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Sapore&Piacere: clube do bolo e outras novidades!

Sexta-feira é dia de bolo na Sapore&Piacere. Com o Clube do Bolo, a chef Mária Dalla Chiesa propõe adoçar o seu fim de semana em família ou reunir o pessoal do trabalho com um cafezinho delícia pra fechar o expediente. Toda sexta, um sabor diferente e um bolo entregue quentinho onde o cliente indicar. É a cara do outono!

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Aproveitei a visita que fiz pra conhecer o projeto e dei uma esticadinha no almoço, reafirmando a excelência do pequeno bistrô, que trabalha com os ingredientes da semana e tem uma mesa de antepastos aclamada pela clientela.

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A mesa de antepastos, como eu já disse, é impecável e pode muito bem valer por uma refeição. Aliás, vamos esclarecer sucintamente que o Sapore&Piacere trabalha apenas com prato do dia para o almoço (a exceção dessa semana. De 28 a 31 de março, em virtude da Fimma Brasil, o restaurante vai abrir para o almoço e jantar). Voltando aos antepastos, são sempre frescos, coloridos e sazonais, como a natureza.

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Você pode escolher um almoço completo, com entrada à vontade + o prato principal ou ficar apenas na mesa de antepastos – ou, ainda, pular essa primeira parte do almoço, o que é absolutamente desaconselhável.

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É tempo de grandes figos no Sapore&Piacere. Direto da mesa de antepastos, com quiche de queijo e moranga, estavam doces e suculentos.

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Como pratos principal, polêmicas à parte, estava delicioso o contrafilé com cobertura de provolone, servido com batata doce laranja (que eu simplesmente amo), farofa e brotos. Não é espetacular o colorido do prato?

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Pulei a sobremesa por questões ideológicas (mentira, é tentando dosar os excessos mesmo), mas elas são igualmente apetitosas. Mais adiante, ainda nesse ano, o Sapore&Piacere vai completar 10 anos no mesmo ponto, com o mesmo cuidado e sempre a assinatura da chef Márcia Dalla Chiesa.

Sapore&Piacere

Rua Dr. Casagrande, 500 – Bento Gonçalves – RS

  1. 3055-4586

http://www.saporeepiacere.com.br/

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Dez grandes cozinhas no Panela no Pátio, em Caxias

O forte temporal tirou do pátio o Panela no Pátio, mas isso não apagou o estilo do evento, que reúne um elenco de dez grandes chefs de Caxias do Sul, cada um com sua especialidade e a preços megaconvidativos: até R$ 25,00.

Essa foi a segunda edição do evento supercharmoso, cheio de gente bacana e com todo o charme do Quinta Estação. Uma terceira edição já está prometida para esse ano ainda. Com muito esforço, consegui dar uma bicadinha em todas as cozinhas. Algumas coisas foram memoráveis.

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A Escola de Gastronomia da UCS, com a assinatura do memorável chef italiano Mauro Cingolani, trouxe um rosbife com bacon no pão ciabata. Com vários molhos à escolha, coloquei uma grande dose de mostarda com mel e ficou bem delicioso. Custou R$ 20,00.

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Na cozinha do chef Henrique Neves, que se prepara para abrir um bistrot de vinhos em Caxias agora em abril, o ravióli de alcachofra ganhou ares de Master Chef com a espuminha de parmesão colocado com o sifão. Coisa chique, sô, por R$ 20,00.

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Da cozinha do Quinta Estação dividindo seu salão com o time no Panela no Pátio, o chef Vicente Perini apostou no confort food com uma generosa porção de risoto de bacalhau servido com uma deliciosa batatinha com ervas. Capricho na entrega e delicadeza de sabores por R$ 20,00.

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Pelos mesmos R$ 20,00, a Escola de Gastronomia Sal a Gosto trouxe um substancioso e suculento pullet pork ao barbecue servido no pãozinho com fatias de provolone. A cereja do bolo foi a mostarda reduzida com Jack Daniels. Grande receita!

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A cozinha étnica foi delicadamente bem representada pela chef Daniela Chedid, com uma variedade de receitas libanesas. Tinha kibe, Beirute e a tradicional doceria libanesa com uma cheirosa baclawa, mas acabei provando a Mjadra no Pote, que é uma mistura de arroz e lentilhas com um toque de cebolas caramelizadas por cima. Uma comida muito amorosa, remeteu à família – talvez pelas minhas raízes libanesas <3

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Os queridos da Nella Pietra Pizzaria arrasaram com a pizza expressa do chef Fábio Centenaro. Eu bem sei que pizza boa não precisa de uma infinidade de recheios. Uma marguerita bem feita é o que basta! R$ 20,00.

