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DiPaolo em pequenas porções  

 

Mais oportunidades de aproveitar o DiPaolo de um jeito econômico e sem pesar na dieta.

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A Casa DiPaolo Bento, aquela da Pipa Pórtico, espera aumentar em 20% seu movimento com uma novidade lançada ontem: porções rápidas e econômicas. Então, além do consagrado rodízio, a partir de maio você pode desfrutar do DiPaolo montando seu próprio cardápio.

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Podem ser entradas, saladas, carnes, massas e acompanhamentos com preço individual, de R$ 10 a R$ 80. Você escolhe o que quer e cria um almoço ou jantar ideal pro tamanho da fome. Eu, no lançamento, provei basicamente todos os itens do cardápio pra atestar mesmo a qualidade (risos).

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Entrada (tábua de frios, gran formaggio e sopa de capeletti); Saladas (siciliana, radicci com bacon e salada de batata com maionese);

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Carnes (galeto ao primo canto, filé mignon, entrecot, picanha, cordeiro e peixe congro);

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Massas (spaghetti, tagliarini, tortéi e nhoque – acompanhados dos molhos tradicional, tomate seco, funghi, nocciole, quatro queijos, alho e óleo, bolognese e pesto);

Acompanhamentos (arroz branco, batata frita, polenta frita ou brustolada e queijo à dorê).

 

Casa DiPaolo Bento

BR-470 / Km 217 (ao lado da Pipa Pórtico) – Bento Gonçalves (RS)

Aberto diariamente das 11h30min às 15h30min e de segunda a sábado, das 19h às 23h

 

Facebook: @casadipaolobento

Instagram: @casa.dipaolo

Dez grandes cozinhas no Panela no Pátio, em Caxias

O forte temporal tirou do pátio o Panela no Pátio, mas isso não apagou o estilo do evento, que reúne um elenco de dez grandes chefs de Caxias do Sul, cada um com sua especialidade e a preços megaconvidativos: até R$ 25,00.

Essa foi a segunda edição do evento supercharmoso, cheio de gente bacana e com todo o charme do Quinta Estação. Uma terceira edição já está prometida para esse ano ainda. Com muito esforço, consegui dar uma bicadinha em todas as cozinhas. Algumas coisas foram memoráveis.

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A Escola de Gastronomia da UCS, com a assinatura do memorável chef italiano Mauro Cingolani, trouxe um rosbife com bacon no pão ciabata. Com vários molhos à escolha, coloquei uma grande dose de mostarda com mel e ficou bem delicioso. Custou R$ 20,00.

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Na cozinha do chef Henrique Neves, que se prepara para abrir um bistrot de vinhos em Caxias agora em abril, o ravióli de alcachofra ganhou ares de Master Chef com a espuminha de parmesão colocado com o sifão. Coisa chique, sô, por R$ 20,00.

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Da cozinha do Quinta Estação dividindo seu salão com o time no Panela no Pátio, o chef Vicente Perini apostou no confort food com uma generosa porção de risoto de bacalhau servido com uma deliciosa batatinha com ervas. Capricho na entrega e delicadeza de sabores por R$ 20,00.

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Pelos mesmos R$ 20,00, a Escola de Gastronomia Sal a Gosto trouxe um substancioso e suculento pullet pork ao barbecue servido no pãozinho com fatias de provolone. A cereja do bolo foi a mostarda reduzida com Jack Daniels. Grande receita!

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A cozinha étnica foi delicadamente bem representada pela chef Daniela Chedid, com uma variedade de receitas libanesas. Tinha kibe, Beirute e a tradicional doceria libanesa com uma cheirosa baclawa, mas acabei provando a Mjadra no Pote, que é uma mistura de arroz e lentilhas com um toque de cebolas caramelizadas por cima. Uma comida muito amorosa, remeteu à família – talvez pelas minhas raízes libanesas <3

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Os queridos da Nella Pietra Pizzaria arrasaram com a pizza expressa do chef Fábio Centenaro. Eu bem sei que pizza boa não precisa de uma infinidade de recheios. Uma marguerita bem feita é o que basta! R$ 20,00.

