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Cinco lugares pra encomendar a ceia de Natal em Bento e arredores

Ceia de Natal: gosta da fartura, mas detesta os preparativos? Calma, tem muita gente em Bento Gonçalves que pode fazer isso por você. Esse post a jato traz algumas dicas de ceias expressas sob encomenda. Anote tudo e boas festas!

 

Onde: Buffet Dalla Costa

Quanto: preços varia, tudo por quilo

O que: o tradicional cardápio de Natal tem de tudo – de peru a lasanha, passando por muitos tipos de saladas e acompanhamentos. Eles montam tudo na travessa do cliente.

Como pedir: clique aqui! Somente até o dia 21 de dezembro

 

Onde: Casa di Giordano, Pinto Bandeira

Quanto: R$ 220,00 para seis pessoas

O que: Um combinado de ave natalina, arroz, farofa, saladas e cheesecake de frutas vermelhas da horta para sobremesa

Como pedir: clique aqui! somente para levar.

 

Onde: My Way

Quanto: sob consulta

O que: Ceia completa para curtir no restaurante ou levar para casa. Antepastos, saladas, entradas, ave, acompanhamentos e sobremesa.

Como pedir: clique aqui!

 

Onde: Sapore & Piacere

Quanto: o cardápio é extenso e o preço varia de R$ 3,50 por uma trufa a R$ 300 por um peru recheado

O que: Uma deliciosa carta com opções de boas vindas aos convidados, aves, peixes, acompanhamentos e lindos doces. Tudo com a incontestável assinatura da chef Marcia Dalla Chiesa.

Como pedir: clique aqui!

 

Onde: Valle Rustico

Quanto: R$ 150,00 para duas pessoas

O que: Um menu bem rústico com as delícias feitas no próprio restaurante: Focaccia e manteiga de beterraba; folhas da horta; porchetta, farofa e legumes assados; entremet de Natal para sobremesa.

Como pedir: clique aqui!

Rio do Vento: uma hospedaria para chamar de sua!

Já contei certa vez aqui no blog sobre os encantadores morangos hidropônicos que crescem ouvindo clássicos do rock e reggae. Não é lenda. São 34 mil pés de morango cultivados em estufas com controle biológico, em um delicado processo de produção que tem a música ambiental como um ingrediente filosófico indispensável. Esse mundo particular em Caxias do Sul, a caminho do litoral, imprime a identidade de um sono em tudo o que serve.

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A maioria talvez não saiba, mas por trás de cada geleia, cada iogurte e cada taça de sorvete com calda de morango existe o desprendimento de um cara que largou o emprego estável e o conforto da cidade para se lançar a um estilo de vida bem mais rural. Seu bar, todo cravejado de velas e lembranças marítimas, se tornou um clássico dos domingos de sol. Saiba, em tempo, que as portas do Barlavento estão abertas todos os dias do ano, sem exceção!

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Mas esse texto não é apenas sobre morangos e, sim, sobre acolhida! Dia desses, tive a experiência quase onírica de passar um fim de semana curtindo os coelhos, o balançar das redes e a música dos morangos no Rio do Vento Hospedaria, que fica anexa ao bar. Lá se vão dois anos recebendo gente com uma simplicidade calculada para conquistar fãs.

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Se, por um lado, a hospedaria tem boas camas e chuveiros, por outro, oferece a rusticidade de velhas cadeiras de balanço e lavabos de antiquário. A casa por si só é uma obra digna do Professor Pardal. Para construí-la, foram usadas partes de suas casas transportadas das Missões até Caxias e datadas de 1951 e – pasme – 1871.

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São três pavimentos e em dois deles há suítes para até cinco pessoas.

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No térreo, uma sala de tevê e algumas mesas para o café da manhã…

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…que é ao estilo hidroponia, com iogurte em calda de morango, suco de morango, morangos in natura…

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…e a especialidade da temporada: cuca de mirtilo.

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O terceiro pavimento é, na verdade, um mezanino que convida à leitura.

E o bom de tudo isso é que, em meio pulinho, você está dentro do Barlavento, comendo um Vesúvio desses, dividindo a música com os morangos e curtindo as boas vibrações da casa.

Neste ano pesado que está perto do fim, mudar um pouco o ponto de vista pode ajudar um bocado a ver as coisas sob outra perspectiva. Eu, por exemplo, fiquei encantada pelo tesouro que é ter um estilo de vida tão simples quanto o dos donos do Barlavento. Precisamos mesmo de tanto artifício, tanta armadura e tanto sacrifício? Pra mim, desfrutar de uns morangos conhecedores de boa música foi o ápice naquele fim de semana.

