Arquivo da categoria: Experiências

Uma viagem à Ásia com o menu do China Thai

DSC_0088De volta a Bento Gonçalves depois de 10 anos na Austrália e Indonésia, o chef Leandro Scotta criou aqui um cantinho asiático de sabores exóticos. Uma viagem para o outro lado do mundo em pratos da gastronomia chinesa, tailandesa e indonésia. O restaurante fica no bairro Santa Rita, mas não é difícil de encontrar. Você precisa entrar no salão para sentir o clima hinduísta e natural a que o lugar se propõe.

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Para chegada, você pode curtir um chá oriental ou pular essa etapa direto pra carta de vinhos, o que, por vezes, é mais do que necessário. A proposta étnica exige paladar curioso, mas não se preocupe: apesar da característica apimentada da maioria dos pratos, o chef deu uma dosada para as preferências locais e há opções no cardápio que não vêm com pimenta.

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Uma boa pedida para entrada são os guiozas de carne suína com pimenta doce à parte. Já tinha provado similares em Três Coroas, no restaurante ao pé do templo budista, e é algo que eu adoro. Aqui, você pode comer de uma forma bem original, com hashis. A louça e boa parte da decoração vieram direto do Oriente, na mala do chef 😉

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Do cardápio chinês, provei a massinha de arroz com camarões, repolho e carne suína. Recomendo pra quem não pode ou não gosta de pimenta.

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Um aperitivo do menu que eu amei mesmo depois de saber que não é nada light são as coxinhas BBQ. Comeria várias, mas meu prato favorito (já voltei e já repeti, que conste)…..

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É o Kho Phi Phi, a massinha tailandesa com frutos do mar, umas castanhas, uma misturinha muito louca e, por que não, uma certa dose de pimenta – grau 1, no meu caso. Se você é indeciso como eu, quando for ao #chinathai aposte logo na sequência da casa e aproveite um pouco de cada vertente da casa por R$ 100,00. Como sempre, não me sobraram forças para a sobremesa.

A tele-entrega do China Thai vem fazendo sucesso, mas, pelo menos uma vez, indico visitar o restaurante pra conhecer o verdadeiro clima asiático e receber os cumprimentos do chef.

China Thai

Rua Antônio Fornazier, 245

54 9666-3801

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Aquecendo as baterias para o Mississipi Delta Blues Festival 2016!

No aquece pro Mississipi Delta Blues Festival desse ano, em novembro, o Culinarismo curtiu todos os embalos de um roteiro regado a vinhos caxienses e música refinadíssima. O #bluestour é uma programação especial e limitada que o bar oferece no período do festival, mas que teve uma edição extra dia desses. Foi animadíssimo. Em cada parada, pocket shows de diferentes vertentes do blues com bandas do staff do Mississipi.

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Ricordare la bella Italia

Um café pra concentrar, uma taça de vinho pra acalorar, um gelato pra viajar direto à Itália, relembrando velhos dias de passo descompassado à beira do rio Arno. Um jovem músico tocando seu violino na Duomo. A buzina estridente das bicicletas pedindo passagem. O sol de outono refestelando-se nas minhas bochechas. Quando a Itália dentro de mim acende essas doces lembranças, é que eu sento no Ricordare e deixo a mente voar longe.

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Gosto do clima despretensioso, da cadeira de balanço e do pôr do sol privilegiado que a casa oferece, lembrando a todo momento que a dolce vita está onde eu estiver em paz comigo mesma.

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A história de Pablo e Vanessa, os jornalistas que abandonaram carreira pra viver esse sonho de receber e servir, é cheia de inspiração. Na Irlanda, eles fizeram dinheiro para o negócio. Na Itália, buscaram referências estéticas e receitas consagradas. É um lugar sem cerimônias, onde você senta e cruza as pernas, como no sofá de casa.

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Com grãos da irretocável Illy e usando apenas as receitas originais da marca, o Ricordare está sempre aromatizado pelo café. As receitinhas da chef Idana Spassini seguem a proposta descompromissada, os pedidos se fazem no balcão, a música naturalmente é italiana. Para o panini, pão especial da Pannero Panneteria.

