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Galettes francesas + cafés nobres: uma tarde de delícias no Sweez!

Fui soprar as cinco velinhas do Sweez Café, em Caxias, e quase morri na doce vitrine dedicada à confeitaria francesa. Uma coisa de encher os olhos e palpitar o coraçãozinho. E como resistir às novas estrelas da casa: crepes e galettes no tradicional estilo francês e feitos bem diante do cliente?

O crepe original francês tem origem na Bretanha e é feito com sarraceno, que naturalmente não tem glúten. É essa a receita do Sweez, num menu com 10 opções de crepe e 12 de galettes, que é como se chamam os crepes salgados.

Provei duas receitas de galette com a assinatura da Sweez: La Poulet, com blend de queijos, frango defumado com ervas frescas, ovo Miroir e cogumelos Paris salteados, por R$ 32,00.

E La Saucisse, com blend de queijos, calabresa e tomate assado, por R$ 29,00.

 

O cheirinho de café ao longe lembra que o Sweez Café tem um monte de métodos de extração, tipos de grão, origens de café.

 

 

E você pode levar amigos de todo tipo pra curtir um chá das cinco, por exemplo.

Antes de encerrar os trabalhos gastronômicos, precisei provar um dos crepes e, nessa ocasião, eu estava querendo algo de doçura equilibrada, então pedi um crepe simples com açúcar e gotas de limão. Você pode adicionar sorvete, caso queira. Esse meu custou R$ 9,50.

 

Sweez Café

Nota no Google: 4,7 de 5,0

Nota no Foursquare: 8,7 de 10

Nota no Trip Advisor: 4,5 de 5

Rua Coronel Flores, 749, sala 03, Caxias do Sul

Aberto de segunda a sábado, das 13:00 às 22:00

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Nova Petrópolis: o fogo é rei na Osteria di Valli

A brasa viva dançava de um lado ao outro sob a grelha, espalhada e acomodada e pelo suis chef pra tomar conta da parrilla inteira. A cozinha de fogo é tudo o que existe de mais ancestral na gastronomia: você precisa de bons ingredientes e, sobretudo, de tempo.

Eu, que gosto de observar a cozinha e as traquitanas do cozinheiro, fiquei realizada com as mesas ao ar livre da Osteria Di Valli, em Nova Petrópolis, com vista direta para o preparo dos pratos assinatura do chef Enio Valli.

No centro de Nova Petrópolis, a casa tem um menu de massas e carnes e mesas silenciosas num salão sóbrio – quem sabe para um almoço de negócios ou um dia de chuva – mas a grande atração é mesmo comer na varanda, observando os movimentos do cozinheiro e a montagem dos pratos. E, estando acomodada com vista para o braseiro, não existe melhor opção do que se permitir o menu degustação – disponível em duas versões: filé ou cordeiro.

Ponto de partida: espetacular salada de abobrinhas finíssimas com pimentões assados na brasa, pesto, copa defumada, nozes tostadas e raspas de limão. Uma combinação harmoniosa.

A empanada assada na brasa da parrilla vem coroada por uma salsa criolla ótima…

…e abre caminho para o ravióli colorido na manteiga e sálvia, que eu pontuo como bem suculento.

Eis que chega a estrela da osteria: sobre a cama de batatas ao murro, o cordeiro preparado na lentidão do braseiro, o limão braseado e a geleia de uva. Aroma intenso e sabor ancestral, como a comida feita no fogo deve ser.

Depois de um prato tão marcante, é bom encerrar com a doçura delicada do tiramisù – molhadinho, como se pode ver na foto.

 

Osteria Di Valli

Rua Quinze de Novembro, 1860, Nova Petrópolis (RS)

Aberto de quarta a domingo: nas quartas para o almoço; de quinta a sábado para almoço e jantar e no domingo para o almoço

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Monte Belo do Sul: Casa Olga te espera com ares de nostalgia

Eu gosto mais de feijoada que de pizza. E vejam bem: eu gosto muito de pizza, mas em se tratando de feijoada é uma paixão das antigas, daquelas com cheiro e gosto da infância. Eu gosto mais de couve que de batata frita. Não adianta. São meus oito anos batendo à porta e quando eu era criança comi muita muita couve.

Então que almoçar na casa da vó Olga é tipo almoçar na minha própria casa, num domingo de manhã, vinte e tantos anos atrás. Nessa casa em Monte Belo do Sul, bem ao pé da praça e com vista pras torres símbolos da cidade, as irmãs Marta e Morgana prestam uma justa homenagem à vó delas, abrindo as portas para quem queira um almoço de fogão a lenha, sem mistério e com ternura A feijoadinha já é clássica, mas os sábados em que a Casa da Vó Olga funciona também se intercalam com massas frescas e outras coisas.