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Já difícil manter o ritmo, mas dei uma passada rápida no Mercado do Sanduíche pra rememorar grandes dias no Mercado Público de São Paulo, onde o sanduba de mortadela é um clássico. Aqui a mortadela Ceratti foi a estrela do dia – e não precisa mais nada além de um pãozinho d’água e umas fatias de queijo pra criar uma tentação irresistível por R$ 15,00.

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Chega de comer? Não, só uma pausa pra sobremesa. Joana, minha pequena ajudante de Culinarismo, ficou toda fã dos brownies da Doce Forma e levou um saquinho deles pra casa. Agora temos lá um estoquinho de brownies de MM’s, Stikadinho, chocolate ao leite e limão siciliano, que achei divino. Coisa mais afetiva com o atendimento querido da Simone Vanin por R$ 5,00 o pedaço.

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Brigadeiro é a especialidade da Márcia Callai, da Original Brigaderia. Uma infinidade de sabores e coloridos por R$ 5,00 a unidade, mas o que me cativou mesmo foi o inusitado docinho de grana padano, com seu toque salgadinho. É doido, mas é ótimo.

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Antes de me render à culpa, ainda passei pela banca do chef Alexandre Reolon, do Yoo Boutique, que estava flambando na hora o seu spaguetti all mare, com ostras e tudo mais. Uma generosa refeição por R$ 25,00.

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Entre uma prova e outra, tinha DJ, drinks e beers que adorei provar. Um conselho: não tente repetir esse exagero! Haha. Na próxima edição do Panela no Pátio, vou levar alguns ajudantes de degustação. Haha.

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Panela no Pátio

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Sabor de adoçar a vida na Varanda do Bolo

Um bolinho é aconchego, é esticar de pernas, é prosa leve. Aquela coisa de vó, com um cafezinho passado. hmmm. Deu vontade agora, mas não tenho. O jeito é relembrar os momentos de ontem mesmo, quando me deliciei na vitrine da Varanda do Bolo, em Caxias. A casa ainda não completou um ano de nova direção e novo nome (antes era Vó Neida), mas é só se recostar numa das delicadas almofadas pra se sentir totalmente íntimo do lugar.

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A ideia da Carla, a proprietária, é espalhar lindos bolos caseiros por Caxias.

DSC_2970O feitio é totalmente artesanal, sem misturas prontas e usando somente frutas frescas. Ao todo, são 20 tipos de bolo, mais três modelos de torta e outros tantos bolos de pote. Existem várias opções sem lactose. <3

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Naturalmente, não consegui provar toda a oferta da casa, mas escolhi a dedo alguns bolinhos, incluindo o naked cake, lançamento da estação – com ganache de chocolate branco e morangos.

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Também me arrisquei num clássico red velvet com cobertura cítrica açucarada.

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E depois, invertendo a lógica, provei o bolo salgado de palmito pra dar uma quebrada na doçura. Em média, as fatias custam R$ 6,00 e são bem generosas. Mas a ideia também é que você leve o bolo inteiro pra casa ou pra agradar o pessoal no trabalho, por R$ 27,00. Uma delícia pra confortar o dia.

 

Varanda do Bolo

Rua Vereador Mário Pezzi 662, sala 01,

Bairro Exposição, Caxias do Sul

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Descobrindo um Canta Maria diferente em Bento Gonçalves

No meio do corredor gastronômico de Bento Gonçalves, o Canta Maria abriu sua nova unidade cheia de novidades que prometem apaixonar turistas e locais.

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A começar pela casa incrível em que está instalado, um imóvel enorme no bairro Planalto, com três andares de salões e uma incrível adega vertical com mais rótulos nacionais, importados e o vinho próprio da casa. A ideia é dar um toque contemporâneo à gastronomia cultural que é já consagrada há mais de 15 anos.

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A adega vertical climatizada é a melhor das atrações. Você pode desfrutar calmamente da escada em espiral e os grandes rótulos que ao seu redor se acomodam.

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No subsolo, um bar aberto todos os dias a partir das 16h para aquele happy hour com a polenta do Canta Maria, que é, definitivamente, a melhor.