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Já difícil manter o ritmo, mas dei uma passada rápida no Mercado do Sanduíche pra rememorar grandes dias no Mercado Público de São Paulo, onde o sanduba de mortadela é um clássico. Aqui a mortadela Ceratti foi a estrela do dia – e não precisa mais nada além de um pãozinho d’água e umas fatias de queijo pra criar uma tentação irresistível por R$ 15,00.

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Chega de comer? Não, só uma pausa pra sobremesa. Joana, minha pequena ajudante de Culinarismo, ficou toda fã dos brownies da Doce Forma e levou um saquinho deles pra casa. Agora temos lá um estoquinho de brownies de MM’s, Stikadinho, chocolate ao leite e limão siciliano, que achei divino. Coisa mais afetiva com o atendimento querido da Simone Vanin por R$ 5,00 o pedaço.

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Brigadeiro é a especialidade da Márcia Callai, da Original Brigaderia. Uma infinidade de sabores e coloridos por R$ 5,00 a unidade, mas o que me cativou mesmo foi o inusitado docinho de grana padano, com seu toque salgadinho. É doido, mas é ótimo.

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Antes de me render à culpa, ainda passei pela banca do chef Alexandre Reolon, do Yoo Boutique, que estava flambando na hora o seu spaguetti all mare, com ostras e tudo mais. Uma generosa refeição por R$ 25,00.

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Entre uma prova e outra, tinha DJ, drinks e beers que adorei provar. Um conselho: não tente repetir esse exagero! Haha. Na próxima edição do Panela no Pátio, vou levar alguns ajudantes de degustação. Haha.

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Panela no Pátio

Para mais informações, clique aqui!

Noite de sushi, clima de lounge no Estação Blauth

DSC_2987Um posto a jato só pra assinar embaixo de mais uma proposta legal do Estação Blauth, no desvio Blauth, em Farroupilha – que, além de grandes hambúrgueres e brunch de domingo, agora tem sushi lounge nas quintas-feiras, em parceria com o Ukiyo. Buffet sem complicação pra ninguém ficar esperando, especiais servidos na mesa e clima de lounge com DJ no deck que tem uma bela lareira esperando o friozinho chegar.

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O preço é justo e as repetições, à vontade. O charme do Estação Blauth fica por conta da selecionada carta de espumantes da região. No ano passado, em clima de reinauguração, a casa apostou nessa pegada de champanharia que tem agradado em cheio a clientela. E sushi + espumante é aquela combinação sem erro.

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Mais umas fotinhos pra causar desejo. A programação segue todas as quintas-feiras.

 

 

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Estação Blauth

VRS 813 KM 09 – Desvio Blauth – Farroupilha

Facebook: acesse aqui

 

https://www.facebook.com/estacaocafeblauth/?fref=ts

Uma viagem à Ásia com o menu do China Thai

DSC_0088De volta a Bento Gonçalves depois de 10 anos na Austrália e Indonésia, o chef Leandro Scotta criou aqui um cantinho asiático de sabores exóticos. Uma viagem para o outro lado do mundo em pratos da gastronomia chinesa, tailandesa e indonésia. O restaurante fica no bairro Santa Rita, mas não é difícil de encontrar. Você precisa entrar no salão para sentir o clima hinduísta e natural a que o lugar se propõe.

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Para chegada, você pode curtir um chá oriental ou pular essa etapa direto pra carta de vinhos, o que, por vezes, é mais do que necessário. A proposta étnica exige paladar curioso, mas não se preocupe: apesar da característica apimentada da maioria dos pratos, o chef deu uma dosada para as preferências locais e há opções no cardápio que não vêm com pimenta.

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Uma boa pedida para entrada são os guiozas de carne suína com pimenta doce à parte. Já tinha provado similares em Três Coroas, no restaurante ao pé do templo budista, e é algo que eu adoro. Aqui, você pode comer de uma forma bem original, com hashis. A louça e boa parte da decoração vieram direto do Oriente, na mala do chef 😉

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Do cardápio chinês, provei a massinha de arroz com camarões, repolho e carne suína. Recomendo pra quem não pode ou não gosta de pimenta.