Rio do Vento Hospedaria e Barlavento Hidroponia

RST 453, Km 154, bairro Ana Rech, Caxias do Sul
Site: clique aqui!

Boa surpresa no Casa Emiglia Ristorante

Já contei aqui no blog como a Nella Pietra arrasou em Bento Gonçalves com uma pizza de ingredientes nobres e sabores surpreendentes, mas os tempos mudam conforme a banda toca e a pizzaria agora é o aconchegante Casa Emiglia Ristorante. Uma casa de massas e filés com bons vinhos e uma cuidadosa decoração rústica. Mesmo endereço, outra ideia.

dsc_1626O número de mesas foi reduzido para atender o cliente com ainda mais delicadeza. São três salões com bastante privacidade. O nível térreo é ideal para casais ou pequenos grupos. Os demais espaços acomodam bem grupos maiores.

dsc_1629O colorido dos pratos encanta de primeira. Além de uma página só de aperitivos, a salada mediterrânea é uma das sugestões de entrada e foi servida perfeitamente fresca. R$ 26,00.

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Todas as opções do menu servem duas pessoas, mas você pode pedir meias porções, como eu fiz, aproveitando mais as massas e filés da casa. Por recomendação da cozinha, provei o ravióli de brie e figos, de toque adocicado que harmoniza perfeitamente com o molho de tomates confitados e lascas de pecorino. Massa fresca feita na casa, o que faz toda diferença no sabor. A porção inteira por R$ 89,00.

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Complementamos com um arrasador Filé Abraçadinho, uma invenção espetacular que entra para a lista de boas carnes em Bento Gonçalves. Consiste em um embrulho de queijo precisamente tostado e que abraça o filé. Por cima, molho de tomate da casa e um molho verde especial. A porção para dois, por R$ 95,00, acompanha arroz e pão caseiro assado na palha de milho.

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Agora atente para a carta de sobremesas – é um escândalo. A torta de sorvete que a pizzaria já servia virou Semifreddo Emiglia: três chocolates e calda de morango. R$ 22,00.

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Exageradamente delicioso é, também, o Gateau da Casa Emiglia. Sobre um bolinho quente de chocolate, o sorvete de creme, biscoitinhos amanteigados, morangos frescos e calda de chocolate. Nunca vi minha filha tão radiante. São R$ 26,00.

Se você chegou até aqui vai gostar de saber que o ristorante abre às segundas-feiras, o que é uma reclamação clássica de todo morador de Bento Gonçalves!!! Também de quarta à sábado, sempre a partir das 19h.

 

Casa Emiglia Ristorante

Quinze de Novembro esquina com Herny Hugo Dreher

Bento Gonçalves

Telefone: (54) 3125-0505

Abre às segundas e de quarta à sábado, a partir das 19h

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DiPaolo: o mesmo sabor, ainda mais comodidade

A primeira unidade do Grupo DiPaolo, entre Bento e Garibaldi, no Castelo Benvenutti, está de cara nova. Novos ambientes e um cantinho de diversão para as crianças, mas o sabor continua o mesmo: incomparável. Porque a verdade é essa. Nessa terra repleta de boa comida, temos muito o que elogiar, mas é preciso admitir a excelência desse galeto e do queijinho à dorê. Continue lendo DiPaolo: o mesmo sabor, ainda mais comodidade

Uma pousada refúgio na pequena Cotiporã

Todo mundo precisa de um escape, um esconderijo, um dia de fuga pra colocar os pensamentos em ordem, as pernas pro ar ou meramente respirar brisa fresca. Especialmente num lugar cheio de boas práticas e com a recepção familiar da pousada Piccolo Refuggio, em Cotiporã. Continue lendo Uma pousada refúgio na pequena Cotiporã

Doceria portuguesa: lembranças de família

Conceição, minha vó. Portuguesa, com certeza!
Conceição, minha vó. Portuguesa, com certeza!

Esta ao centro é minha vó Conceição. Ao redor dela, nove dos 10 filhos no aniversário de 15 anos de minha mãe, que é a caçula. Herdei dela a origem portuguesa que me traz certa fascinação por Lisboa e o desejo de, um dia, explorar mais a gastronomia lusitana direto na fonte. Quando a conheci, Conceição já era uma senhora de idade e quem lidava com as panelas era a ajudante fiel, que, por acaso, se chama Ana, assim como eu e minha mãe. Pelas mãos de Ana, comi muita ambrosia e arroz doce. Comi até enjoar, nas férias em que pude conviver com minha vó, porque nunca morei perto.

