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Boa surpresa no Casa Emiglia Ristorante

Já contei aqui no blog como a Nella Pietra arrasou em Bento Gonçalves com uma pizza de ingredientes nobres e sabores surpreendentes, mas os tempos mudam conforme a banda toca e a pizzaria agora é o aconchegante Casa Emiglia Ristorante. Uma casa de massas e filés com bons vinhos e uma cuidadosa decoração rústica. Mesmo endereço, outra ideia.

dsc_1626O número de mesas foi reduzido para atender o cliente com ainda mais delicadeza. São três salões com bastante privacidade. O nível térreo é ideal para casais ou pequenos grupos. Os demais espaços acomodam bem grupos maiores.

dsc_1629O colorido dos pratos encanta de primeira. Além de uma página só de aperitivos, a salada mediterrânea é uma das sugestões de entrada e foi servida perfeitamente fresca. R$ 26,00.

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Todas as opções do menu servem duas pessoas, mas você pode pedir meias porções, como eu fiz, aproveitando mais as massas e filés da casa. Por recomendação da cozinha, provei o ravióli de brie e figos, de toque adocicado que harmoniza perfeitamente com o molho de tomates confitados e lascas de pecorino. Massa fresca feita na casa, o que faz toda diferença no sabor. A porção inteira por R$ 89,00.

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Complementamos com um arrasador Filé Abraçadinho, uma invenção espetacular que entra para a lista de boas carnes em Bento Gonçalves. Consiste em um embrulho de queijo precisamente tostado e que abraça o filé. Por cima, molho de tomate da casa e um molho verde especial. A porção para dois, por R$ 95,00, acompanha arroz e pão caseiro assado na palha de milho.

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Agora atente para a carta de sobremesas – é um escândalo. A torta de sorvete que a pizzaria já servia virou Semifreddo Emiglia: três chocolates e calda de morango. R$ 22,00.

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Exageradamente delicioso é, também, o Gateau da Casa Emiglia. Sobre um bolinho quente de chocolate, o sorvete de creme, biscoitinhos amanteigados, morangos frescos e calda de chocolate. Nunca vi minha filha tão radiante. São R$ 26,00.

Se você chegou até aqui vai gostar de saber que o ristorante abre às segundas-feiras, o que é uma reclamação clássica de todo morador de Bento Gonçalves!!! Também de quarta à sábado, sempre a partir das 19h.

 

Casa Emiglia Ristorante

Quinze de Novembro esquina com Herny Hugo Dreher

Bento Gonçalves

Telefone: (54) 3125-0505

Abre às segundas e de quarta à sábado, a partir das 19h

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Felice como nunca antes

Este post tem apoio de Jornal Design Serra

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Felice foi um restaurante altamente recomendado. Enfrentamos uma longa caminhada para chegar a ele e por muito pouco não saímos de mãos abanando no último dia em Roma. Teria sido uma verdadeira lástima, mas serviu como lição: se um restaurante tem boa fama, não pense que conseguirá uma refeição tranquila sem reserva.

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Tivemos sorte de cruzar com um garçom prestativo que nos encaixou numa mesa de canto para um almoço cronometrado de meia hora. Foi bom percorrer a pé o trajeto do centro até a Via Mastro Giorgio, porque isso revelou muito sobre a vida local. O pequeno bairro de Testaccio, onde o restaurante funciona no mesmo endereço há 80 anos, tem origens operárias, mas hoje é o ponto mais cult da cidade. Soube depois que é o único caso de urbanização programada dentro da cidade de Roma. Lá estão os bares mais frequentados e as origens do time de futebol Roma. Sem saber, cruzei na ida e na volta por um dos ícones arquitetônicos do período fascista: o prédio dos Correios,  na Via Marmorata – uma obra de 1933.

Enfim que, ao chegar no Felice, fomos calorosamente recebidos e acomodados na tal mesa de cantinho – ao que nem posso reclamar, pois poderia ter ficado sem almoço. Havia um cardápio, mas isso não diz muita coisa, já que o restaurante serve um prato tradicional em casa dia da semana e o garçom se deu ao trabalho de explicar uma a uma as opções em espanhol.

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Essa foi uma refeição mais rápida do que deveria, mas envolta em descobertas que me acompanhariam desde então. No Felice, provei o mais singelo e robusto prato romano – que leva apenas três ingredientes, mas desafia até o mais experiente chef de cozinha. Falarei mais adiante.

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Descobri também que a água de Roma é gaseificada naturalmente.

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As refeições em Roma são fartas, fartas demais para uma garota comum, como eu! O primeiro prato, essa porção generosa de massa, apenas precede um belo prato de carne que ainda vem acompanhado de legumes ou salada. Chegar na sobremesa é trabalho a beça, mas vale a pena tanto quanto uma longa caminhada de volta ao hotel pelas ruas milenares de Roma. Pedi para mim um generoso Ravioli a Felice, com tomates cereja e ricota.