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Um aperitivo do menu que eu amei mesmo depois de saber que não é nada light são as coxinhas BBQ. Comeria várias, mas meu prato favorito (já voltei e já repeti, que conste)…..

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É o Kho Phi Phi, a massinha tailandesa com frutos do mar, umas castanhas, uma misturinha muito louca e, por que não, uma certa dose de pimenta – grau 1, no meu caso. Se você é indeciso como eu, quando for ao #chinathai aposte logo na sequência da casa e aproveite um pouco de cada vertente da casa por R$ 100,00. Como sempre, não me sobraram forças para a sobremesa.

A tele-entrega do China Thai vem fazendo sucesso, mas, pelo menos uma vez, indico visitar o restaurante pra conhecer o verdadeiro clima asiático e receber os cumprimentos do chef.

China Thai

Rua Antônio Fornazier, 245

54 9666-3801

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#barcelona : sujando as mãos em La Paradeta

*Esse post tem o apoio de La Taberna

Barcelona tem uma atmosfera excitante e sua gastronomia é também visceral, feita pra sujar os dedos e deixar uma satisfação quase culposa. Como a multidão multirracial que colore as ruas num vaivém incessante, a comida se colore com influências variadas.

Uma frutífera colore o centro de Barcelona. Como não amar?
Uma frutífera colore o centro de Barcelona. Como não amar?

Aqui, as raízes mediterrâneas e a comida camponesa compõem um repertório impossível de se desvendar em tão pouco tempo. Antes de embarcar nessa trip, me debrucei em meses de pesquisa para evitar os chamados “restaurantes turístico”, que servem comida barata e sem nenhuma ligação genuína com a cultura local.

Sagrada Família: meio clichê, mas realmente impressionante
Sagrada Família: meio clichê, mas realmente impressionante

Minhas pesquisas apontaram para clássicos da gastronomia catalã: tapas, jamón e frutos do mar. Numa ruela bucólica próximo da Sagrada Família, a deslumbrante igreja iniciada por Gaudi e ainda em obras, está o La Paradeta.

DSC_7844Esqueça o paradigma brasileiro de lagostas e finesse. Aqui, o serviço é muito simples e direto. Não há sequer cardápio.

DSC_7846Uma bancada com peixes e frutos do mar mostra ao cliente o menu do dia, como numa feira livre. Você escolhe o que deseja e o modo de preparo (frito, no vapor ou “a la plancha”), a atendente pesa e leva para a cozinha. Em minutos alguém grita o número do pedido e, basicamente, esse é o processo. Não tem frescura e o lugar é bem normalzão mesmo. A cerveja pequena custa 1,80 (euros, claro).

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Com todo o conhecimento que uma moradora da Serra Gaúcha pode ter sobre frutos do mar, olhei pra tudo aquilo e fiquei bem incerta do que pedir. Escolhi alguns clássicos, tipo atum e camarão, e outras coisas fui na surpresa mesmo. Quando a este primeiro prato, estava muitíssimo fresco e bem temperado, mas veio inteiro e deu certo trabalho pra comer.

DSC_7850Fora isso, pedimos caranguejo, que causou mais um pouco de bagunça na mesa…

DSC_7852…molusquinho no molho vermelho. Também de comer com a mão.

DSC_7858E, pra arrebatar (porque a coisa estava muito saudável), uma porção de sépia a milanesa…

Praticamente não usamos os talheres, mas deu pra entender porque os guardanapos daqui têm praticamente cinco camadas. Usa-se muito. Foi uma experiência bem genuína, que nos custou 40 euros, com bebida.

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Minha passagem por Barcelona foi pouco para tanta fascinação, mas encerra com um balanço de 10 restaurantes em dois dias. Pulamos de tapa em tapa, de doce em doce e ainda conseguimos bebericar um bom vinho branco orgânico no jantar. Circulei por alguns pontos turísticos consagrados e algumas ruas discretas do labirinto entre as Ramblas e Raval. Vi gente de todo mundo. Meu tempo aqui não foi o bastante, mas suficiente para decretar que um dia voltarei, quem sabe breve.

