indaguei o garçom e pareceu simples. São recheados com os próprios cogumelos, requeijão e ervas. No restaurante, custaram R$ 13,50. Precinho camarada.

DSC_5599Falando em camarada, não posso deixar de mencionar que, apesar do excelente atendimento, o Dona Carolina não cobra taxa de serviço. E isso está claramente expresso em todas as páginas do cardápio. Recentemente, tomei uma medida que considero justa e cabível: não pagarei mais percentual de serviço se o valor não for integralmente repassado aos garçons. Parece um impropério a casa reter estas gorjetas considerando que os custos da operação já estão embutidos na comida e bebida. Gostei da postura do Dona Carolina. Se não é pra repassar ao staff, que não se cobre. DSC_5600DSC_5608Chamei o garçom mais uma vez, intrigada com o modo de preparo do prato da casa. Considerando que o Dona Carolina não utiliza fritura em seus preparos, como então eles servem bife a milanesa? O garçom perguntou à cozinha e a cozinha garantiu que os filés são assados. Mais um ponto extra! Esse prato era para uma pessoa, mas vem muitíssimo bem servido. Pedindo-se uma entrada ou uma salada, serve um casal tranquilamente. A porção individual custa R$ 59,90; para dois, R$ 89,90.

DSC_5606Como havia pedido uma porção individual, decidimos também pedir uma costelinha ao molho agridoce da qual já ouvi muito falar. A porção para uma pessoa custou R$ 39,90 e o prato fez jus à fama. Sem contar o preço, mais uma vez justo.

DSC_5623A ideia não era pedir sobremesa alguma. Já estávamos bem servidos e, na verdade, pedimos pra embalar uma parte do porquinho. Mas as sobremesas começaram a chegar para outras mesas e eu confesso que tenho o péssimo hábito de ficar observando o que as pessoas pedem e qual sua reação ao comer. Assim sendo, nos rendemos ao excesso e pedimos um mousse de chocolate com cachaça, acompanhado de farofa de paçoca e licor. R$ 14,90. Que gracinha, né?

DSC_5629Mas, com todo respeito às opiniões divergentes, o melhor mesmo está aqui…pelos mesmos R$ 14,90, comi essa estonteante pera na calda de frutas vermelhas. A surpresa está dentro da fruta: um delicioso sorvete de mel.

Saí feliz e contente, pronta pra mais uma dessas batalhas que a gente enfrenta todo dia. É por momentos assim – de pequenos, mas incomparáveis prazeres – que tudo vale a pena.

 Dona Carolina

Endereço: RSC 470, Km 221,61, Garibaldi

Telefone: (54) 3388.3355

Aberto para o jantar, das 19h30min às 23h

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La Table D’Or: perfeito a dois

Dia dos Namorados vem aí e, talvez você não tenha percebido, mas as flores, as pelúcias e presentes afins perderam seu lugar ao sol para jantares a dois cada vez mais sofisticados. A oferta é grande, mas o meu endosso de hoje vem de Gramado – um menu degustação que, seguramente, pode figurar no top 5 do Culinarismo. No La Table D’Or, todos os detalhes conspiram a favor de uma noite memorável: do brilho dos talheres à polidez do maître, passando pela comida, óbvio.

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O restaurante clássico e bem cuidado serve comida mediterrânea em três modalidades: um menu principal com pratos individuais; um menu degustação e um menu sugestão – que seria uma versão simplificada do anterior. O espaço é restrito e não comporta mais do que 20 clientes. Por isso, é bom reservar.

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Estivemos no La Table D’Or numa noite tranquila de clima ameno. O atendimento é impecável desde a entrada, onde a casa expõe alguns de seus principais prêmios, como o Travellers’Choise 2013, do Trip Advisor.

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Enfim, escolhemos o menu degustação, que inclui um total de oito pratos servidos com toda a elegância. Repara no detalhe do guardanapo de papel que o restaurante oferece para que as damas não sujem os de pano com seus batons.

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Um consomé de alho poró ao creme e finas ervas elevou a primeira impressão ao nível máximo, com sabores delicados e uma apresentação bem pensada.

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Para quem ama cogumelos, como eu, esse champignon Paris com recheio ao catupiry e parmesão poderia ter tido um replay.

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Aplausos para o siri ao Bechamel gratinado. Coisa mais delicada.

DSC_4533 Um camarão bem feito assim é algo em que eu investiria sem hesitar sempre que possível. Nesse prato, estão grelhados com trufas de mussarela e manjericão ao molho de quatro queijos.

DSC_4536 Vou confessar um segredo: nunca gostei de bacalhau, mas pensava que talvez eu não tivesse provado um realmente bem feito. Então eu provei esse. E continuei não gostando. Também acho batata palha um complemento inapropriado para um prato tão gourmet, mas ok, é só a minha opinião. Talvez eu deva desistir de encontrar o bacalhau perfeito. O problema não é ele, sou eu.