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Uma delícia, mas nada que se compare à hipnotizante simplicidade do Tonnarelli Cacio e Pepe…

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A receita tipicamente romana leva tão e somente massa, queijo pecorino e pimenta do reino. O segredo é a misturada que o garçom dá diante do cliente. O resultado é indescritível.

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Cordeiro é, também, uma carne tipicamente romana. Então pedimos em duas versões: assado com batatas…

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…e a milanesa com abobrinhas.

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Quando a coisa já parecia muito boa e nossa meia hora estava esgotando, o garçom que misturava italiano e espanhol pra falar conosco apareceu com uns recortes velhos de The New York Times e decretou que não poderíamos ir embora sem provar aquele tiramissú citado várias vezes no jornal. Particularmente, não gosto de sobremesas que levam creme e bolacha (condene-me por isso, mas não, não gosto de torta de bolacha). Provei porque estava ali e realmente era muito bom pra quem gosta. De minha parte, voltaria mil vezes para uma simples massa ao cacio e pepe.

Barato não foi, mas quem se importa numa hora dessas? Foram os últimos instantes dessa viagem incrível que agora está na memória e no coração. Estando em Roma, não deixe de reservar um momento Felice!

Felice a Testaccio

Via Mastro Giorgio, 29, Roma, Itália

www.feliceatestaccio.it

Uma viagem pelos sabores da Toscana por minhas próprias mãos

IMG_9933Cozinhar pode ser um fardo ou um momento de absoluta diversão e descobertas. Foi assim que me senti diante da bancada que ocupei na Escola de Gastronomia Sal a Gosto: uma mistura de parque de diversões e terapia com as mãos. A escola é feita pra gente comum que, como eu, quer aumentar um pouco o repertório culinário e, de quebra, comer tudo enquanto aprende.

 

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Todo mês, a escola do chef Gabriel Lourenço oferece uma lista de cursos – do básico, como massas e molhos, ao específico, como o delicioso Uma Noite na Toscana, que participei na semana passada. Na entrada da escola, já está o primeiro convite para relaxar e curtir a noite. A loja de cervejas e espumantes vende pra levar ou pra beber durante a aula.

IMG_9956A cozinha é no maior estilo Masterchef. Cada bancada acomoda uma dupla de alunos e, de frente para todos, o chef faz as honras. Todo o necessário para a diversão está bem à sua frente: as panelas e utensílios, os ingredientes e a receita.

IMG_9958A ideia é de aulas com aproximadamente três horas de duração e dá pra aprender bastante coisa nesse tempo, especialmente em uma classe temática sobre a toscana ministrada por um chef credenciado pela Federazione Italiana Cuochi (FIC) a disseminar a autêntica gastronomia italiana pelo mundo.

IMG_9935O cardápio para Uma Noite na Toscana foi um pappardelle ao ragu de linguiça toscana, bisteca fiorentina com tomates braseados e crostata de frutas para a sobremesa. As dicas do chef sobre a manipulação, preparo e história dos alimentos, entretanto, vão além das fronteiras dessa noite.

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Essa foi minha primeira experiência com massa fresca e, embora eu não tenha nenhum aparato para reproduzir em casa, o ragu – esse sim – vai direto pro meu livrinho de receitas (que ainda não existe, hehehe).

 

IMG_9975O ragu é um molho de carnes finamente picadas com longo tempo de preparo.  Na prática, é muito fácil de fazer, porque todo o segredo está em deixar os ingredientes namorando sobre o fogo por mais ou menos duas horas. A gente resumiu as coisas, mas ficou incrível mesmo assim. Eu que fiz! Eu que fiz!

IMG_9996A bisteca fiorentina, ok, quem fez foi o chefe – selada dos dois lados ao fogo e finalizada no forno por meia hora. É um corte realmente delicioso, que eu não conhecia, nem saberia reconhecer no olho. O segredo é ter um açougueiro de confiança que saiba fazer o corte certinho. Depois, é só servir com um molho simples de azeite, limão, sal e pimenta.

IMG_9999Para acompanhar, tomates braseados de apartamento. Esse é um dos truques que vai me acompanhar pra sempre na cozinha. Como conseguir um sabor defumado marcante sem ter churrasqueira ou grelha em casa? Os tomates foram curados com sal, açúcar, pimenta e um pouco de azeite; depois foram ao forno até tostar. O segredo do sabor é colocar um pedaço de carvão sobre a chama do fogão até ficar vermelhinho e depois mergulhar em uma tigela cheia com azeite de oliva de boa qualidade. Pronto: azeite braseado. Uma carga de sabor que dá para utilizar em muitos preparos.

zzzPara arrematar, a sobremesa foi uma crostata de frutas que leva uma massinha com muuuuita manteiga. Dentro, creme de confeiteiro com nozes e frutas da estação para decorar. Saí leve (na alma), risonha e satisfeita.