Mais posts sobre Barcelona em breve 😉

La Paradeta tem seis restaurantes em Barcelona. O da Sagrada Família fica na Passaje Simó, 18.

Site: acesse aqui!

Quebrando tabus no Jamie’s Italian

Pelo menos quatro paulistas me alertaram que ir ao restaurante do Jamie Oliver em São Paulo era furada. O lugar foi sentenciado: fila infinita e comida simplória. Eu, como prefiro pagar pra ver, foquei na curiosidade e fui. Ainda que as possibilidades de encontrar o próprio Jamie fossem zero, eu queria muito experimentar o legado desse chef inglês especializado em comida italiana que já fez campanha mundial contra o McDonald’s. Li alguns de seus livros e assisti muitos episódios dos seus programas de tevê. Sei que comida rebuscada não é a promessa nem a entrega do chef. Então, já imaginei que o restaurante não se prestaria a requintes.

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De fato, existia uma fila. De fato, era longa…mas nada perto de infinita. Quando ligamos para reservar, a hostess avisou que a espera aproximada para duas pessoas seria de 45 minutos. E foi exatamente o que esperamos: 30 minutos do lado de fora e mais 15 dentro do restaurante, onde já pudemos aperitivar. Não é algo que incomode quando há tempo e disposição. Enquanto esperava, pude observar muita gente perguntando com que frequência o Jamie Oliver aparece por ali e por que ele chamou brigadeiro de porcaria em uma de suas passagens pelo Brasil.

DSC_5918Já dentro do lugar, a primeira impressão é de um salão extremamente barulhento, onde se arrastam as cadeiras e se fala demasiado alto. Mas eu estava de bom humor e a comida chega rápido. Apesar do aparente caos, existem garçons em número suficiente e o atendimento é bastante preciso. Ademais, as pessoas parecem trabalhar felizes, o que contribui, e muito, para uma avaliação positiva do serviço.

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O Jamie’s Italian preserva a tradição do confort food e estimula o uso de ingredientes frescos e da estação. Por isso, as sugestões do dia ficam bem visíveis em um quadro negro na entrada do salão principal, onde tive a sorte de sentar e apreciar ao vivo o preparo das entradas e sobremesas na cozinha aberta.

DSC_5933Além dos pratos do dia, o restaurante oferece um bom menu de entradas, pastas e carnes – todos com preço justo, diga-se de passagem. O mais importante é que as coisas parecem frescas. Mesmo antes de comer qualquer coisa, pude espiar nos pratos alheios muita cor, aroma e belas composições. Bem servido, mas sem requinte.

DSC_5936Para entrada, não pude conter minha curiosidade sobre “as melhores azeitonas do mundo”: porção a R$ 25,00. O garçom revelou os segredos desse antepasto. São azeitonas italianas orgânicas, tiradas do pé diretamente para a salmoura e servidas com pasta de azeitona preta com tomate seco e pão “carta di musica” (uma massa finíssima e crocante produzida na Sardenha e que, em tempos remotos, era usada para escrever partituras quando aos músicos faltava papel). O sabor era realmente muito bom, mas foi a história que me conquistou.

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As massas da casa têm duas opções de porção e, respectivamente, duas opções de preço. A porção pequena desse linguini aos camarões, por exemplo, custava R$ 42,00. Um prato mais generoso sai por R$ 64,00. É suave e fresco. A massa, feita no dia. O garçom indica misturar bem para incorporar massa e molho antes de comer.

DSC_5943 A berinjela a parmegiana com mozzarela  di bufala servida com pão de alho custou tão somente R$ 39,00 e estava realmente muito bom. Realmente. Mesmo. Uma coisa tão simples e tão boa.