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Tão bom quanto o café é o gelato, delicado, cremoso e servido com um toque da casa que faz toda a diferença: o sorriso vem de brinde. A receita italiana, artesanal e com base em ingredientes naturais, tem metade da gordura de um sorvete comum. Mais sabor, menos culpa.

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Correm notícias de que o pistache usado no sabor de mesmo nome vem realmente da Itália – o que, a mim, não soa estranho.  O sabor inesquecível é como uma obra de arte esculpida desde a escolha de sua matéria-prima. Afinal, em pedra vagabunda não se esculpe um David de Michelangelo 😉

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Olha a minha obra prima, sempre companheira dessas aventuras culinarísticas. Íntima de Vanessa e Pablo. 😀 <3

Ricordare

Avenida Planalto, 1029, Bento Gonçalves (RS)

Aberto de terça a quinta, das 14h às 20h; sexta e sábado, das 14h às 21h; domingos, das 15h às 20.

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Bêrga Mótta, uma refeição, uma expedição natural

Fui às Hortênsias torcendo por um dia sem chuva para aproveitar o fim de semana ao ar livre, mas não imaginei que o sol ia brilhar tão forte. Ele queimou forte, sem chance de ar fresco, sem cara de outono, escaldante. Pra encontrar um pouco de brisa, só mesmo em contato com a terra.

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A 10 km do centro de Gramado, existe um refúgio natural que merece a contemplação. É o Ecoparque Sperry, com suas trilhas, cachoeiras e seu bonito projeto de preservação ambiental do Vale do Quilombo. Junto dele, um simpático restaurante de clima absolutamente familiar chamado Bêrga Mótta. Um rebuliço gostoso de crianças correndo e conversas animadas.

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O parque tem pequenas trilhas muito bem sinalizadas, que são um convite à aventura. Plaquetas identificam as espécies de várias árvores pelo caminho, os pássaros cantarolam e o voo das borboletas deixa o caminho ainda mais colorido. Vista-se apropriadamente para aproveitar o melhor das trilhas.

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Eu não pensaria duas vezes em trocar o zoológico por esse parque. Aqui, eu realmente pude sentir o contato com a natureza. Caminhei de mãos dadas com Joana, até que ela tomou coragem e foi à minha frente, abrindo caminho. Molhamos os pés na cachoeira, deixei meu celular cair na água, comemos bergamota direto do pé. Daquelas coisas que só acontecem quando a gente está no mundo real.

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O percurso é curto, não chega a dois quilômetros, mas fi-lo lentamente e curtindo cada descoberta de Joana sobre folhas, insetos e a coleta de pinhas secas para próximo Natal. Expedições como essa abrem o apetite, então desembocamos direto no restaurante que, apropriadamente, define sua comida como comfort food.

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Pra começar os trabalhos, serviram-nos um bolinho de arroz com banana e canela. Parece esquisito, mas é muito, muito bom. Queria ter a receita 🙂

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Uma mesa farta de entradas e saladas são um convite à vida natural. Muitas opções sem glúten, sem carne, mas ricas em sabor.

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Depois, o menu principal do dia com sabor de comida da minha vó. Havia uma vaca atolada di-vi-na.

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A mesa de sobremesas merece reverências. Segui as instruções da plaqueta.

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É tudo especial. Não diria um clima de paz, mas de alegria. Muita gente sorrindo e buscando bons momentos com pessoas queridas. É disso que se faz a vida.

Dicas úteis e importantes: o lugar é longe e a conectividade não é boa. Por isso, nem o parque nem o restaurante aceitam cartões. Eles até podem quebrar seu galho aceitando cheque, mas preferencialmente leve dinheiro. A visitação custa R$ 12,00, mas o almoço no buffet isenta essa taxa. Você paga R$ 55,00 por uma refeição com cheirinho de família – muitas saladas frescas, panelas de ferro sobre o fogão a lenha e sobremesas de tirar o fôlego. Bebidas não inclusas e crianças até seis anos não pagam.

