Arquivo da categoria: Experiências

DiPaolo: o mesmo sabor, ainda mais comodidade

A primeira unidade do Grupo DiPaolo, entre Bento e Garibaldi, no Castelo Benvenutti, está de cara nova. Novos ambientes e um cantinho de diversão para as crianças, mas o sabor continua o mesmo: incomparável. Porque a verdade é essa. Nessa terra repleta de boa comida, temos muito o que elogiar, mas é preciso admitir a excelência desse galeto e do queijinho à dorê. Continue lendo DiPaolo: o mesmo sabor, ainda mais comodidade

Uma pousada refúgio na pequena Cotiporã

Todo mundo precisa de um escape, um esconderijo, um dia de fuga pra colocar os pensamentos em ordem, as pernas pro ar ou meramente respirar brisa fresca. Especialmente num lugar cheio de boas práticas e com a recepção familiar da pousada Piccolo Refuggio, em Cotiporã. Continue lendo Uma pousada refúgio na pequena Cotiporã

Domingo de sol na Geisse Open Lounge

O frio se despede e é hora de botar a cara na rua, aproveitando o sol e as lindas paisagens da Serra Gaúcha. A novidade imperdível é o espaço Open Lounge da Cave Geisse, com bons petiscos, pufes tamanho família e o incomparável espumante da casa. A vinícola abriu seus jardins para receber o público a exemplo da Miolo, o que amarra e completa a experiência enológica da visitação. Depois de conhecer as caves e o processo enológico, nada melhor do que sentar calmamente e desfrutar desse prazer na taça.

Continue lendo Domingo de sol na Geisse Open Lounge

Cobo Wine Bar, o lugar que estava faltando em Bento Gonçalves

Vinho é o elixir da vida.

Longe de mim aquela enochatice que só repele as pessoas. O que quero dizer aqui é que o vinho é muito mais do que a bebida que se bebe. É a comida que se serve junto, as risadas que acompanham, a conversa fiada e o perfume que sai das taças. Há muito tempo, o setor vinícola nacional vem trabalhando institucionalmente para descomplicar os rituais acerca do vinho e conquistar mais enoapaixonados. Continue lendo Cobo Wine Bar, o lugar que estava faltando em Bento Gonçalves

Vila Flores: uma experiência de fé altamente gastronômica

Para o mal ou para o bem, cada um de nós recebe a cruz que pode carregar para ficar mais forte, paciente e consciente. E o mais reconfortante: quando você estiver precisando de amparo, basta abrir-se para o universo que o apoio virá. Esse convite para conhecer o tour da experiência de Vila Flores foi providencial e o indico para qualquer um que careça de um dia de paz em meio à natureza e rodeado de sorrisos hospitaleiros.

DSC_0333

Tirei dois dias pra ficar desconectada e parti rumo à pequena Vila Flores, onde, logo na chegada, esta a pousada dos Capuchinhos. A lembrança é de um lugar tranquilo, belíssimas obras de arte resgatadas do ostracismo e um café da manhã mais que completo.

A história dos freis nessa região começa na década de 1940 e foi exatamente naquele lugar que funcionou, por quase 60 anos, um colégio interno e um seminário. Revitalizado, o prédio começou a funcionar como pousada a partir de 2008 e ainda conta com seis freis internos que administram o lugar – entre eles, um frei enólogo responsável pela produção de suco, graspa, vinhos finos e canônicos que são vendidos na recepção.

DSC_0304

A pousada é demais. Os salões preservam muito da arte sacra que veio da França junto dos primeiros freis. É emocionante de se ver.

Os vitrais que emolduram a capela, por exemplo, são da década de 40, assim como os 32 hectares de vinhedos próprios que garantem a maior parte da produção enológica da congregação.

DSC_0319

A ligação com a natureza, que é o cerne dos ensinamentos do padroeiro desse lugar, é muito presente na pousada. Uma pequena trilha nos arredores da pousada percorre cada verso da oração de São Francisco de Assis: “Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz”. Ainda pequena, a trilha “Paz e Bem” será expandida para toda a propriedade até o ano que vem, quando a pousada deve inaugurar também suas águas termais.

DSC_0196

Apenas pela vivência de fé já valeria a pena ter saído de casa, mas o fato é que a experiência de paz, pão e vinho de Vila Flores vai muito além.  Depois de umas horinhas curtindo a pousada, partir em direção ao atelier L’Arte Ceccato, que explora os saberes populares do imigrante, oferecendo uma vivência de chás medicinais, simpatias da nona e uma delicada produção de peças sacras em cerâmica.