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Tudo bem. Esqueci rapidamente o bacalhau com o prato que veio em seguida. Um trivial medalhão de filé com penne aos quatro queijos. O toque do chef, além do ponto perfeito da carne (que, para mim, é mal passado para mais), foi o molho: morango reduzido com aceto balsâmico e flambado com Cointreau. Eu poderia tentar reproduzir isso em casa por uma década e jamais ficaria parecido.

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A essa altura, por sorte, as pessoas da mesa ao lado que ficaram me olhando fotografar com uma debochada estranheza já tinha ido embora. Então pude fazer um registro do belíssimo salão e daquela Veuve Clicquot sobre o balcão que só fiquei encarando.

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Aí vieram as sobremesas. Ainda bem, porque eu realmente já estava sacudindo uma toalha branca. Sucrérie du Lait, me corrijam se eu estiver errada, é tipo uma ambrosia misturada com doce de leite. Coisa que nem dei muita importância depois de ler que a seguir viria …

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…Crème Brulée, essa sutileza dos deuses, que pode às vezes ficar meio tostadinha por cima – coisa que um jurado do Masterchef certamente reprovaria. Mas esse estava divino.

Acho que esse é um mimo que vale cada centavo no Dia dos Namorados. São 98 reais por pessoa pelo menu degustação (+ bebida + 10%). Um valor superjusto pela entrega única e impecável.

La Table D’Or

Rua Carrieri, 525, Gramado (RS)

Reservas: (54) 3286.6263 | (51) 8151.8191

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Vindima 2015 (Parte 2 de 3): Mamma Gema, que fartura!

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O Mamma Gema é um restaurante tão clássico no Vale dos Vinhedos que fiquei surpresa ao descobrir, numa pesquisa rápida, que a trattoria ainda nem completou cinco anos. No inverno e no verão, a casa está sempre bem frequentada por sua localização estratégica no coração da maior região produtora de vinhos do país e, naturalmente, porque se trata de um legítimo representante da exuberância gastronomia da Serra Gaúcha. O banquete é para fortes!

DSC_4087Restaurantes típicos, a região tem vários, mas poucos alcançam a excelência do serviço e da entrega que o Mamma Gema tem. É que a comida, quando em farta quantidade, precisa ter alma. O que ocorre muito nesse sistema de rodízio “sem fim” é que a massa acaba sendo insossa, a carne passa do ponto e a gente passa dos limites sem saborear nada realmente autêntico. É por isso que eu recomendo o Mamma Gema sem pestanejar.

pizza vinhosAlém de um espirituoso proprietário que é ex-zagueiro profissional e está sempre por perto para receber o público, o lugar se diferencia também por uma grandiosa adega aberta ao público, onde o cliente pode se divertir escolhendo seu vinho em meio ao armazém de produtos coloniais. Nesse andar térreo do casarão, também funciona à noite o “Pizza entre Vinhos”, outra delícia que o só o Vale dos Vinhedos oferece. Leia mais aqui!

DSC_4057O “serviço completo” do Mamma Gema inclui muita, muitíssima comida. A saladinha em questão, embora deliciosa e tipicamente ornamentada com uvas, é só uma pegadinha perto da extravagância que se apresenta a seguir.

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Começando por um clássico, essa polentinha mole com ragu foi o prato mais marcante pra mim, de completo apelo emocional. Quem teve uma nona na infância, provavelmente vai saborear com carinho essa panelinha.

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Depois, um risoto de alcachofras bem elaborado.

 

 

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Uma tradicional massa carbonara.

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Um frango ao molho de ervas finas delicioso, que foge totalmente ao tradicional galeto servido em outros restaurantes.

DSC_4068O melhor da casa: tortelloni à bolonhesa, com pasta de salame e iscas de filé. Esse prato eu precisei repetir e ainda teria pedido pra levar uma quentinha, se cara de pau fosse o meu forte.

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Um filé básico e uma massa ao pesto, porque os rodízios italianos da Serra gaúcha nuuuuunca terminam.

 

DSC_4075E como realmente não terminam, ainda veio um ravióli maravilhoso com molho de gorgonzola e nozes…

DSC_4078…e um tradicional tortéi à moda da casa, com molho de tomate seco e castanhas torradas.

Esse banquete é para fortes, como eu disse antes, mas acho que todo mundo merece seus dias de insanidade gastronômica. Me perdoem os nutricionistas, mas prefiro pensar que um excesso de vez em quando faz parte do que eles chamam de “dieta balanceada”. 😉

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Ah, claro, um bom restaurante italiano tem vinho até na sobremesa. O Mamma Gema acertadamente escapa do tradicional sagu com creme pra servir essa releitura do clássico: um sorvete artesanal de creme com calda de vinho. Tudo isso que foi apresentado custa em torno de R$ 60,00 sem bebida.

Mamma Gema Trattoria

Estrada RS 444, Km 18,9, Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves (RS)

Reservas: (54) 3459-1392

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