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O Canta Maria da Planalto vai abrir de terça a domingo, no almoço, das 11:30 às 15:00, e jantar das 19:00 às 23:00. Contará ainda com um Open Bar a partir das 16:00, com vinhos, espumantes, drinks e cervejas artesanais.

 

Canta Maria Gastronomia

Rua Parnaíba, Nº 777, bairro São Bento

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O outro lado do Sierra Burger

Arrumei confusão anos atrás fazendo uma avaliação dos melhores xis de Bento Gonçalves. A postagem deu o que falar, mas era apenas uma brincadeira que o pessoal levou muito a sério. Naquele tempo, o Sierra Burger tinha acabado de inaugurar e a avaliação deles já foi das melhores: o melhor sabor, a melhor apresentação, aroma incrível, perfeito sabor de churrasco, pão fresco. Hoje em dia, todo mundo já conhece os atributos do hambúrguer e muita gente vai até lá especialmente pela parmegiana. Mas existe um cantinho de pratos especiais no cardápio que merece ser explorado.

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Você não precisa cometer o sacrilégio de provar todos de uma vez, como eu. Mas escolha o melhor de três com essas dicas e aproveite mais do incrível aroma defumado que só o Sierra Burger oferece.

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Abri os trabalhos com o impecável assado de tira – suculento, ao ponto. Serve muito bem uma pessoa por R$ 30,00.

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O T-Bone estava igualmente delicioso: R$ 40,00.

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E a costelinha suína ao barbecue tanto quanto. O molho é da casa e dá pra sentir bem o toque caseiro. Ponto extra. R$ 42,00.

Foi uma experiência intimamente carnívora e que vale a pena para dias de grande apetite e informalidade.

Sierra Burger

Avenida Planalto, 883, Bento Gonçalves

Telefone: (54) 3701-3749

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Cobo Wine Bar, o lugar que estava faltando em Bento Gonçalves

Vinho é o elixir da vida.

Longe de mim aquela enochatice que só repele as pessoas. O que quero dizer aqui é que o vinho é muito mais do que a bebida que se bebe. É a comida que se serve junto, as risadas que acompanham, a conversa fiada e o perfume que sai das taças. Há muito tempo, o setor vinícola nacional vem trabalhando institucionalmente para descomplicar os rituais acerca do vinho e conquistar mais enoapaixonados. Continue lendo Cobo Wine Bar, o lugar que estava faltando em Bento Gonçalves

A simplicidade genuína do Cotidiano

O cotidiano pode ser uma tela em branco à espera de sua primeira pincelada; uma trilha em mata fechada ou no descampado; um clássico no Dia do Rock ou uma trilha de Tiersen. Ele não pode ser sem graça, sem música, sem cor, mas há que ser simples, como nós somos em essência.

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E se a vida é a gente que pinta, os chefs Laércio Vesterlund e Vicente Lovera escolheram bem o vermelho atijolado que transformou o casarão histórico no centro de Carlos Barbosa no Cotidiano Café e Cozinha. Uma graça de lugar, um belo balcão de confeitaria, o café tirado na hora e aquela luz natural que invade o salão.

DSC_0130O Cotidiano é multifacetado em sua proposta ao cliente. Abre cedinho, com um café da manhã estilo taberna europeia – torradas, frutas e café a R$ 7,50. Mais tarde, um almoço executivo caprichoso com opções de R$ 17,00 a R$ 22,00. À noite, só em jantares esporádicos e eventos especiais, como agora, no período da Festiqueijo.

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Tive a saborosa incumbência de provar o almoço da casa e garanto que é uma deliciosa opção cotidiana. A saladinha fresca está inclusa em todos os pratos, assim como o pão fresco do chef Laércio, um dos melhores chefs padeiros da Serra Gaúcha. São três ou quatro opções de almoço que a casa vai trocando periodicamente, respeitando a oferta de insumos para garantir o preço imbatível.

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Provei duas opções do lugar. O extracotto com purê de batatas: uma porção generosa e embebida por um excelente molho de vinho.

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Melhor ainda: porco com arroz cremoso de nata e queijos. Estava muito bem temperado e muito bem servido.

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Depois de tudo, a sobremesa também está inclusa e, nesse dia, havia creme de bergamota com calda de uva. Fechou exemplarmente o almoço que, para duas pessoas, teria saído por menos de R$ 40,00.