Quase ia esquecendo de mencionar o faz-me-rir. Os cursos da escola variam de R$ 80 a R$ 130. Esse custava justíssimos R$ 85,00.

Sal a Gosto Escola de Gastronomia

Av. Júlio de Castilhos, 150, Bairro Lurdes (Prédio da Polícia Federal), Caxias do Sul

Contato: (54) 3419 4831

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Soprando Velas com Sapore & Piacere

A casa charmosa, de arquitetura colonial e fachada discreta, no coração da Cidade Alta, esconde um tesouro da gastronomia em Bento Gonçalves. Em ritmo de comemoração, o Sapore & Piacere completa oito anos de deliciosas experiências e, junto disso, a anfitriã Márcia Dalla Chiesa comemora seus 25 anos de carreira. Como a ocasião exige, a festa foi em grande estilo: um jantar como raramente se vê por aqui, com ingredientes locais selecionados e orgânicos e criações assinadas em parceria com o baita chef Vico Crocco, que viveu 12 anos na Europa e trouxe para Porto Alegre a inusitada proposta de sua Cozinha Contêiner.

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Já conhecia o restaurante de alguns impecáveis almoços. A casa encanta pela simplicidade estética, que valoriza ainda cada detalhe próprio imóvel. O serviço funciona assim: uma mesa de antepastos frescos e coloridos pra abrir o apetite e um prato do dia servido na mesa. É sempre uma surpresa comer no Sapore & Piacere…o menu é divulgado sempre pelo Facebook lá pelas dez da manhã, não antes disso. De qualquer forma, nunca decepciona.

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Voltando à ocasião do jantar de aniversário, a dupla conseguiu criar um cardápio único e integrado, apesar das particularidades impressas nos pratos de cada um. O primeiro charme da noite foi o menu, não apenas escrito a mão, mas com todos os pratos ilustrados.

 

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A noite estava fria e o creme de cogumelos caiu como luva pra esquentar o coração. Fico pensando em repetir esse tipo de receitinha em casa, mas parece que nunca vai dar certo.

 

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Quando chegou essa salada, fiquei com pena de estragar. Além das folhas e dos minibrotos do Sitio Gourmet, o prato traz copa serrana, vitelo, um pequeno molho de cogumelos, grão-de-bico e ervilhas. Estava absurdamente fresco. Além de encher os olhos, tinha sabores perfeitamente combinados e o melhor de tudo: era apenas a entrada.

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Muito estava por vir, como a truta poché com acelga mini e batata doce tostada. Sem dúvida, uma combinação elegante, delicada e inesperada. Adoro esses sabores tostados, como fizeram com a batata e, no prato seguinte, com o brócolis.

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Duas versões totalmente opostas de pato foram servidas no jantar. O primeiro, defumado, guarnecido com demi glacê e o brócolis tostadinho, contrastando com um vinagrete de cren e o frescor dos brotos e flores.

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O segundo, confit, lentamente cozido e servido com demi de laranja, farofa, purê de raízes e acelga amarela. Uma apresentação mais encorpada pra anteceder a sobremesa que arrebatou meu coraçãozinho.

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O financier de amêndoas com frutas secas chegou quentinho sobre uma cama de baba de moça e enfeitado com creme de mascarpone. Delicados pingos de ganache de chocolate e um delicado figo fecharam a afinadíssima sinfonia dessa noite. Mencionei que todo o serviço foi harmonizado com vinhos e espumantes Dalpizzol?

Os oito anos do Sapore & Piacere foram muitos bem celebrados. Como lembrança deste dia, levei pra casa o cardápio desenhado pelos chefs, que vai ficar pra posteridade na minha caixinha de tesouros.