 DSC_5958Embora os pratos principais do Jamie’s Italian sejam realmente muito bons, como frisado acima, é consenso que a prata da casa se come após o jantar. As sobremesas são de uma autenticidade e sabor dignos de repeteco. Acima, uma taça de abacaxi e romã macerados em suco de limão, pimenta dedo de moça e hortelã. Servido com frozen yogurt. Pra enfeitar, um crisp de sei-lá-o-quê. Custou R$ 16,00.

DSC_5961E, pra passar a régua, cheesecake de limão siciliano com mascarpone aveludado e cobertura de merengue italiano. Servido com lemon curd e calda de amoras. Beijinho no ombro: R$ 19,00.

O balanço final dessa experiência foi acima da média. A entrega foi legal e a conta não foi cara, em se tratando de padrões paulistas e uma assinatura internacional. Quando o assunto é restaurante, é sempre bom pagar pra ver. Se eu tivesse seguido as indicações naquele dia, jamais teria pisado do Jamie’s Italian – algo que eu poderia fazer de novo sem pestanejar.

Jamie’s Italian São Paulo

Av. Horácio Lafer, 61, Moema, São Paulo

Reservas: (11) 2365-1309

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Uma opção de boas-vindas nos Caminhos de Pedra

Vem aí a Vindima 2015 e, até março, o Culinarismo vai mergulhar de cabeça nos delírios gastronômicos da Serra. Mas, antes disso, que tal uma refeição diferente? Afinal, nem só do magnífico trio galeto/polenta/massa vivem os restaurantes locais. Procurando aqui e ali a gente encontra um jeitinho de variar o cardápio e conhecer novos sabores. Aliás, esse é um trabalho que o Culinarismo faz pra você com o maior prazer! Pois bem: procurando sair do comum sem gastar muito e, de quebra, em meio a um dos roteiros turísticos mais consagrados da região?

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Eis o Gran Mangiar, um bom restaurante com ótimos preços no acesso aos Caminhos de Pedra, em Bento Gonçalves. Abre no almoço e no jantar. Ou seja, pode ser o ponto de partida ou chegada de um passeio pelos encantos da arquitetura da imigração italiana.

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O ambiente é amplo bem projetado e espaçoso, com acesso por um deck charmoso, iluminação na medida e cadeiras confortáveis. Inaugurado em outubro, o restaurante tem nome italiano, mas vai além da proposta de rodízio farto que termina com culpa na consciência e chá de boldo.

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A casa até possui uma opção de sequência com grelhados e massas, mas também oferece um cardápio sucinto de pratos contemporâneos que ganham o cliente pelo visual. Carnes acompanhadas por legumes ou purês são uma porção na medida pra quem deseja uma refeição saborosa sem extrapolar os limites de uma dieta balanceada. Provei três pratos da casa e, como era de se esperar, não sobrou espaço para a sobremesa. Então, ainda devo uma nova visita ao GranMangiar.

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O risoto à moda do chef, com alho poró, filé e dijon, é gostoso e custa R$ 23,00.

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Pra quem gosta de costelinha, indico esse prato delicioso, com molho de limão e purê de mandioquinha. R$ 25,00.

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Provei também o filé de cação ao molho de maracujá e purê de cenoura por incríveis R$ 15,00. Vem com aspargos frescos, que eu amo! Na hora, eu provei e gostei… depois, fiquei pensando nas consequências de aceitar carne de tubarão no seu prato. Só pra citar três: o risco de extinção; o desequilíbrio ambiental que ocorre quando você elimina animais do topo da cadeia alimentar; e a ingestão de níveis de mercúrio acima dos tolerados pela legislação brasileira, o que também está relacionado ao fato de ser um animal do topo da cadeia alimentar, que se alimenta de outros animais.

De qualquer forma, o ambiente é muito legal e o cardápio traz opções diversas, coma você ou não qualquer tipo de carne. Vale a visita!

Gran Mangiar Restaurante

Entrada para os Caminhos de Pedra, Bento Gonçalves

Aberto de terça a domingo para o almoço e de quarta a sábado para o jantar. Nas segundas à noite, somente com reservas.