Excelente preço para um excelente almoço. Para esse ou para outros restaurantes ganharem ainda mais sabor, siga a dica de ouro do Culinarismo e leve uma boa companhia com você. Alguém com quem você possa rir ou alguém a quem você deseje muito ter por perto. Comer com gente chata dificulta a apreciação gastronômica, entende?!

Cotidiano Café e Cozinha
Rua Júlio de Castilhos, 100, Carlos Barbosa
Aberto de segunda a sexta, das 7h30min às 19h15min; sábados, das 8h às 22h30min; domingos, das 14h30min às 19h
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Inverno e sopas no Dolce Mattina Café

Inverno é aquela dobradinha de vinho e sopa, que a gente complementa com cobertinha de soft e maratona Netflix. Mas isso não significa que você precise se matar na cozinha. Eu, quando mordida pelo bicho da preguiça, pego uma mesa perto da brinquedoteca no Dolce Mattina Café e resolvo ao mesmo tempo a questão do tédio da Joana e da não-louça-pra-lavar.

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Experiência genuína no Champenoise Bistrô

O Champenoise Bistrô é daquelas novidades gastronômicas que atrai muitos olhares curiosos e, de fato, engrandece o repertório gastronômico local. Desde sua inauguração, em dezembro, é a vedete da rota dos espumantes de Pinto Bandeira – não somente porque extrapola os limites da culinária italiana, nem pela verdadeira obra prima servida à mesa, porque essa é apenas a ponta do iceberg. O que há de mais bonito e importante no bistrô é o que acontece nos bastidores e como os donos do negócio levam a efeito a filosofia slow food do prato à taça.

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ajudante de Culinarismo <3

Não se trata de um negócio, apenas. O pequeno restaurante é a materialização de um sonho sonhado pelo casal Marina Santos e Isarel Dedea Santos. Ela, enóloga com especialização em agroecologia. Ele, um chef de cozinha, pesquisador, experimentador da gastronomia. Suas ligações com o movimento slow food podem ser sentidas em cada prato dos menus degustação e, mais que isso, nas taças de Vinha Unna, que revelam um tesouro da vinificação ancestral. Quando você compreende a complexidade e a beleza do que é servido no bistrô, apaixona-se de pronto.

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Pra entender isso, visitei a propriedade do casal e vi de perto o cultivo orgânico de hortifrúti que serve de inspiração para o chef. Também degustei os delicados vinhos orgânicos e biodinâmicos produzidos por Marina e realmente fiquei perplexa com minha ignorância, até então, sobre a possibilidade de se vinificar uma uva que já é orgânica sem adição de nenhum tipo de levedura ou composto químico. É a natureza fazendo seu trabalho como se dava desde o Egito antigo e é um orgulho saber que tão perto de nós está uma das poucas enólogas brasileiras a resgatar essa técnica.

Tudo isso já credencia o bistrô como um acontecimento inédito e inusitado mesmo antes de se sentar à mesa. É pauta, é notícia, é um modelo de empreendedorismo pouco visto em nossa região. É uma agenda positiva que merece um olhar carinhoso. Mas aí você senta e a mágica se materializa.

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Minha reação foi agradecer aos céus pelo privilégio que começa pelos pães de fermentação natural oferecidos como couvert. O pesto é orgânico, como tudo o que é posto no prato. A manteiga é produzida pelo bistrô. A água é da fonte.

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O projeto de Marina e Israel demorou um bocado pra poder ser visto pelo público. À beira da estrada de Pinto Bandeira, a casa de 1927 que abriga o bistrô estava há muitos anos sem uso e precisou de uma completa reforma. Mas o resultado não poderia ser mais autêntico em sua confortável rusticidade.

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O bistrô abre de quinta a domingo para o almoço, com três opções de menu – ah, o menu (corações apaixonados). A entrada que muita gente vem postando no Instagram é essa aqui: uma flor de abóbora recheada com melão, copa artesanal e queijo pecorino da região. De fato, uma belíssima ideia.

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Eu, que pedi o outro menu, não me arrependi do folhado de pato com molho de espumante rosé e amoras. Detalhes citados na carta, como o “pato criado solto”, encantam e dão ainda mais significado para o que é servido.