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Ecoparque Sperry e Restaurante Bêrga Mótta

Linha 28 (Est. Professora Elvira A. Benetti) – Vale do Quilombo – Canela/RS
Acesso principal localizado na RS-235 entre Gramado e Canela. (na esquina do Outlet Sierra e Chocolate Prawer)

Horários:
De terça-feira a domingo das 9h às 17h
Aberto durante todo ano.

Cogumelos outonais no Primo Camilo

As primeiras brisas do outono estão por aí. As mantinhas de soft já desceram do maleiro e quase nada me seduz mais que uma taça de vinho esticada no sofá e maratonando alguma coisa no Netflix. Mas o outono também traz outros aconchegos valiosos, como a temporada de cogumelos e a alquimia que eles provocam na cozinha do Primo Camilo.

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Sabe aqueles lugares que te fazem sentir bem-vinda? Nem muito barulho, nem muita cerimônia, cordialidade acima da média e comida calorosa.  É um tesouro de Garibaldi.

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Existe um menu, mas saiba que você terá uma experiência mais genuína se aceitar a sugestão do dia e os conselhos do seu anfitrião.

 

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Com uma adega a seu dispor, é divertida a busca pela melhor harmonização. Essa é uma das qualidades que o idealizador Altemir Pessali replicou depois no Pizza Entre Vinhos e que é sucesso garantido, porque insere o cliente no verdadeiro espírito do lugar.

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A casa já tem seus clássicos, como os filés, massas e risotos, que são sucesso de público e crítica. Com a farta colheita de cogumelos silvestres, a cozinha incorporou diferentes espécies a seus pratos principais e também criou novas receitinhas, como essa entrada de cogumelos Lactarius no pão. O resultado é quente e suculento, digno de uma noite de brisa fresca.

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Para o prato principal, nada mais singelo e outonal que um talharim ao funghi Porcini com pedacinhos de bacon e temperinho verde. Essa é a verdadeira comida que conforta, como um colinho de mãe ou aquela mantinha de soft.

A Trattoria Primo Camilo é um dos empreendimentos da Região Uva e Vinho que integram o Tour da Experiência, um projeto do SEGH em parceria com o Sebrae que  valoriza e promove experiências turísticas na Serra Gaúcha e outras quatro regiões no Brasil: Costa do Descobrimento, Caminhos do Brasil Imperial, Bonito e Belém.

Trattoria Primo Camilo

Av. Rio Branco, 1080

Contato: 54 | 3462.3333

Aberto de segunda à quinta, das 19h30min às 22h30min; sextas e sábados, das 19h30min às 23h

Site: clique aqui!

O mágico clichê de um jantar na Torre Eiffel

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Um bom viajante sabe que as melhores descobertas estão no inusitado, no improvável. Apesar disso, não se pode desprezar as atrações turísticas consagradas. Deve haver um bom motivo pra elas serem consagradas. Em Paris, por exemplo, você pode dedicar todo tempo do mundo pra se perder nas ruelas de Montmartre ou percorrer todos os cafés e livrarias da Geração Perdida, mas se você não curtir uma noite aos pés da Torre Eiffel, é como se não estivesse estado na Cidade Luz.

 

DSC_8049Andando a passos curtos e com olhar fixado no céu, a multidão reflete a imponência metálica do monumento erguido em honra à Exposição Universal de 1899. É o suprassumo do turismo clichê, mas ainda assim é extasiante. Cada pilar da Torre Eiffel é, certamente, maior que o meu apartamento e se a sensação já é de pequenez estando na base da torre, você mal pode imaginar como me senti lá em cima. Se você tiver uma chance na vida, reserve um jantar no 58 Tour Eiffel. Não existe chance de arrependimento.

 

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A reserva no restaurante isenta a taxa para acesso ao elevador e no primeiro andar, que está a 60 metros do chão, já é possível ter uma espetacular vista da cidade em todos os ângulos. O elevador é ainda o original – é como entrar na Belle Époque. Circulando no primeiro andar, você encontra um memorial à obra de Gustave Eiffel e alguns pontos de romance. <3 <3 <3

Certa dose de medo também parte da visita. No primeiro andar, parte do piso é de vidro. Olhar pro chão e ver as pessoas minúsculas lá embaixo é um pouco desconfortável. E olha que nem tenho medo de altura.