 

Sapore & Piacere Caffe, Cucina e Altri

Rua Dr. Casagrande, 500, Bento Gonçalves

Contato: 54 | 3055-4586

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Dona Carolina, delícia de experiência

Tenho tido ótimas experiências com pera. Essa, em especial, tinha uma surpresa oculta….vou contar o que veio antes dela…

Comida autêntica, preço justo e atendimento impecável foram as impressões de minha primeira visita ao Dona Carolina, restaurante estrategicamente localizado na fronteira entre Bento Gonçalves e Garibaldi, dentro do conhecido Castello Benvenutti – que abriga, ainda, loja de móveis, uma pousada e uma filial da consagrada Casa Di Paolo. Por algum motivo que não sei bem especificar, demorei até o último fim de semana para conhecer essa simpática e bem servida opção gastronômica. Demorou, mas valeu a pena. Indico e voltarei. DSC_5587 A melhor maneira de testar o atendimento de um restaurante é chegar sem avisar. Faça isso acompanhado de uma criança faminta e impaciente. Se a equipe não estiver preparada, será um desastre iminente. Não por mal, mas por falta de planejamento, cheguei sem reserva e acabei esperando algo em torno de 30 minutos, mas pude fazê-lo desfrutando de um bom espumante e sentadinha em confortáveis cadeiras no pátio central do castelo, de onde fiquei observando as pessoas lá dentro. Todas pareciam satisfeitas e contentes.

DSC_5612A decoração ao estilo cantina te coloca no clima de um jantar quente, aconchegante e em porções generosas: bem ao estilo italiano. O diferencial da casa está expresso logo na primeira página do cardápio: o Dona Carolina utiliza métodos de cozimento baseados no menor uso possível de gordura! Não existem alimentos fritos no cardápio e essa é uma preocupação que, na nossa região e em restaurantes abertos ao público, é incomum. Gostei.

DSC_5593Indecisa e com fome, não dispensei os cogumelos recheados como entrada, que estavam saborosos. Penso em repetir a receita em casa. Indaguei o garçom e pareceu simples. São recheados com os próprios cogumelos, requeijão e ervas. No restaurante, custaram R$ 13,50. Precinho camarada.

DSC_5599Falando em camarada, não posso deixar de mencionar que, apesar do excelente atendimento, o Dona Carolina não cobra taxa de serviço. E isso está claramente expresso em todas as páginas do cardápio. Recentemente, tomei uma medida que considero justa e cabível: não pagarei mais percentual de serviço se o valor não for integralmente repassado aos garçons. Parece um impropério a casa reter estas gorjetas considerando que os custos da operação já estão embutidos na comida e bebida. Gostei da postura do Dona Carolina. Se não é pra repassar ao staff, que não se cobre. DSC_5600DSC_5608Chamei o garçom mais uma vez, intrigada com o modo de preparo do prato da casa. Considerando que o Dona Carolina não utiliza fritura em seus preparos, como então eles servem bife a milanesa? O garçom perguntou à cozinha e a cozinha garantiu que os filés são assados. Mais um ponto extra! Esse prato era para uma pessoa, mas vem muitíssimo bem servido. Pedindo-se uma entrada ou uma salada, serve um casal tranquilamente. A porção individual custa R$ 59,90; para dois, R$ 89,90.

DSC_5606Como havia pedido uma porção individual, decidimos também pedir uma costelinha ao molho agridoce da qual já ouvi muito falar. A porção para uma pessoa custou R$ 39,90 e o prato fez jus à fama. Sem contar o preço, mais uma vez justo.

DSC_5623A ideia não era pedir sobremesa alguma. Já estávamos bem servidos e, na verdade, pedimos pra embalar uma parte do porquinho. Mas as sobremesas começaram a chegar para outras mesas e eu confesso que tenho o péssimo hábito de ficar observando o que as pessoas pedem e qual sua reação ao comer. Assim sendo, nos rendemos ao excesso e pedimos um mousse de chocolate com cachaça, acompanhado de farofa de paçoca e licor. R$ 14,90. Que gracinha, né?

DSC_5629Mas, com todo respeito às opiniões divergentes, o melhor mesmo está aqui…pelos mesmos R$ 14,90, comi essa estonteante pera na calda de frutas vermelhas. A surpresa está dentro da fruta: um delicioso sorvete de mel.

Saí feliz e contente, pronta pra mais uma dessas batalhas que a gente enfrenta todo dia. É por momentos assim – de pequenos, mas incomparáveis prazeres – que tudo vale a pena.

 Dona Carolina

Endereço: RSC 470, Km 221,61, Garibaldi

Telefone: (54) 3388.3355

Aberto para o jantar, das 19h30min às 23h

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La Table D’Or: perfeito a dois

Dia dos Namorados vem aí e, talvez você não tenha percebido, mas as flores, as pelúcias e presentes afins perderam seu lugar ao sol para jantares a dois cada vez mais sofisticados. A oferta é grande, mas o meu endosso de hoje vem de Gramado – um menu degustação que, seguramente, pode figurar no top 5 do Culinarismo. No La Table D’Or, todos os detalhes conspiram a favor de uma noite memorável: do brilho dos talheres à polidez do maître, passando pela comida, óbvio.

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O restaurante clássico e bem cuidado serve comida mediterrânea em três modalidades: um menu principal com pratos individuais; um menu degustação e um menu sugestão – que seria uma versão simplificada do anterior. O espaço é restrito e não comporta mais do que 20 clientes. Por isso, é bom reservar.