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Essa é a entrada de dois dos menus. Depois temos um primeiro prato, um segundo prato e uma sobremesa. Os primeiros pratos, como na Itália, são massas. Um tortellini gratinado de codorna ao molho de ervas, que estava muito bom…

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e um caramelle de açafrão da terra recheado com zuchini defumado. Leve e delicado.

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As carnes, arrebatadoras. Para o menu que tinha a flor de abóbora como entrada, galinha caipira recheada com cebola doce e acompanhada de purê de moranga.

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Para o menu que tinha o folhado como entrada, carré de porco e pêssego grelhado.

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E para encerrar, sobremesas marcantes como esse gelato de espumante com calda de pitanga. Superverão!

 

A experiência tem preço justo. Os menus degustação tem preço que varia de R$ 65, R$ 75 e R$ 85. Na carta, além da Vinha Unna, figuram rótulos de outras vinícolas da região selecionadas pela enóloga.

 Champenoise Bistrô

Linha Amadeu, Pinto Bandeira

Aberto de quinta a domingo, para o almoço

Reservas: 54 9175-2732

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#barcelona : sujando as mãos em La Paradeta

*Esse post tem o apoio de La Taberna

Barcelona tem uma atmosfera excitante e sua gastronomia é também visceral, feita pra sujar os dedos e deixar uma satisfação quase culposa. Como a multidão multirracial que colore as ruas num vaivém incessante, a comida se colore com influências variadas.

Uma frutífera colore o centro de Barcelona. Como não amar?
Uma frutífera colore o centro de Barcelona. Como não amar?

Aqui, as raízes mediterrâneas e a comida camponesa compõem um repertório impossível de se desvendar em tão pouco tempo. Antes de embarcar nessa trip, me debrucei em meses de pesquisa para evitar os chamados “restaurantes turístico”, que servem comida barata e sem nenhuma ligação genuína com a cultura local.

Sagrada Família: meio clichê, mas realmente impressionante
Sagrada Família: meio clichê, mas realmente impressionante

Minhas pesquisas apontaram para clássicos da gastronomia catalã: tapas, jamón e frutos do mar. Numa ruela bucólica próximo da Sagrada Família, a deslumbrante igreja iniciada por Gaudi e ainda em obras, está o La Paradeta.

DSC_7844Esqueça o paradigma brasileiro de lagostas e finesse. Aqui, o serviço é muito simples e direto. Não há sequer cardápio.

DSC_7846Uma bancada com peixes e frutos do mar mostra ao cliente o menu do dia, como numa feira livre. Você escolhe o que deseja e o modo de preparo (frito, no vapor ou “a la plancha”), a atendente pesa e leva para a cozinha. Em minutos alguém grita o número do pedido e, basicamente, esse é o processo. Não tem frescura e o lugar é bem normalzão mesmo. A cerveja pequena custa 1,80 (euros, claro).

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Com todo o conhecimento que uma moradora da Serra Gaúcha pode ter sobre frutos do mar, olhei pra tudo aquilo e fiquei bem incerta do que pedir. Escolhi alguns clássicos, tipo atum e camarão, e outras coisas fui na surpresa mesmo. Quando a este primeiro prato, estava muitíssimo fresco e bem temperado, mas veio inteiro e deu certo trabalho pra comer.

DSC_7850Fora isso, pedimos caranguejo, que causou mais um pouco de bagunça na mesa…

DSC_7852…molusquinho no molho vermelho. Também de comer com a mão.

DSC_7858E, pra arrebatar (porque a coisa estava muito saudável), uma porção de sépia a milanesa…

Praticamente não usamos os talheres, mas deu pra entender porque os guardanapos daqui têm praticamente cinco camadas. Usa-se muito. Foi uma experiência bem genuína, que nos custou 40 euros, com bebida.

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Minha passagem por Barcelona foi pouco para tanta fascinação, mas encerra com um balanço de 10 restaurantes em dois dias. Pulamos de tapa em tapa, de doce em doce e ainda conseguimos bebericar um bom vinho branco orgânico no jantar. Circulei por alguns pontos turísticos consagrados e algumas ruas discretas do labirinto entre as Ramblas e Raval. Vi gente de todo mundo. Meu tempo aqui não foi o bastante, mas suficiente para decretar que um dia voltarei, quem sabe breve.

Mais posts sobre Barcelona em breve 😉

La Paradeta tem seis restaurantes em Barcelona. O da Sagrada Família fica na Passaje Simó, 18.

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