DSC_0201

Localizado na comunidade Aimoré de Vila Flores, o refúgio da família Ceccato guarda lembranças da tradição ceramista da família, que teve o sustento por muitas gerações na produção de tijolos e hoje divide seus saberes por meio do turismo de experiência, embora a olaria ainda exista e produza até 150 tijolos por minuto.

DSC_0216

Na família Ceccato, conheci um pouco do potencial de uma horta medicinal onde cada canteiro guarda benefícios a uma parte do corpo e provei um suco cítrico digestivo com laranjas direto do pomar. Só gente do bem e divertida!

DSC_0280

À noite, lanternas de vela guiaram nosso caminho até um tradicional e divertidíssimo filó italiano.

DSC_0294

Aqui, a comunidade se une em contações de histórias e serve os convidados em uma mesa muito, muito farta.

DSC_0265

Depois de uma noite de repouso e um passeio pela trilha Paz e Bem, não podia deixar Vila Flores sem conhecer a Vila do Pão, uma casa de 103 anos que já abrigou seis gerações e já foi comércio de vários tipos, tendo sido revitalizada como padaria e confeitaria no mesmo ano em que abriu a Pousada dos Capuchinhos.

DSC_0266

Lá se vende tudo que se pode comer no café da tarde, incluindo pães gigantescos de até 10 quilos. Mas aí precisa muita família comendo junta!

DSC_0274

Para mim, uma porção generosa de ambrosia, que me lembra muito minha vó e que deixou um sabor de saudade. A Pousada dos Capuchinhos, o L’Arte Ceccato, o Filó de Vila Flores e a Vila do Pão são empreendimento da Região Uva e Vinho que integram o Tour da Experiência, um projeto do SEGH – Uva e Vinho em parceria com o Sebrae que  valoriza e promove experiências turísticas na Serra Gaúcha e outras quatro regiões no Brasil: Costa do Descobrimento, Caminhos do Brasil Imperial, Bonito e Belém.

Um abuso de almoço no único restaurante giratório do país!

Esse post tem o apoio de SEGH – Uva e Vinho

Almoçar a 60 metros de altura, com uma vista panorâmica da Serra Gaúcha e fartamente servido em um rodízio que parece não ter fim já seria espetacular se a atração principal não fosse outra: o restaurante fica girando enquanto você come – lenta e constantemente, num giro de 360º que leva algo em torno de duas horas. O Restaurante Giratório Mascaron já é um clássico em Veranópolis, com todos os méritos. É uma experiência bem inusitada.

DSC_0161
O elevador panorâmico que leva ao salão dá ideia da altura que espera o cliente. Chegando ao restaurante, a primeira impressão é a mais iluminada possível. Quanto mais ensolarado o dia, mais bonita fica a vista. Na verdade, mal se percebe que a área das mesas está em movimento. O giro é calculadamente lento, para não atrapalhar a refeição.

DSC_0181 Em diferentes lugares do salão, pontos cardeais mostram a cidade mais próxima e a distância até ela. Apenas o perímetro mais externo do restaurante, onde estão as mesas, é que fica girando. A parte central e os vidros ficam estáticos. Então, enquanto você come, vai circulando pelas paisagens de Bento Gonçalves, Caxias, Cotiporã.

DSC_0164

Os primeiros pratos são servidos à mesa. Esses deliciosos pãezinhos com manteiga, caponata e pasta de tomate seco são apenas o começo. Estavam recém-assados, comi praticamente todos e depois amargurei essa decisão precipitada. É um bom ótimo começo, mas que deve ser aproveitado com parcimônia.

DSC_0168

 

Em seguida, uma sopinha clássica, queijo e salame, aquela coisa bem típica.

 

DSC_0170

Saladas, se você quiser disfarçar um pouco diante da família.

DSC_0176

Depois disso, entra o time do restaurante giratório e, meus amigos, a coisa fica punk. Talvez você precise abrir discretamente um botãozinho da calça. Pode acontecer!

DSC_0177

A sequência de massas certamente tem mais de 10 opções. Joana de olho no canelone, mas pode crer que o risoto de funghi é muito bom e o espaguete a matriciana é de comer rezando. Com muito esforço, consegui provar um pouquinho de cada coisa.

DSC_0180

No revezamento com as massas, vem uma sequência de carnes com muita, muita variedade. Me senti em processo de extrema superação porque também consegui provar um pouquinho de cada. Mas não digo que tenha sido fácil.

DSC_0192

Depois disso, a Joana ainda quis a maior sobremesa da casa.

DSC_0189

Eu, que já estava precisando de ajuda, fiquei feliz em saber que o restaurante giratório tem uma bela carta de licores e chás digestivos.