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Estivemos no La Table D’Or numa noite tranquila de clima ameno. O atendimento é impecável desde a entrada, onde a casa expõe alguns de seus principais prêmios, como o Travellers’Choise 2013, do Trip Advisor.

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Enfim, escolhemos o menu degustação, que inclui um total de oito pratos servidos com toda a elegância. Repara no detalhe do guardanapo de papel que o restaurante oferece para que as damas não sujem os de pano com seus batons.

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Um consomé de alho poró ao creme e finas ervas elevou a primeira impressão ao nível máximo, com sabores delicados e uma apresentação bem pensada.

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Para quem ama cogumelos, como eu, esse champignon Paris com recheio ao catupiry e parmesão poderia ter tido um replay.

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Aplausos para o siri ao Bechamel gratinado. Coisa mais delicada.

DSC_4533 Um camarão bem feito assim é algo em que eu investiria sem hesitar sempre que possível. Nesse prato, estão grelhados com trufas de mussarela e manjericão ao molho de quatro queijos.

DSC_4536 Vou confessar um segredo: nunca gostei de bacalhau, mas pensava que talvez eu não tivesse provado um realmente bem feito. Então eu provei esse. E continuei não gostando. Também acho batata palha um complemento inapropriado para um prato tão gourmet, mas ok, é só a minha opinião. Talvez eu deva desistir de encontrar o bacalhau perfeito. O problema não é ele, sou eu.

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Tudo bem. Esqueci rapidamente o bacalhau com o prato que veio em seguida. Um trivial medalhão de filé com penne aos quatro queijos. O toque do chef, além do ponto perfeito da carne (que, para mim, é mal passado para mais), foi o molho: morango reduzido com aceto balsâmico e flambado com Cointreau. Eu poderia tentar reproduzir isso em casa por uma década e jamais ficaria parecido.

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A essa altura, por sorte, as pessoas da mesa ao lado que ficaram me olhando fotografar com uma debochada estranheza já tinha ido embora. Então pude fazer um registro do belíssimo salão e daquela Veuve Clicquot sobre o balcão que só fiquei encarando.

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Aí vieram as sobremesas. Ainda bem, porque eu realmente já estava sacudindo uma toalha branca. Sucrérie du Lait, me corrijam se eu estiver errada, é tipo uma ambrosia misturada com doce de leite. Coisa que nem dei muita importância depois de ler que a seguir viria …

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…Crème Brulée, essa sutileza dos deuses, que pode às vezes ficar meio tostadinha por cima – coisa que um jurado do Masterchef certamente reprovaria. Mas esse estava divino.

Acho que esse é um mimo que vale cada centavo no Dia dos Namorados. São 98 reais por pessoa pelo menu degustação (+ bebida + 10%). Um valor superjusto pela entrega única e impecável.

La Table D’Or

Rua Carrieri, 525, Gramado (RS)

Reservas: (54) 3286.6263 | (51) 8151.8191

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Vindima 2015 (Parte 2 de 3): Mamma Gema, que fartura!

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O Mamma Gema é um restaurante tão clássico no Vale dos Vinhedos que fiquei surpresa ao descobrir, numa pesquisa rápida, que a trattoria ainda nem completou cinco anos. No inverno e no verão, a casa está sempre bem frequentada por sua localização estratégica no coração da maior região produtora de vinhos do país e, naturalmente, porque se trata de um legítimo representante da exuberância gastronomia da Serra Gaúcha. O banquete é para fortes!

DSC_4087Restaurantes típicos, a região tem vários, mas poucos alcançam a excelência do serviço e da entrega que o Mamma Gema tem. É que a comida, quando em farta quantidade, precisa ter alma. O que ocorre muito nesse sistema de rodízio “sem fim” é que a massa acaba sendo insossa, a carne passa do ponto e a gente passa dos limites sem saborear nada realmente autêntico. É por isso que eu recomendo o Mamma Gema sem pestanejar.

pizza vinhosAlém de um espirituoso proprietário que é ex-zagueiro profissional e está sempre por perto para receber o público, o lugar se diferencia também por uma grandiosa adega aberta ao público, onde o cliente pode se divertir escolhendo seu vinho em meio ao armazém de produtos coloniais. Nesse andar térreo do casarão, também funciona à noite o “Pizza entre Vinhos”, outra delícia que o só o Vale dos Vinhedos oferece. Leia mais aqui!

DSC_4057O “serviço completo” do Mamma Gema inclui muita, muitíssima comida. A saladinha em questão, embora deliciosa e tipicamente ornamentada com uvas, é só uma pegadinha perto da extravagância que se apresenta a seguir.