Uma voltinha na casa é mais que necessária. Tudo preservado numa memorabilia que levam o pensamento direto pra nossas avós. A cristaleira, as imagens santas, despertadores à beira da cama – um de cada lado. Esperando pela nona que agora mora na saudade, a máquina de costura e o forrador de botões dividem espaço com a cafeteira que faz um mimo aos convidados.

Mas isso é papo pra depois do almoço. Antes disso, na chegada, a recepção vem numa dose generosa do bom e velho limãozinho. Cumbucas de torresmo acompanham pra firmar que em almoço de fim de semana a pressa não é bem-vinda. Caminhei pela casa, percorrendo o corredor e os cômodos, agora, já não lembrava mais da minha própria casa de criança, mas das coisas que se passavam na casa da minha vó materna. Como a sala e a lareira pareciam tão grandes quando, na verdade, eu que era tão pequena.

Lembro bem de um fogão a lenha como esse na cozinha da minha vó, que, ao contrário dessa, ficava no fundo da casa. Fosse dia ou fosse noite, tinha sempre uma chaleira esquentando água e um pequeno bule de chá ao lado. Das minhas férias, na Campanha Gaúcha, é vivo na memória o chimarrão que se tomava na soleira da porta a cada entardecer. Os adultos papeando e as crianças – como eu – inventando traquinagem.

Voltei dessa viagem astral quando a anfitriã liberou os trabalhos no fogão a lenha. Hoje era dia de feijoadinha, a última do ano, mas a Casa Olga abre aos sábados com cardápio itinerante que tem também massas, carnes e o que mais vier da inspiração. A feijoadinha estava lendária e, depois desse prato montado esteticamente para a foto, ainda me servi outras duas vezes (risos!).

Depois o mousse de limão nos copinhos originais da vó. Muito amor.

A Casa Olga me trouxe um sentimento de boas lembranças que às vezes passa anos sem reviver na memória. Um almoço, um passeio na máquina do tempo. Voltarei mais vezes porque aquela menina Carol é uma companhia sempre boa de ter por perto.

Quero sempre voltar!

 

Casa Olga

Rua João Salvador, 305, Monte Belo do Sul

Aberto para almoço aos sábados ou sob reserva

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O menu Del Pomodoro adaptado a intolerantes e vegetarianos/veganos

A cozinha da nona italiana, que os restaurantes da Serra Gaúcha tão bem reproduzem, é aconchegante e farta, mas inacessível a uma parcela considerável de pessoas que convivem com a intolerância à lactose ou glúten, sem contar quem não come carne ou é totalmente vegano. O Restaurante Del Pomodoro pensou nisso e adaptou sua sequência tipicamente italiana para servir o máximo de opções possíveis aos clientes com restrições alimentares.

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A ideia é muito boa porque, em geral, essas pessoas acabavam sem chance de provar a maior parte dos pratos de uma sequência e a experiência delas acabava não sendo completa. Agora vejam comigo tudo o que o Del Pomodoro fez pra servir melhor clientes com diferentes necessidades. O restaurante fica junto à Casa do Tomate, nos Caminhos de Pedra, e o fio condutor do cardápio, como o nome entrega, é o bom e velho tomate – esse, sim, vai em praticamente tudo.

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Na abertura dos trabalhos, pra acompanhar a caponata, a pasta de tomate seco e o molho de bruschetta, a casa serve um pãozinho sem glúten nem lactose fornecido pela Domus, de Bento Gonçalves.

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A caprese clássica da casa aqui vem sem a muçarela de búfala.

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Depois começa aquela festa gastronômica e a mesa vai ficando cada vez mais cheia de pratos. A fortaia, aqui, é um omelete suculento – sem queijo e sem salame – pra atender vegetarianos e intolerantes a lactose. Veganos podem se fartar na polenta com molho de tomates.

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O arroz bem temperadinho é servido sem bacon, somente tomates e o açafrão que deixa seu perfume no ar. Pimenta a gosto.

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Essa, pra mim, é a especialidade da casa e o Del Pomodoro também acha que todo mundo deve provar. Originalmente, o tomate seria recheado com bacon, molho branco e espinafre, mas a casa fez diferentes adaptações pra poder servi-lo a todos os clientes.