O Restaurante Giratório Mascaron é um dos empreendimentos da Região Uva e Vinho que integram o Tour da Experiência, um projeto do SEGH – Uva e Vinho em parceria com o Sebrae que valoriza e promove experiências turísticas na Serra Gaúcha e outras quatro regiões no Brasil: Costa do Descobrimento, Caminhos do Brasil Imperial, Bonito e Belém.

Restaurante Giratório Mascaron
RSC 470, Km 178 | Fone: +55 (54) 3441-8350
Veranópolis – Serra Gaúcha – Brasil
Site: acesse aqui!

Uma viagem à Ásia com o menu do China Thai

DSC_0088De volta a Bento Gonçalves depois de 10 anos na Austrália e Indonésia, o chef Leandro Scotta criou aqui um cantinho asiático de sabores exóticos. Uma viagem para o outro lado do mundo em pratos da gastronomia chinesa, tailandesa e indonésia. O restaurante fica no bairro Santa Rita, mas não é difícil de encontrar. Você precisa entrar no salão para sentir o clima hinduísta e natural a que o lugar se propõe.

DSC_0103

Para chegada, você pode curtir um chá oriental ou pular essa etapa direto pra carta de vinhos, o que, por vezes, é mais do que necessário. A proposta étnica exige paladar curioso, mas não se preocupe: apesar da característica apimentada da maioria dos pratos, o chef deu uma dosada para as preferências locais e há opções no cardápio que não vêm com pimenta.

DSC_0111-(2)

Uma boa pedida para entrada são os guiozas de carne suína com pimenta doce à parte. Já tinha provado similares em Três Coroas, no restaurante ao pé do templo budista, e é algo que eu adoro. Aqui, você pode comer de uma forma bem original, com hashis. A louça e boa parte da decoração vieram direto do Oriente, na mala do chef 😉

DSC_0110

Do cardápio chinês, provei a massinha de arroz com camarões, repolho e carne suína. Recomendo pra quem não pode ou não gosta de pimenta.

DSC_0126

Um aperitivo do menu que eu amei mesmo depois de saber que não é nada light são as coxinhas BBQ. Comeria várias, mas meu prato favorito (já voltei e já repeti, que conste)…..

DSC_0118

É o Kho Phi Phi, a massinha tailandesa com frutos do mar, umas castanhas, uma misturinha muito louca e, por que não, uma certa dose de pimenta – grau 1, no meu caso. Se você é indeciso como eu, quando for ao #chinathai aposte logo na sequência da casa e aproveite um pouco de cada vertente da casa por R$ 100,00. Como sempre, não me sobraram forças para a sobremesa.

A tele-entrega do China Thai vem fazendo sucesso, mas, pelo menos uma vez, indico visitar o restaurante pra conhecer o verdadeiro clima asiático e receber os cumprimentos do chef.

China Thai

Rua Antônio Fornazier, 245

54 9666-3801

Facebook: Acesse aqui!

Aquecendo as baterias para o Mississipi Delta Blues Festival 2016!

No aquece pro Mississipi Delta Blues Festival desse ano, em novembro, o Culinarismo curtiu todos os embalos de um roteiro regado a vinhos caxienses e música refinadíssima. O #bluestour é uma programação especial e limitada que o bar oferece no período do festival, mas que teve uma edição extra dia desses. Foi animadíssimo. Em cada parada, pocket shows de diferentes vertentes do blues com bandas do staff do Mississipi.

Continue lendo Aquecendo as baterias para o Mississipi Delta Blues Festival 2016!

Ricordare la bella Italia

Um café pra concentrar, uma taça de vinho pra acalorar, um gelato pra viajar direto à Itália, relembrando velhos dias de passo descompassado à beira do rio Arno. Um jovem músico tocando seu violino na Duomo. A buzina estridente das bicicletas pedindo passagem. O sol de outono refestelando-se nas minhas bochechas. Quando a Itália dentro de mim acende essas doces lembranças, é que eu sento no Ricordare e deixo a mente voar longe.

DSC_9848
Gosto do clima despretensioso, da cadeira de balanço e do pôr do sol privilegiado que a casa oferece, lembrando a todo momento que a dolce vita está onde eu estiver em paz comigo mesma.

DSC_9424

A história de Pablo e Vanessa, os jornalistas que abandonaram carreira pra viver esse sonho de receber e servir, é cheia de inspiração. Na Irlanda, eles fizeram dinheiro para o negócio. Na Itália, buscaram referências estéticas e receitas consagradas. É um lugar sem cerimônias, onde você senta e cruza as pernas, como no sofá de casa.

DSC_9414

Com grãos da irretocável Illy e usando apenas as receitas originais da marca, o Ricordare está sempre aromatizado pelo café. As receitinhas da chef Idana Spassini seguem a proposta descompromissada, os pedidos se fazem no balcão, a música naturalmente é italiana. Para o panini, pão especial da Pannero Panneteria.