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Começando por um clássico, essa polentinha mole com ragu foi o prato mais marcante pra mim, de completo apelo emocional. Quem teve uma nona na infância, provavelmente vai saborear com carinho essa panelinha.

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Depois, um risoto de alcachofras bem elaborado.

 

 

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Uma tradicional massa carbonara.

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Um frango ao molho de ervas finas delicioso, que foge totalmente ao tradicional galeto servido em outros restaurantes.

DSC_4068O melhor da casa: tortelloni à bolonhesa, com pasta de salame e iscas de filé. Esse prato eu precisei repetir e ainda teria pedido pra levar uma quentinha, se cara de pau fosse o meu forte.

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Um filé básico e uma massa ao pesto, porque os rodízios italianos da Serra gaúcha nuuuuunca terminam.

 

DSC_4075E como realmente não terminam, ainda veio um ravióli maravilhoso com molho de gorgonzola e nozes…

DSC_4078…e um tradicional tortéi à moda da casa, com molho de tomate seco e castanhas torradas.

Esse banquete é para fortes, como eu disse antes, mas acho que todo mundo merece seus dias de insanidade gastronômica. Me perdoem os nutricionistas, mas prefiro pensar que um excesso de vez em quando faz parte do que eles chamam de “dieta balanceada”. 😉

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Ah, claro, um bom restaurante italiano tem vinho até na sobremesa. O Mamma Gema acertadamente escapa do tradicional sagu com creme pra servir essa releitura do clássico: um sorvete artesanal de creme com calda de vinho. Tudo isso que foi apresentado custa em torno de R$ 60,00 sem bebida.

Mamma Gema Trattoria

Estrada RS 444, Km 18,9, Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves (RS)

Reservas: (54) 3459-1392

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Vindima 2015 (parte 1 de 3): passeio inebriante no Parque Dal Pizzol

Os encantos da Vindima estão por toda a parte. A história, os aromas, os cachos verdes, rosas e violáceos pendendo nos vinhedos e as taças cheias tilintando em um brinde pela fartura. É um tremendo desperdício que tantos turistas venham a Bento Gonçalves especialmente para contemplar esse espetáculo do homem e da natureza, enquanto muitos que vivem aqui jamais tenham experimentado pisar a uva e estender uma toalha à sombra dos parreirais, perdendo um mundo de sensações que se apresenta ao nosso redor.

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Bento Gonçalves tem cinco roteiros turísticos que se pode percorrer praticamente de graça. A saber, nem só do Vale dos Vinhedos vive o turismo local: temos os Caminhos de Pedra, o Vale do Rio das Antas, A Rota das Cantinas Históricas e os Encantos da Eulália. Na última semana, tive o prazer de integrar um grupo de 17 jornalistas de todo o país convidado a conhecer esses destinos do nosso interior. Foram quatro dias extenuantes, mas de uma autenticidade cultural notável. Separei essa experiência em uma série de três posts e, pra começar, vos apresento aquela que considero uma das vinícolas mais receptivas de Bento Gonçalves: a Dal Pizzol.

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Nesse dia, a programação foi especial e intensa. Uma vez por ano, a vinícola reúne convidados para fazerem a colheita simbólica no Vinhedo do Mundo, a terceira maior coleção privada de uvas, com 390 variedades de 30 países. A mim, coube a responsabilidade de colher um cacho da variedade francesa Fer. Essas e as outras 40 variedades colhidas serão vinificadas sob o comando do enólogo Dirceu Scottá, dando origem à 5ª edição do Vinum Mundi, uma edição limitada que a vinícola não vende a preço algum, apenas presenteia algumas pessoas.

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Foto: Gilmar Gomes

A Dal Pizzol que conheci, na verdade, é um parque temático, pois a produção dos vinhos em si é feita em outra estrutura, logo mais adiante, ainda em Faria Lemos. Nessa área de oito hectares, aberta o ano inteiro, são oferecidos minicursos de degustação e almoços ou jantares para grupos. A degustação de que participei foi às cegas. Embora eu tenha falhado em algumas percepções (achei que o pão fosse biscoito), é sempre interessante a experiência de ver o mundo por meio dos outros sentidos. Em tempo: um casal ou turma pequena de amigos que quiser participar pode ser encaixado em algum grupo já agendado.

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A degustação vale a pena, sobretudo se for coroada com o almoço da Dal Pizzol. O cardápio é simples, mas imbatível, e o pacote com degustação às cegas mais refeição harmonizada sai por R$ 130,00 por pessoa.

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A cantina da Dal Pizzol fica às margens de um lago arborizado, por onde os patos transitam livremente. É o que eu chamaria de “a refeição ideal”: comida de raiz, paisagem inebriante e a bebida que une as pessoas.