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Vila Flores: uma experiência de fé altamente gastronômica

Para o mal ou para o bem, cada um de nós recebe a cruz que pode carregar para ficar mais forte, paciente e consciente. E o mais reconfortante: quando você estiver precisando de amparo, basta abrir-se para o universo que o apoio virá. Esse convite para conhecer o tour da experiência de Vila Flores foi providencial e o indico para qualquer um que careça de um dia de paz em meio à natureza e rodeado de sorrisos hospitaleiros.

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Tirei dois dias pra ficar desconectada e parti rumo à pequena Vila Flores, onde, logo na chegada, esta a pousada dos Capuchinhos. A lembrança é de um lugar tranquilo, belíssimas obras de arte resgatadas do ostracismo e um café da manhã mais que completo.

A história dos freis nessa região começa na década de 1940 e foi exatamente naquele lugar que funcionou, por quase 60 anos, um colégio interno e um seminário. Revitalizado, o prédio começou a funcionar como pousada a partir de 2008 e ainda conta com seis freis internos que administram o lugar – entre eles, um frei enólogo responsável pela produção de suco, graspa, vinhos finos e canônicos que são vendidos na recepção.

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A pousada é demais. Os salões preservam muito da arte sacra que veio da França junto dos primeiros freis. É emocionante de se ver.

Os vitrais que emolduram a capela, por exemplo, são da década de 40, assim como os 32 hectares de vinhedos próprios que garantem a maior parte da produção enológica da congregação.

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A ligação com a natureza, que é o cerne dos ensinamentos do padroeiro desse lugar, é muito presente na pousada. Uma pequena trilha nos arredores da pousada percorre cada verso da oração de São Francisco de Assis: “Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz”. Ainda pequena, a trilha “Paz e Bem” será expandida para toda a propriedade até o ano que vem, quando a pousada deve inaugurar também suas águas termais.

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Apenas pela vivência de fé já valeria a pena ter saído de casa, mas o fato é que a experiência de paz, pão e vinho de Vila Flores vai muito além.  Depois de umas horinhas curtindo a pousada, partir em direção ao atelier L’Arte Ceccato, que explora os saberes populares do imigrante, oferecendo uma vivência de chás medicinais, simpatias da nona e uma delicada produção de peças sacras em cerâmica.

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Localizado na comunidade Aimoré de Vila Flores, o refúgio da família Ceccato guarda lembranças da tradição ceramista da família, que teve o sustento por muitas gerações na produção de tijolos e hoje divide seus saberes por meio do turismo de experiência, embora a olaria ainda exista e produza até 150 tijolos por minuto.

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Na família Ceccato, conheci um pouco do potencial de uma horta medicinal onde cada canteiro guarda benefícios a uma parte do corpo e provei um suco cítrico digestivo com laranjas direto do pomar. Só gente do bem e divertida!

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À noite, lanternas de vela guiaram nosso caminho até um tradicional e divertidíssimo filó italiano.

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Aqui, a comunidade se une em contações de histórias e serve os convidados em uma mesa muito, muito farta.

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Depois de uma noite de repouso e um passeio pela trilha Paz e Bem, não podia deixar Vila Flores sem conhecer a Vila do Pão, uma casa de 103 anos que já abrigou seis gerações e já foi comércio de vários tipos, tendo sido revitalizada como padaria e confeitaria no mesmo ano em que abriu a Pousada dos Capuchinhos.

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Lá se vende tudo que se pode comer no café da tarde, incluindo pães gigantescos de até 10 quilos. Mas aí precisa muita família comendo junta!

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Para mim, uma porção generosa de ambrosia, que me lembra muito minha vó e que deixou um sabor de saudade. A Pousada dos Capuchinhos, o L’Arte Ceccato, o Filó de Vila Flores e a Vila do Pão são empreendimento da Região Uva e Vinho que integram o Tour da Experiência, um projeto do SEGH – Uva e Vinho em parceria com o Sebrae que  valoriza e promove experiências turísticas na Serra Gaúcha e outras quatro regiões no Brasil: Costa do Descobrimento, Caminhos do Brasil Imperial, Bonito e Belém.

Um abuso de almoço no único restaurante giratório do país!