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A massa sem glúten nem lactose, também da Domus, vem ao molho de tomates, sem queijo e sem carne. IMG_7267Minha melhor amiga é intolerante a glúten e lactose. Pensei nela em cada minuto desse almoço….primeiro, pela saudade, porque moramos longe uma da outra. Depois, porque fiquei imaginando ela farta e contente por ter podido comer tanta coisa. <3

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A sobremesa pode ser figos da casa em calda, mas eu não pude resistir ao arroz doce que vagenos e intolerantes à lactose não comeriam. É porque foi a sobremesa da minha infância <3

E assim foi. O preço do almoço adaptado é o mesmo para clientes habituais: R$ 45,00 a refeição completa (sem bebidas).

 

Ristorante Del Pomodoro

Nota no Google: 4,4 de 5,0

Nota no Foursquare: 8,5 de 10

Nota no Trip Advisor: 4,5 de 5

Caminhos de Pedra, distrito de São Pedro, Bento Gonçalves

Aberto diariamente, das 11h30min às 17h

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La Cantinella: tem de tudo a toda hora

Postos de conveniência são a Meca dos viajantes, mas tem muita gente da Serra Gaúcha mesmo pegando 470 pra descobrir o que tem de tão bom no La Cantinella, que não se pode resumir como restaurante, lancheria, confeitaria ou empório.

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Já parei na passagem pra levar um pedaço de queijo e uma baguete

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Já saí de casa só pra tomar um gelato: R$ 7,00 a bola

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Já provei da enorme e magnânima pizza caseira que, na verdade, é feita com pão colonial.

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IMG_3251 Tem uma infinidade de coisas pra comprar também: de vinhos a geleias, passando por molhos, massas importadas e caseiras, temperos, especiarias e até panelas.

Faltava almoçar no restaurante de Comida Afetiva do La Cantinella, o que se pode fazer a qualquer dia da semana porque o bom de postos de conveniência é que o atendimento é de domingo a domingo. Buffet livre no almoço com faixa de preço de acordo com o dia da semana: R$ 29,90 de segunda a sexta; R$ 34,90 aos sábados; R$ 39,90 aos domingos.

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Qual não foi a minha surpresa ao chegar no segundo andar, onde funciona o restaurante, e bater o olho no carrinho de preparar massa na hora! Você escolhe o tipo de massa, o molho, complementos e temperos: tudo incluso no buffet livre. É muito útil porque resolve o problema dos restaurantes de buffet daquele macarrão sempre passado do ponto no réchaud.

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IMG_4576A grande mesa de saladas frescas é bem convidativa também e, no buffet quente, panelas de ferro garantem sabor à polenta mole, carne de panela, o feijão bem temperado e outras receitas dignas da casa da nossa vó. Sobremesa havia, mas troquei por mais um gelato. Deixei o limoncello para a próxima também!

La Cantinella Cozinha Afetiva

Nota no Google: 4,5 de 5,0

Nota no Foursquare: 8,1 de 10 (a nota se refere aos lanches e armazém. Não há notas suficientes para pontuar o La Cantinella Cozinha Afetiva)

Nota no Trip Advisor: 3,5 de 5

BR 470 Km 225, Garibaldi

(54) 3461-7474

Aberto todos os dias. Para o almoço, de segunda a sexta, das 11:30 às 14:30; sábados e domingos, das 11:30 às 15:00

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O que o Culinarismo provou de melhor nesse semestre

Um suspiro e passou metade do ano. Já deu uma olhada nas suas metas pra 2017? Alguma promessa saiu do papel? Para o Culinarismo, foram dias de muitas descobertas gastronômicas. Listei meus cinco lugares preferidos do semestre – não é um ranking….estão por ordem alfabética e todos os cinco merecem a visita!

 

Bar Secreto Wine&Beer

Caxias do Sul

Bom para beber com qualidade

DSC_3325Prateleiras forradas de vinhos pra todos os bolsos, uma carta de cervejas escolhidas a dedo pelos proprietários e torneiras geladas de chopp. Não importa a escolha, o lugar é perfeito pra espairecer. No menu, carnes, legumes e hambúrgueres: tudo tendo a grelha como base de preparo.

 

Osteria Del Valle

Vale dos Vinhedos

Bom para almoçar

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Entre tantas opções de restaurante estilo “sequência italiana”, o novo Osteria Del Valle realmente se diferencia. Dá pra perceber a assinatura do chef Álvaro da Silva no menu, que vai de foccacias de fermentação natural a capeletti de pato, passando pelo simplesmente inesquecível risoto de cordeiro. Prove esse e peça mais!