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Como de costume, fotos da família ornamentam a cantina, lembrando aos visitantes que essa terra em que pisamos hoje é fruto do sonho de um imigrante.

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Enfim, afora todo o contexto histórico e a beleza natural do lugar, tem a parte da comida, que muito me interessa. Sente o profissionalismo dessa batata assada. Eu até já tentei isso em casa, mas jamais consegui uma casquinha tão crocante.

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Uma dupla de massas clássicas é servida na sequência, mas é bom não se ater muito a isso porque o absolutamente incrível vem a seguir.

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É o lendário xixo da Dal Pizzol. Atenção se você quiser reproduzir a receita em casa. Precisará de uma churrasqueira giratória, azeite de oliva em abundância e muita paciência, porque os espetinhos precisam ficar girando constantemente e sendo regados até ficarem perfeitamente assados e crocantes.

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Um filezinho ao molho de vinho encerra a sequência de salgados…

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…abrindo espaço para o mousse de iogurte natural na calda de vinho, que eu adorei por manter o sabor neutro do iogurte natural e harmonizar perfeitamente com o moscatel da casa. A propósito, todos os pratos foram harmonizados, o que a partir de determinado momento comprometeu minha grafia, levando a uma extrema dificuldade de compreensão dias depois, quando precisei transcrever minhas anotações 😀

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Toda essa experiência foi completa, deliciosa e “embebedante”, mas dá para se encantar com as nuances do parque Dal Pizzol sem gastar um tostão. A visitação é gratuita e você pode estender sua toalha e cesta de piquenique na grama, deixando as crianças (e os adultos, como na imagem) se divertirem nos brinquedos.

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É um gigantesco espaço pra curtir com a família, comprando um bom vinho ou espumante no varejo da vinícola. Eles servem na temperatura ideal!

Esse é um lugar que vale a pena frequentar, sempre respeitando a natureza e o esforço da família para manter o espaço aberto ao público durante todo o ano. A vida é feita de momentos como esse, de trocas e de vivências. A mim, restará a gratidão e a lembrança maravilhosa de ter deixado uma pequena contribuição ao Vinum Mundi safra 2015.

 

Dal Pizzol Adega e Parque Temático

RS 431, Km 5, Distrito de Faria Lemos

Bento Gonçalves (RS)

Contato: (54) 3449.2255

http://www.dalpizzol.com.br/

 

Uma opção de boas-vindas nos Caminhos de Pedra

Vem aí a Vindima 2015 e, até março, o Culinarismo vai mergulhar de cabeça nos delírios gastronômicos da Serra. Mas, antes disso, que tal uma refeição diferente? Afinal, nem só do magnífico trio galeto/polenta/massa vivem os restaurantes locais. Procurando aqui e ali a gente encontra um jeitinho de variar o cardápio e conhecer novos sabores. Aliás, esse é um trabalho que o Culinarismo faz pra você com o maior prazer! Pois bem: procurando sair do comum sem gastar muito e, de quebra, em meio a um dos roteiros turísticos mais consagrados da região?

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Eis o Gran Mangiar, um bom restaurante com ótimos preços no acesso aos Caminhos de Pedra, em Bento Gonçalves. Abre no almoço e no jantar. Ou seja, pode ser o ponto de partida ou chegada de um passeio pelos encantos da arquitetura da imigração italiana.

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O ambiente é amplo bem projetado e espaçoso, com acesso por um deck charmoso, iluminação na medida e cadeiras confortáveis. Inaugurado em outubro, o restaurante tem nome italiano, mas vai além da proposta de rodízio farto que termina com culpa na consciência e chá de boldo.

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A casa até possui uma opção de sequência com grelhados e massas, mas também oferece um cardápio sucinto de pratos contemporâneos que ganham o cliente pelo visual. Carnes acompanhadas por legumes ou purês são uma porção na medida pra quem deseja uma refeição saborosa sem extrapolar os limites de uma dieta balanceada. Provei três pratos da casa e, como era de se esperar, não sobrou espaço para a sobremesa. Então, ainda devo uma nova visita ao GranMangiar.

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O risoto à moda do chef, com alho poró, filé e dijon, é gostoso e custa R$ 23,00.

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Pra quem gosta de costelinha, indico esse prato delicioso, com molho de limão e purê de mandioquinha. R$ 25,00.

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Provei também o filé de cação ao molho de maracujá e purê de cenoura por incríveis R$ 15,00. Vem com aspargos frescos, que eu amo! Na hora, eu provei e gostei… depois, fiquei pensando nas consequências de aceitar carne de tubarão no seu prato. Só pra citar três: o risco de extinção; o desequilíbrio ambiental que ocorre quando você elimina animais do topo da cadeia alimentar; e a ingestão de níveis de mercúrio acima dos tolerados pela legislação brasileira, o que também está relacionado ao fato de ser um animal do topo da cadeia alimentar, que se alimenta de outros animais.