Esse post tem o apoio de SEGH – Uva e Vinho

Almoçar a 60 metros de altura, com uma vista panorâmica da Serra Gaúcha e fartamente servido em um rodízio que parece não ter fim já seria espetacular se a atração principal não fosse outra: o restaurante fica girando enquanto você come – lenta e constantemente, num giro de 360º que leva algo em torno de duas horas. O Restaurante Giratório Mascaron já é um clássico em Veranópolis, com todos os méritos. É uma experiência bem inusitada.

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O elevador panorâmico que leva ao salão dá ideia da altura que espera o cliente. Chegando ao restaurante, a primeira impressão é a mais iluminada possível. Quanto mais ensolarado o dia, mais bonita fica a vista. Na verdade, mal se percebe que a área das mesas está em movimento. O giro é calculadamente lento, para não atrapalhar a refeição.

DSC_0181 Em diferentes lugares do salão, pontos cardeais mostram a cidade mais próxima e a distância até ela. Apenas o perímetro mais externo do restaurante, onde estão as mesas, é que fica girando. A parte central e os vidros ficam estáticos. Então, enquanto você come, vai circulando pelas paisagens de Bento Gonçalves, Caxias, Cotiporã.

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Os primeiros pratos são servidos à mesa. Esses deliciosos pãezinhos com manteiga, caponata e pasta de tomate seco são apenas o começo. Estavam recém-assados, comi praticamente todos e depois amargurei essa decisão precipitada. É um bom ótimo começo, mas que deve ser aproveitado com parcimônia.

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Em seguida, uma sopinha clássica, queijo e salame, aquela coisa bem típica.

 

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Saladas, se você quiser disfarçar um pouco diante da família.

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Depois disso, entra o time do restaurante giratório e, meus amigos, a coisa fica punk. Talvez você precise abrir discretamente um botãozinho da calça. Pode acontecer!

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A sequência de massas certamente tem mais de 10 opções. Joana de olho no canelone, mas pode crer que o risoto de funghi é muito bom e o espaguete a matriciana é de comer rezando. Com muito esforço, consegui provar um pouquinho de cada coisa.

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No revezamento com as massas, vem uma sequência de carnes com muita, muita variedade. Me senti em processo de extrema superação porque também consegui provar um pouquinho de cada. Mas não digo que tenha sido fácil.

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Depois disso, a Joana ainda quis a maior sobremesa da casa.

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Eu, que já estava precisando de ajuda, fiquei feliz em saber que o restaurante giratório tem uma bela carta de licores e chás digestivos.

O Restaurante Giratório Mascaron é um dos empreendimentos da Região Uva e Vinho que integram o Tour da Experiência, um projeto do SEGH – Uva e Vinho em parceria com o Sebrae que valoriza e promove experiências turísticas na Serra Gaúcha e outras quatro regiões no Brasil: Costa do Descobrimento, Caminhos do Brasil Imperial, Bonito e Belém.

Restaurante Giratório Mascaron
RSC 470, Km 178 | Fone: +55 (54) 3441-8350
Veranópolis – Serra Gaúcha – Brasil
Site: acesse aqui!

A simplicidade genuína do Cotidiano

O cotidiano pode ser uma tela em branco à espera de sua primeira pincelada; uma trilha em mata fechada ou no descampado; um clássico no Dia do Rock ou uma trilha de Tiersen. Ele não pode ser sem graça, sem música, sem cor, mas há que ser simples, como nós somos em essência.

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E se a vida é a gente que pinta, os chefs Laércio Vesterlund e Vicente Lovera escolheram bem o vermelho atijolado que transformou o casarão histórico no centro de Carlos Barbosa no Cotidiano Café e Cozinha. Uma graça de lugar, um belo balcão de confeitaria, o café tirado na hora e aquela luz natural que invade o salão.

DSC_0130O Cotidiano é multifacetado em sua proposta ao cliente. Abre cedinho, com um café da manhã estilo taberna europeia – torradas, frutas e café a R$ 7,50. Mais tarde, um almoço executivo caprichoso com opções de R$ 17,00 a R$ 22,00. À noite, só em jantares esporádicos e eventos especiais, como agora, no período da Festiqueijo.

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Tive a saborosa incumbência de provar o almoço da casa e garanto que é uma deliciosa opção cotidiana. A saladinha fresca está inclusa em todos os pratos, assim como o pão fresco do chef Laércio, um dos melhores chefs padeiros da Serra Gaúcha. São três ou quatro opções de almoço que a casa vai trocando periodicamente, respeitando a oferta de insumos para garantir o preço imbatível.