(54) 3453 7473

granmangiar@gmail.com

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Horta: o melhor do Valle Rustico entregue em casa

Em outubro, completei um ano de Culinarismo. Lá se vão quase 40 textos nessa jornada, mas parece que comecei ontem mesmo. E pensar que, antes disso, eu procurava desesperadamente entre biografias de famosos e livretos de palavras cruzadas um hobby pra chamar de meu. Má observadora de mim mesma, nunca tinha percebido que meu maior prazer – estar à mesa – eu fazia desde sempre. Só faltava compartilhar com alguém essas experiências.

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Desde então, conheci sabores marcantes, propostas incríveis e ideias que merecem ser espalhadas aos quatro ventos, como essa. Rapidamente situando, o Valle Rustico é um restaurante incrível, localizado na Estrada do Sabor (interior de Garibaldi) e que faz parte do movimento slow food. Na prática, é uma filosofia que se opõe à industrialização dos alimentos, que defende o direito ao prazer de se alimentar e prioriza produtos artesanais de qualidade especial. No Valle Rustico, tudo o que é possível vem da própria horta ou de produtores locais.

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Falando em Horta (com letra maiúscula mesmo), este é o nome do novo projeto do Valle Rustico, que entrega na sua casa uma refeição completa, fresca e pré-pronta. Com alguns poucos utensílios, uma boa companhia, música de qualidade e uma taça do seu vinho preferido, em 20 minutos você tem à mesa um verdadeiro banquete slow food. Toda semana, o cardápio é definido de acordo com os ingredientes frescos disponíveis. Chega tudo embalado numa caixinha, entregue na quinta-feira. O ideal é preparar o jantar na mesma noite.

horta receitaQualquer pessoa, com qualquer nível de conhecimento culinário, consegue preparar essa refeição. Está tudo explicadinho no guia de procedimentos, que já indica todos os materiais a serem separados antes do início do preparo – tipo, duas panelas, uma colher, uma concha, um litro de água.

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Os insumos vêm numerados e embalados a vácuo ou em caixinhas apropriadas. Eles realmente mandam todo o necessário – até mesmo sal e pimenta. É só separar os itens de cada prato e pôr a mão na massa. O mais legal da receita é que a ordem de preparo faz com que tudo fique pronto no mesmo momento pra ser saboreado no ponto. Quer saber qual foi o meu banquete? Então vamos lá:

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Pães de beterraba com manteiga de páprica. Para servir essa entrada, a única indicação era deixar os pães no forno por alguns minutos. Ficou perfeitamente crocante por fora e macio por dentro.

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As folhas orgânicas da horta ganharam um charme a mais com minicenouras e beterrabas, além de umas amorinhas ácidas. Não havia indicação para lavar as folhas, então creio que o trabalho estava feito. Só tive que colocar tudo numa vasilha e enfeitar com creme balsâmico.

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O único prato que realmente exigiu fazer alguma coisa foi o risoto. Passo um: o caldo de legumes. Passo dois: colocar o risoto-base, a moranga cozida, o sal e a pimenta numa panela, acrescentando o caldo e mexendo até ficar no ponto. No final, colocar o queijo fontini e mexer bem para ficar ainda mais cremoso. O detalhe das amêndoas entrou somente no prato, pra dar uma textura a mais. Pra quem ama fazer e comer risoto, como eu, esse foi certamente o preparo mais fácil até hoje.

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O peixe meca com legumes estava no forno desde o início do preparo e essa foi a minha única função. Seja lá todo o preparo anterior que tenha envolvido esse prato, estava simplesmente magnífico.

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Pra encerrar esse banquete com total originalidade, as sobremesas eram deliciosas lâminas de maçã com creme de cumaru – a baunilha brasileira. Tem coisa mais autêntica? Só precisei empratar.

 

Essa é a proposta da Horta. Você levaria horas e horas pra fazer tudo isso desde o começo, mas com uma mãozinha do chef Rodrigo Bellora e sua equipe, levei apenas 20 minutos. O jantar completo, para duas pessoas, vai custar cerca de R$ 130. Adorei e assino embaixo!

 

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