De qualquer forma, o ambiente é muito legal e o cardápio traz opções diversas, coma você ou não qualquer tipo de carne. Vale a visita!

Gran Mangiar Restaurante

Entrada para os Caminhos de Pedra, Bento Gonçalves

Aberto de terça a domingo para o almoço e de quarta a sábado para o jantar. Nas segundas à noite, somente com reservas.

(54) 3453 7473

granmangiar@gmail.com

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Horta: o melhor do Valle Rustico entregue em casa

Em outubro, completei um ano de Culinarismo. Lá se vão quase 40 textos nessa jornada, mas parece que comecei ontem mesmo. E pensar que, antes disso, eu procurava desesperadamente entre biografias de famosos e livretos de palavras cruzadas um hobby pra chamar de meu. Má observadora de mim mesma, nunca tinha percebido que meu maior prazer – estar à mesa – eu fazia desde sempre. Só faltava compartilhar com alguém essas experiências.

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Desde então, conheci sabores marcantes, propostas incríveis e ideias que merecem ser espalhadas aos quatro ventos, como essa. Rapidamente situando, o Valle Rustico é um restaurante incrível, localizado na Estrada do Sabor (interior de Garibaldi) e que faz parte do movimento slow food. Na prática, é uma filosofia que se opõe à industrialização dos alimentos, que defende o direito ao prazer de se alimentar e prioriza produtos artesanais de qualidade especial. No Valle Rustico, tudo o que é possível vem da própria horta ou de produtores locais.

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Falando em Horta (com letra maiúscula mesmo), este é o nome do novo projeto do Valle Rustico, que entrega na sua casa uma refeição completa, fresca e pré-pronta. Com alguns poucos utensílios, uma boa companhia, música de qualidade e uma taça do seu vinho preferido, em 20 minutos você tem à mesa um verdadeiro banquete slow food. Toda semana, o cardápio é definido de acordo com os ingredientes frescos disponíveis. Chega tudo embalado numa caixinha, entregue na quinta-feira. O ideal é preparar o jantar na mesma noite.

horta receitaQualquer pessoa, com qualquer nível de conhecimento culinário, consegue preparar essa refeição. Está tudo explicadinho no guia de procedimentos, que já indica todos os materiais a serem separados antes do início do preparo – tipo, duas panelas, uma colher, uma concha, um litro de água.

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Os insumos vêm numerados e embalados a vácuo ou em caixinhas apropriadas. Eles realmente mandam todo o necessário – até mesmo sal e pimenta. É só separar os itens de cada prato e pôr a mão na massa. O mais legal da receita é que a ordem de preparo faz com que tudo fique pronto no mesmo momento pra ser saboreado no ponto. Quer saber qual foi o meu banquete? Então vamos lá:

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Pães de beterraba com manteiga de páprica. Para servir essa entrada, a única indicação era deixar os pães no forno por alguns minutos. Ficou perfeitamente crocante por fora e macio por dentro.

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As folhas orgânicas da horta ganharam um charme a mais com minicenouras e beterrabas, além de umas amorinhas ácidas. Não havia indicação para lavar as folhas, então creio que o trabalho estava feito. Só tive que colocar tudo numa vasilha e enfeitar com creme balsâmico.

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O único prato que realmente exigiu fazer alguma coisa foi o risoto. Passo um: o caldo de legumes. Passo dois: colocar o risoto-base, a moranga cozida, o sal e a pimenta numa panela, acrescentando o caldo e mexendo até ficar no ponto. No final, colocar o queijo fontini e mexer bem para ficar ainda mais cremoso. O detalhe das amêndoas entrou somente no prato, pra dar uma textura a mais. Pra quem ama fazer e comer risoto, como eu, esse foi certamente o preparo mais fácil até hoje.

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O peixe meca com legumes estava no forno desde o início do preparo e essa foi a minha única função. Seja lá todo o preparo anterior que tenha envolvido esse prato, estava simplesmente magnífico.

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Pra encerrar esse banquete com total originalidade, as sobremesas eram deliciosas lâminas de maçã com creme de cumaru – a baunilha brasileira. Tem coisa mais autêntica? Só precisei empratar.

 

Essa é a proposta da Horta. Você levaria horas e horas pra fazer tudo isso desde o começo, mas com uma mãozinha do chef Rodrigo Bellora e sua equipe, levei apenas 20 minutos. O jantar completo, para duas pessoas, vai custar cerca de R$ 130. Adorei e assino embaixo!

 

Horta

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