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Em geral, restaurantes turísticos não são indicados. Há muita gente, a comida costuma ser ruim e o saldo final é muito gasto e pouca felicidade. Esse jantar estava reservado seis meses antes e, mais de uma vez, pensei em cancelar. Ainda bem que não fiz isso, porque a experiência no 58 Tour Eiffel foi bem legal. O restaurante tem dois andares: o primeiro dá vista para a cozinha aberta, mas no segundo você pode jantar tranquilamente apreciando a vista de Paris. Por sorte ou destino, fomos acomodados atrás desse casal, no segundo piso, numa mesa com vista privilegiada do Rio Sena.

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Havia três opções de cardápio e eu comi uma sopa de cogumelos que não faço ideia de como, mas esqueci de fotografar. Outra opção de entrada era esse salmão defumado com molho tartárico, um waffle recheado com queijo e ovas de salmão.

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O prato principal que vinha após a sopa era o salmão grelhado com purê (tudo na França leva purê), tomate confitado, alho assado maravilhosamente aromático e duas – sim, somente duas – unidades de nhoque.

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O outro prato foi carne com cogumelos também vinha acompanhada de purê, porque batatas são majestade na gastronomia francesa.

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Sobremesas, para mim, são algo dispensável quando você tem um bom jantar e um bom vinho. Mas estava inclusivo no pacote, então escolhemos essa espécie gigante de profiterolis e…

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…a tortinha com mousse de chocolate com esguicho de calda de maracujá (hehe).

Como em todos os lugares de Paris, no 58 Tour Eiffel o jantar é mais caro que o almoço. Para a noite, existem várias opções de serviço com preço entre 85 e 180 euros por pessoa. O nosso era é mais barato e super valeu a pena. Se você não estiver disposto a isso, pode almoçar no restaurante por 41,50. De qualquer forma, pense bem. A noite é mágica na Torre Eiffel.

Existem outras opções de alimentação na torre. Para conhecer, clique aqui!

Hoje é dia de burger, bebê!

12784321_10208931497463975_1595463845_nA doceria delicada da chef de cozinha Catherine Tedesco ganha acordes bem mais rock n’ roll no menu renovado do Retrô Classic Pub, em Garibaldi. Se, de dia, sua cozinha se perfuma de geleias e brownies, na noite, a chapa esquenta num repertório megamente salivante para beliscar ou jantar. É bar, é beer, mas o show aqui é de gastronomia.

Neste verão, a casa ampliou seus dias e horários de atendimento e incrementou o cardápio. A seleção de hambúrgueres rouba a cena: curte sabores agridoces? Tem um burguer pra você! Gosta de um diferentão? O mais vendido da casa leva pão de malte de cerveja! Carne está fora de cogitação? Lá tem o melhor burguer vegetariano que já provei. Tá bom, não abre mão do tradicional? Tem burguer pra você também!

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Como uma alquimista, Catherine testou ingredientes, combinações e desenvolveu pães especiais para cada hambúrguer em parceria com um fornecedor. A cozinha prioriza ingredientes frescos e dá um toque de boteco em suas preparações. Uma pitada de whisky aqui, uma redução com cerveja acolá.

A chef contou um segredinho valioso: ela prepara seu próprio molho barbecue, o que á muito trabalho, mas garante um hambúrguer sem gosto de prateleira de supermercado. As maioneses também são caseiras, o que conta muito. Esse traquejo para a pesquisa e criação de novas receitas – sempre evitando insumos industrializados – Catherine trouxe da França, onde fez o estágio de sua graduação em Gastronomia.

Provei três exemplares do novo menu de hambúrgueres do Retrô Classic Pub, com estilo e propostas totalmente diferentes: o campeão de vendas Beer Burger e os lançamentos Green Burger e Patagônia. Vêm acompanhados de fritas tradicionais ou rústicas, a escolha, e custam de R$ 25,00 a R$ 30,00. Ei-los:

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Green Burger, você jamais desconfiaria que está comendo feijão | O limão siciliano se pronuncia nessa versão surpreendente de hambúrguer vegetariano de feijão branco com couve flor. O pão delicado é de fubá e o toque de botequim fica por conta da maionese de cenoura.