 

Ovelha Café

Bento Gonçalves

Bom para bater um papo

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Quatro variedades de grãos, cinco métodos de filtragem e infinitas razões pra conhecer. As tortas são feitas com carinho e ingredientes caseiros, como o doce de leite de produção própria. Sanduíches delícia pra acompanhar o bate papo no meio dos livros completam a cena. Beba água no filtro de barro – é de graça! <3

 

Sapore&Piacere

Bento Gonçalves

Bom para almoçar

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Revisitei o elogiado bistrô da chef Márcia Dalla Chiesa pra falar das comemorações de seus 10 anos, que serão em breve. Não há dúvidas de que é o melhor almoço trivial de Bento Gonçalves, com toda aquela mesa de antepastos que já valem por uma refeição.

 

Wine Up Miolo

Vale dos Vinhedos

Bom para uma tarde de sol

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O espaço novo do Wine Garden Miolo segue a mesma proposta de wine bar ao ar livre, mas, em vez de tapetes ao gramado, aqui teremos refeições mais elaboradas. Ainda em sistema de soft open, o espaço terá uma parilla e um forno de barro para o menu que vai valorizar a comida de fogo. O cenário é estonteante. Pode confiar!

A doceria afetiva do Amo-te Lisboa

Eu sempre acreditei que a gastronomia é um genuíno vetor de expressão cultural. O ritual da refeição, os ingredientes, os temperos, a maneira como a tradição dos povos passa de geração em geração por meio da comida. Isso não fascina você? Pois a mim, muito. Neste fim de semana, a inauguração oficial da doceria Amo-te Lisboa em Bento Gonçalves me colocou num contato direto com a minha ascendência portuguesa, que vem de minha vó materna, de sobrenome Paredes.

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Foi uma tarde de fados conduzida pelo grupo Alma Lusitana. Primeiro, me deliciei com a melancolia da clássica expressão musical portuguesa e só depois fui ver do que se tratava a comida. Lugar simpático essa doceria, com alguns dos principais exemplares dos doces conventuais que têm os ovos e amêndoas como ingredientes de destaque. O preço é atrativo considerando o sabor.

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Provei ali o mais crocante pastel de Belém a R$ 6,00.

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E também um delicado Pastel de Santa Clara, também por R$ 6,00.

 

 

 

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Enquanto isso, estava ao forno uma indescritível empada de Bacalhau, coisa realmente inesquecível, por R$ 7,00. Só de digitar já me enche de água a boca.

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O espaço criado na Serra Gaúcha pela doceria com sede em Porto Alegre é uma graça. Falta um vinho pra botar a conversa em dia com os amigos, o que convidaria o cliente a permanecer mais tempo no lugar. Hoje, as opções de bebidas se resumem a cafés e vinho do porto.

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Fico muito contente que a Serra Gaúcha possa receber de braços abertos a gastronomia do mundo. É sabido e indiscutível o sucesso da comida italiana por aqui, mas o mundo não tem fronteiras e sempre tem lugar pra um doce português no coração da gente!

 

Amo-te Lisboa

Rua Tietê, 15, bairro São Bento, Bento Gonçalves (RS)

Aberto de segunda a sábado, das 9:30 às 18:30

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Nota no Google*: 4,6 de 5,0

Nota no Foursquare*: 9 de 10

Nota no Trip Advisor*: 4,5 de 5

*(notas da loja de Porto Alegre. A filial ainda não possui avaliações suficientes para pontuar)

DiPaolo em pequenas porções  

 

Mais oportunidades de aproveitar o DiPaolo de um jeito econômico e sem pesar na dieta.

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A Casa DiPaolo Bento, aquela da Pipa Pórtico, espera aumentar em 20% seu movimento com uma novidade lançada ontem: porções rápidas e econômicas. Então, além do consagrado rodízio, a partir de maio você pode desfrutar do DiPaolo montando seu próprio cardápio.

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Podem ser entradas, saladas, carnes, massas e acompanhamentos com preço individual, de R$ 10 a R$ 80. Você escolhe o que quer e cria um almoço ou jantar ideal pro tamanho da fome. Eu, no lançamento, provei basicamente todos os itens do cardápio pra atestar mesmo a qualidade (risos).

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Entrada (tábua de frios, gran formaggio e sopa de capeletti); Saladas (siciliana, radicci com bacon e salada de batata com maionese);

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Carnes (galeto ao primo canto, filé mignon, entrecot, picanha, cordeiro e peixe congro);

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Massas (spaghetti, tagliarini, tortéi e nhoque – acompanhados dos molhos tradicional, tomate seco, funghi, nocciole, quatro queijos, alho e óleo, bolognese e pesto);

Acompanhamentos (arroz branco, batata frita, polenta frita ou brustolada e queijo à dorê).