DSC_9841

Tão bom quanto o café é o gelato, delicado, cremoso e servido com um toque da casa que faz toda a diferença: o sorriso vem de brinde. A receita italiana, artesanal e com base em ingredientes naturais, tem metade da gordura de um sorvete comum. Mais sabor, menos culpa.

DSC_9421

Correm notícias de que o pistache usado no sabor de mesmo nome vem realmente da Itália – o que, a mim, não soa estranho.  O sabor inesquecível é como uma obra de arte esculpida desde a escolha de sua matéria-prima. Afinal, em pedra vagabunda não se esculpe um David de Michelangelo 😉

DSC_9412

Olha a minha obra prima, sempre companheira dessas aventuras culinarísticas. Íntima de Vanessa e Pablo. 😀 <3

Ricordare

Avenida Planalto, 1029, Bento Gonçalves (RS)

Aberto de terça a quinta, das 14h às 20h; sexta e sábado, das 14h às 21h; domingos, das 15h às 20.

Facebook: Acesse aqui!

Bêrga Mótta, uma refeição, uma expedição natural

Fui às Hortênsias torcendo por um dia sem chuva para aproveitar o fim de semana ao ar livre, mas não imaginei que o sol ia brilhar tão forte. Ele queimou forte, sem chance de ar fresco, sem cara de outono, escaldante. Pra encontrar um pouco de brisa, só mesmo em contato com a terra.

DSC_9480

A 10 km do centro de Gramado, existe um refúgio natural que merece a contemplação. É o Ecoparque Sperry, com suas trilhas, cachoeiras e seu bonito projeto de preservação ambiental do Vale do Quilombo. Junto dele, um simpático restaurante de clima absolutamente familiar chamado Bêrga Mótta. Um rebuliço gostoso de crianças correndo e conversas animadas.

DSC_9503

O parque tem pequenas trilhas muito bem sinalizadas, que são um convite à aventura. Plaquetas identificam as espécies de várias árvores pelo caminho, os pássaros cantarolam e o voo das borboletas deixa o caminho ainda mais colorido. Vista-se apropriadamente para aproveitar o melhor das trilhas.

DSC_9504

Eu não pensaria duas vezes em trocar o zoológico por esse parque. Aqui, eu realmente pude sentir o contato com a natureza. Caminhei de mãos dadas com Joana, até que ela tomou coragem e foi à minha frente, abrindo caminho. Molhamos os pés na cachoeira, deixei meu celular cair na água, comemos bergamota direto do pé. Daquelas coisas que só acontecem quando a gente está no mundo real.

DSC_9501

O percurso é curto, não chega a dois quilômetros, mas fi-lo lentamente e curtindo cada descoberta de Joana sobre folhas, insetos e a coleta de pinhas secas para próximo Natal. Expedições como essa abrem o apetite, então desembocamos direto no restaurante que, apropriadamente, define sua comida como comfort food.

DSC_9541

Pra começar os trabalhos, serviram-nos um bolinho de arroz com banana e canela. Parece esquisito, mas é muito, muito bom. Queria ter a receita 🙂

DSC_9540

Uma mesa farta de entradas e saladas são um convite à vida natural. Muitas opções sem glúten, sem carne, mas ricas em sabor.

DSC_9536

Depois, o menu principal do dia com sabor de comida da minha vó. Havia uma vaca atolada di-vi-na.

DSC_9543

A mesa de sobremesas merece reverências. Segui as instruções da plaqueta.

DSC_9548

É tudo especial. Não diria um clima de paz, mas de alegria. Muita gente sorrindo e buscando bons momentos com pessoas queridas. É disso que se faz a vida.

Dicas úteis e importantes: o lugar é longe e a conectividade não é boa. Por isso, nem o parque nem o restaurante aceitam cartões. Eles até podem quebrar seu galho aceitando cheque, mas preferencialmente leve dinheiro. A visitação custa R$ 12,00, mas o almoço no buffet isenta essa taxa. Você paga R$ 55,00 por uma refeição com cheirinho de família – muitas saladas frescas, panelas de ferro sobre o fogão a lenha e sobremesas de tirar o fôlego. Bebidas não inclusas e crianças até seis anos não pagam.

DSC_9513

Ecoparque Sperry e Restaurante Bêrga Mótta

Linha 28 (Est. Professora Elvira A. Benetti) – Vale do Quilombo – Canela/RS
Acesso principal localizado na RS-235 entre Gramado e Canela. (na esquina do Outlet Sierra e Chocolate Prawer)

Horários:
De terça-feira a domingo das 9h às 17h
Aberto durante todo ano.