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Beer Burger, a magia do pão de malte | Com malte fornecido por uma cervejaria parceria, Catherine criou o pão para essa receita que é sucesso de crítica. Um generoso hambúrguer bovino recheado com gorgonzola serve de caminha para a camada de cebola caramelada e mostarda.

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Patagônia Burger, sabores da América Latina | O cordeiro para esse hambúrguer é fornecido por criador local e, como nas demais receitas, a carne é processada e preparada na cozinha do Retrô. Nessa receita, leva especiarias como canela e noz moscada. No ponto exato de suculência, o hambúrguer deixa molhadinho o pão de brioche com gergelim negro. Com lascas de permesão e rúcula, tem finalização é tipicamente argentina com uma maionese de chimichurri.

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Pra finalizar, uma boa dose daquela que é a marca registrada de Catherine: a sobremesa. Para esse lindo brownie com sorvete, uma cobertura generosa de geleia com as frutas da estação. Também   está no menu do Retrô. <3

Retrô Classic Pub

Rua Irmão José Sion 390, Garibaldi

De quarta a sábado, a partir das 17h30min

Site: acesse aqui!

Um dia de pizzaiola em Florença

Este post tem o apoio de Jornal Design Serra

 

Pizza é unanimidade e, apesar de eu ainda ter um longo caminho até completar minha volta ao mundo, posso supor que encontraria pizza em qualquer lugar habitado do planeta. Aqui em Bento Gonçalves, por exemplo, certamente existem mais de 20 pizzarias – cada uma com sua especialidade, cada uma com suas promessas. Fazer pizza é muito simples, mas chegar à perfeição é realmente para poucos.

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Em Florença, logo na primeira noite, tive uma experiência realmente genuína e divertida fazendo pizza. Aprendi um bocado com o professor italiano e, muitas vezes, me distraí observando os trejeitos e hábitos dos meus colegas de curso. Na minha bancada, havia um casal de canadenses que sorria apaixonadamente, uma indiana que colocou muitíssima pimenta na pizza dela e uma chinesa que vivia em Londres. Se, em sua viagem, você tiver a oportunidade de fazer algo parecido, não hesite. Vale tanto pela comida quanto pela troca humana.

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A história da pizza, todo mundo sabe, é milenar e começou no Egito, popularizando-se como um prato tipicamente italiano – mais precisamente, napolitano. Existe uma associação no mundo que regra os preceitos da verdadeira pizza e avaliza os lugares que seguem a receita original. É a Associazione Verace Pizza Napoletana e, no momento, existem apenas cinco pizzarias brasileiras que se enquadram nesses requisitos.

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Florença está na Toscana e não em Napoles, mas no curso “Making Pizza”, aprendi a receita original, que é muito simples, mas se diferencia pelos ingredientes e pela técnica. A verdadeira pizza tem o diâmetro de um prato grande e é feita para uma pessoa. A massa leva apenas farinha moída fina, sal e fermento fresco – nunca azeite – e deve ser aberta com as mãos, jamais com o rolo. Por cima dela, um molho de tomate e um bom queijo italianos e algo mais, como azeitonas ou salame.

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Não foi minha melhor performance, mas me diverti horrores. Tudo é feito em uma bancada fria, como mármore, e a parte mais difícil é conseguir colocar a massa na pá de pizza e, dali, no forno. A minha pizza era bem melhor apresentável quando a preparei, mas nesse processo todo ficou meio desmilinguida. Para a receita original, você precisará de um forno superpotente, que alcance uma temperatura entre 450º e 485º, porque o tempo assando não pode passar de dois minutos. É muitíssimo rápido!

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A aula foi muito produtiva e regada ao vinho da casa, mas não passou de uma brincadeira saudável, claro. As regras da cozinha são para chefs e não para nós, meros mortais, para quem a cozinha deve ser, acima de tudo, um lugar de relaxamento.

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Estou diplomada, mas ainda não tentei reproduzir nada disso em casa. Se você é mais disposto para a tarefa, pode tentar essa receita diretamente de Firenze.

Para fazer cursos de culinária em Florença:

www.florencecookingclasses.com

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