La Cosina, almoço da mamãe entregue em casa

Na gastronomia, notícias boas se espalham tão rápido quanto as ruins…e essa boa nova foi soprada no meu ouvido por uma amiga querida que sempre tem ótimas dicas pro blog. Há tempos vinha procurando uma opção de comida boa e barata pra provar esta minha tese, mas sempre acabava postergando porque a linha editorial que eu defini pro blog traz dois princípios básicos: a novidade e o inusitado. De fato, tem muita coisa boa no mercado, mas alguns já são se conhecimento público e outros têm uma proposta comum.

Faltava, portanto, encontrar algo tão bacana quanto uma marmita executiva com gosto de comida caseira, que não pingasse gordura e que tivesse um preço realmente muito atrativo. O La Cosina, de Bento Gonçalves, te entrega em casa um almoço completo por R$ 10,00 sem custo de tele-entrega. Duvidou? Mas é isso mesmo…e pra comprovar se o sabor é tão bacana quanto a proposta, fiz um test drive durante cinco dias.

Na segunda, comi arroz à jardineira com frango grelhado, abóbora caramelada e saladinha.

Na terça, adorei o basicão de arroz, feijão, couve refogada e molho de carne.

Quarta-feira, fui agraciada com um bifinho a parmegiana, salada e arroz. Delícia!!!

Na quinta-feira, um purezinho de batata, tirinhas de carne aceboladas e salada.

Fechando a semana, massa ao molho sugo, frango a milanesa com abacaxi e salada.

O tempero de tudo é bem caseiro, a comida tem pouco sal e nada daquele gostinho de caldo de galinha. Toda essa semana de almoço custou um total de R$ 50,00 sendo entregue em casa pontualmente no horário combinado. O La Cosina começou há um mês em Bento Gonçalves. É um negócio superfamiliar e com capacidade limitada de produção – 25 marmitas executivas por dia. É uma solução e tanto pra quem não tem tempo de cozinhar e não quer comer fora ou precisa almoçar no trabalho. Além de o preço ser incrível, aprovei a quantidade de comida que vem na marmita, na medida exata – nem demais, nem de menos. As marmitas todas eu lavei e deixei guardadas. Elas são ótimas pra congelar comida ou guardar aquela sobrinha do jantar.

La Cosina Tele-entrega de marmita executiva Telefone: (54) 3701-3979 ou 9249-6868 www.facebook.com/lacosina.bento

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Restaurante Caldeira: se a Joana gostou, está aprovado

O restaurante Caldeira, que leva o nome do dono, abriu há pouco em Bento Gonçalves e já está na boca do povo, então tinha que conferir se é tudo aquilo o que estão dizendo. Fui com a indicação de provar o bacalhau, apontado como especialidade da casa, mas confesso que não tenho boas experiências com esse peixe, então já entrei pensando numa alternativa. De cara, adorei a decoração, ultrarrústica, com várias caixas de fruta penduradas no teto. Tudo muito bem pensado.

caldeira DECORACAO

Já adianto que o restaurante tem poucos lugares, então é melhor se prevenir com reserva antecipada. Eu mesma já havia tentado jantar lá dias atrás e estava lotado. Acabei tendo que me contentar com um certo estabelecimento de atendimento péssimo e preço salgado.
Mas, voltando ao assunto, na segunda tentativa fui com reserva e avisei que eram duas pessoas: um adulto e uma criança. Fiz isso só por formalidade, porque já estou bastante acostumada a improvisar com almofadas sobre a cadeira pra minha filha poder sentar. Isso sem contar os restaurantes que, querendo parecer simpáticos, trazem para a criança uma colher de sopa que não caberia nem na boca de um adulto (post desabafo,hehehe).
Retomando mais uma vez, ao chegar já reparei que na mesa ao lado tinha um casal com seus dois filhos e, pouco a pouco, praticamente todas as pessoas que iam chegando estavam acompanhadas por crianças. Isso não é por acaso. Só quem tem filhos pequenos valoriza um restaurante que está preparado para receber crianças, e isso diz muito sobre o lugar – principalmente, que aquele é um ambiente para você se sentir bem sem ter que deixar metade da família em casa.

Adorei que eles tinham prato, copo e talheres infantis. E a Joana também ficou superempolgada, embora a foto não transpareça…é que ela está entrando numa fase de aversão a fotografia.

A Joana pediu uma massinha aos sete queijos, mas eu ainda estava num impasse sobre o que comer, já que o bacalhau realmente não faz a minha cabeça. Olhei pra mesa do lado e cobicei o filé a parmegiana deles, mas achei que não daria uma avaliação apropriada do lugar. Afinal, esse é um prato bastante comum por aqui. Enquanto deliberava, comi todo o pãozinho com tomate seco servido como entrada.