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Provei duas opções do lugar. O extracotto com purê de batatas: uma porção generosa e embebida por um excelente molho de vinho.

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Melhor ainda: porco com arroz cremoso de nata e queijos. Estava muito bem temperado e muito bem servido.

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Depois de tudo, a sobremesa também está inclusa e, nesse dia, havia creme de bergamota com calda de uva. Fechou exemplarmente o almoço que, para duas pessoas, teria saído por menos de R$ 40,00.

Excelente preço para um excelente almoço. Para esse ou para outros restaurantes ganharem ainda mais sabor, siga a dica de ouro do Culinarismo e leve uma boa companhia com você. Alguém com quem você possa rir ou alguém a quem você deseje muito ter por perto. Comer com gente chata dificulta a apreciação gastronômica, entende?!

Cotidiano Café e Cozinha
Rua Júlio de Castilhos, 100, Carlos Barbosa
Aberto de segunda a sexta, das 7h30min às 19h15min; sábados, das 8h às 22h30min; domingos, das 14h30min às 19h
Facebook: acesse aqui!

Bêrga Mótta, uma refeição, uma expedição natural

Fui às Hortênsias torcendo por um dia sem chuva para aproveitar o fim de semana ao ar livre, mas não imaginei que o sol ia brilhar tão forte. Ele queimou forte, sem chance de ar fresco, sem cara de outono, escaldante. Pra encontrar um pouco de brisa, só mesmo em contato com a terra.

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A 10 km do centro de Gramado, existe um refúgio natural que merece a contemplação. É o Ecoparque Sperry, com suas trilhas, cachoeiras e seu bonito projeto de preservação ambiental do Vale do Quilombo. Junto dele, um simpático restaurante de clima absolutamente familiar chamado Bêrga Mótta. Um rebuliço gostoso de crianças correndo e conversas animadas.

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O parque tem pequenas trilhas muito bem sinalizadas, que são um convite à aventura. Plaquetas identificam as espécies de várias árvores pelo caminho, os pássaros cantarolam e o voo das borboletas deixa o caminho ainda mais colorido. Vista-se apropriadamente para aproveitar o melhor das trilhas.

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Eu não pensaria duas vezes em trocar o zoológico por esse parque. Aqui, eu realmente pude sentir o contato com a natureza. Caminhei de mãos dadas com Joana, até que ela tomou coragem e foi à minha frente, abrindo caminho. Molhamos os pés na cachoeira, deixei meu celular cair na água, comemos bergamota direto do pé. Daquelas coisas que só acontecem quando a gente está no mundo real.

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O percurso é curto, não chega a dois quilômetros, mas fi-lo lentamente e curtindo cada descoberta de Joana sobre folhas, insetos e a coleta de pinhas secas para próximo Natal. Expedições como essa abrem o apetite, então desembocamos direto no restaurante que, apropriadamente, define sua comida como comfort food.

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Pra começar os trabalhos, serviram-nos um bolinho de arroz com banana e canela. Parece esquisito, mas é muito, muito bom. Queria ter a receita 🙂

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Uma mesa farta de entradas e saladas são um convite à vida natural. Muitas opções sem glúten, sem carne, mas ricas em sabor.

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Depois, o menu principal do dia com sabor de comida da minha vó. Havia uma vaca atolada di-vi-na.

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A mesa de sobremesas merece reverências. Segui as instruções da plaqueta.

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É tudo especial. Não diria um clima de paz, mas de alegria. Muita gente sorrindo e buscando bons momentos com pessoas queridas. É disso que se faz a vida.

Dicas úteis e importantes: o lugar é longe e a conectividade não é boa. Por isso, nem o parque nem o restaurante aceitam cartões. Eles até podem quebrar seu galho aceitando cheque, mas preferencialmente leve dinheiro. A visitação custa R$ 12,00, mas o almoço no buffet isenta essa taxa. Você paga R$ 55,00 por uma refeição com cheirinho de família – muitas saladas frescas, panelas de ferro sobre o fogão a lenha e sobremesas de tirar o fôlego. Bebidas não inclusas e crianças até seis anos não pagam.

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Ecoparque Sperry e Restaurante Bêrga Mótta

Linha 28 (Est. Professora Elvira A. Benetti) – Vale do Quilombo – Canela/RS
Acesso principal localizado na RS-235 entre Gramado e Canela. (na esquina do Outlet Sierra e Chocolate Prawer)

Horários:
De terça-feira a domingo das 9h às 17h
Aberto durante todo ano.