 

Casa DiPaolo Bento

BR-470 / Km 217 (ao lado da Pipa Pórtico) – Bento Gonçalves (RS)

Aberto diariamente das 11h30min às 15h30min e de segunda a sábado, das 19h às 23h

 

Facebook: @casadipaolobento

Instagram: @casa.dipaolo

Sabor da família Tomasi no Addolorata Culinária Italiana

Addolorata foi o primeiro nome da comunidade do interior de Bento Gonçalves hoje chamada Tuiuty, onde está o roteiro turístico Vale do Rio das Antas, que tem como atração principal a imponente estrutura da Vinícola Salton.

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Addolorata é, também, o novo empreendimento gastronômico do distrito onde você poderá encontrar a figura lendária do agricultor Nei Tomasi, uma figura que representa como ninguém o imaginário coletivo do colono da Serra Gaúcha – com seu chapéu de palha, a camisa xadrez e seu tuc tuc que já levou milhares de turistas por passeios entre os parreirais.

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O restaurante, recém-aberto ao público, traz a legítima sequência gastronômica da Serra Gaúcha com o diferencial da simpatia com que a família Tomasi envolve o visitante. As filhas tocam o negócio com ajuda da mãe, enquanto Nei Tomasi cumpre seu papel de anfitrião no salão.

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A fartura começa logo na chegada, com a mesa de queijo, salame e um torresmo fresquinho produzido na vizinhança.

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A decoração é uma graça, com crochês em diferentes técnicas feitos pela matriarca Tomasi e enquadrados com carinho como homenagem à nona. Quando a sequência de pratos começa, é aquela festa…

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A sopa, o pão e o pien, especialmente encorajadores nesses primeiros dias de frio na Serra Gaúcha.

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A salada que a gente come só porque radicci com bacon lembra a casa da vó (risos)

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E aquela sucessão de massa à carbonara, carne de panela, costelinha de porco, tortéi, fortaia.

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Aí está o melhor entre os melhores da casa: polenta mole recheada com salame e queijo ao molho de carne. Ocasionalmente, aqueles que ainda aguentarem podem desfrutar da sobremesa.

É tudo feito com carinho e a gente sente a alegria dos anfitriões em receber. A polenta, o tortéi, as massas e vinhos são uma produção da agroindústria familiar, o que dá ainda mais significância à refeição. Tudo acontece na propriedade da família, que recebe os visitantes para almoço e jantar sob reserva.

 

Addolorata Culinária Italiana

Aberto para almoço e jantar, sob reserva. Casais ou famílias pequenas podem ser encaixados em grupos maiores

Reservas: (54) 99925-5137

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Osteria Del Valle: assemblage de influências, cardápio cativante

Será mesmo que nada pode me surpreender em se tratando de gastronomia na Serra Gáucha? Talvez, de fato, haja muitos e muitos restaurantes da famosa “sequência tipicamente italiana”, mas esse que tem o toque e a assinatura do chef Álvaro da Silva é como uma nova história pra contar.

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A Osteria Del Valle surgiu para dar uma chacoalhada no lado B do Valle dos Vinhedos, o acesso pelo bairro Glória que não é o mais badalado, mas dispõe das mesmas belíssimas paisagens, vinícolas e outros pequenos estabelecimentos. É anexo à vinícola boutique Peculiare e tem uma excelente sequência marcada pela mistura de influências, como o próprio nome entrega: Cucina de Fusione. É uma espécie se assemblage entre elementos italianos, contemporâneos, campeiros e até franceses.

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De cara, preciso fazer menção ao atendimento, desde a recepção até a impecável destreza do maitre e sua carta de vinhos, que privilegia a produção da vinícola Peculiare.

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Você sente o prenúncio de um menu memorável quando o pãozinho da entrada é de fermentação natural: fresco, macio, aromático. É apenas o começo da sequência que vou resumir aqui com as fotos dos meus pratos preferidos.

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Você acha que capeletti é tudo igual? Pois aqui ele é delicadamente recheado com pato.

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Esse é o risoto de cordeiro, que precisei repetir ao final (inacreditável eu ter conseguido o feito) tamanho sabor.

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O tortéi também não é um tortéi qualquer, porque seu recheio mistura charque à moranga, sendo servido apenas com manteiga clarificada.

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Para o sorrentino de rabada, um delicioso molho de vinho tinto. Cabe mencionar que as massas são feitas na casa.

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Mais um risoto, dessa vez de amêndoas e pecorino…

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…e o tortellini de mozarella de búfala ao molho caprese.

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Para sobremesa, fuja do tradicional sagu com creme provando o creme bruleé maçaricado na frente do cliente. <3

 

Osteria Del Valle

Via Trento, 1438-1610, Bento Gonçalves

Aberto de quinta a domingo, das 11h às 16h

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