Por fim, decidi pedir “Ossobuco com polenta mole e salada”, ao preço de R$ 45,00 para duas pessoas (não, eu não comi tudo – pedi meia porção). Essa foi uma escolha bem pessoal mesmo. Imagino que a maioria das pessoas ia preferir uma das inúmeras opções da casa com filé, peixe, frango, porco ou cordeiro. Mas eu achei que combinava com a cara do lugar e não errei. Estava muito bom e indico, desde que você goste de uma pimenta de leve.
Ainda pretendo voltar ao Caldeira e provar o filé a parmegiana e o resto todo – quem sabe até me arriscar no bacalhau. Mas o que posso dizer por hoje é que eu e a Joana aprovamos o atendimento e o cardápio, e que ela adorou comer com talheres que cabiam em sua boquinha de três anos!!!

Caldeira Restaurante Bar
Rua Antônio Ducatti, 138, bairro Cidade Alta
Bento Gonçalves
Telefone: (54) 3701 0272
Aberto de terças a sábados, das 18h30min às 23h
Aceita cartões

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Mil motivos pra amar o Empório Canela

 

Em Canela, bem pertinho da Catedral de Pedra, está um dos meus lugares favoritos pra jogar conversa fora – seja beliscando uma coisinha, almoçando com a família ou jantando a dois. Não se trata de um bar, uma loja de suvenires, uma casa de artesanato, uma livraria, um café nem propriamente um restaurante. É tudo junto e um pouco mais.

emporio enfeites

emporio vinis

É onde se encontra um presente perfeito praquele amigo que curte vinis; onde as crianças são super bem recebidas e podem mexer nos livros ou pintar um desenho pra mamãe; onde você vai se sentir à vontade bebendo uma cerveja no ponto, um cálice de vinho ou um tchai indiano… e onde você pode fazer tudo isso acompanhado do seu melhor amigo cão!

emporio cao

Eu já adorava o Empório Canela antes de ver essa fofura de foto no Facebook. Entendo que a maioria dos lugares não pode se dar a esse luxo em função da Vigilância Sanitária e tal. Em ambientes fechados, também poderia dar muita confusão cães e garçons dividindo o mesmo espaço de passagem. Mas, no Empório Canela, tem mesas na área externa, dentro da casa e no deck lateral.


Então, se você não é muito chegado a cães, também vai encontrar um bom lugar entre os livros e mimos que adornam as paredes e que estão à venda, como praticamente tudo que faz parte da decoração.

Bom, mas chega de introdução. Afinal, mesmo com todas essas atrações, o Empório Canela não seria nada se fossem as delícias do seu cardápio. Tem comida pra todo grau de fome e eu, quando quero dar só uma aperitivada, escolho sempre as provoletas – provolone, tomate seco, rúcula picadinha e pão. Isso + uma cerveja bem gelada = momentos de prazer!

Pra almoçar ou jantar, a minha sugestão e ir direto na prata da casa: Filé recheado com queijo brie, mix de cogumelos e risoto de aspargos. É um dos pratos mais vendidos do Empório há muitos anos e eu cito três motivos! Motivo 1: a carne SEMPRE vem no ponto que eu peço. Parece óbvio, mas estou cansada de pedir filé ao ponto e receber carne passada que nem borracha. Motivo 2: o prato vem com três variedades de cogumelos frescos – shimeji, shitake e paris. Motivo 3: os aspargos do risoto são frescos. Pronto: pode pedir que não tem erro.

Ai de você se passar por Canela e passar reto pelo Empório! Nem vale citar preço porque o cardápio vai de pão de queijo a alaminuta, passado pelo famoso filé ao brie. Não tem desculpa!

Empório Canela
Rua Felisberto Soares, 258, Centro, Canela (RS)
Fone (54) 3031 1000
Aberto de quarta a segunda, das 11h às 23h30min (entendeu? Todos os dias EXCETO às terças)
www.emporiocanela.com.br

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O irrepreensível Irlandês

O livre arbítrio: defendo hoje e defenderei sempre. Assim sendo, como todo mundo tem direito de ser o que é (desde que isso não fira a integridade dos outros, tipo ser psicopata, canibal ou sonegar impostos), vamos partir do princípio que não é pecado gostar de carne! Pois se você pertence ao time dos carnívoros, como eu, não pode deixar de conhecer O Irlandês Stackhouse – em Gramado, bem na entrada, muito fácil de achar. Posso seguramente afirmar que esse restaurante figura no meu Top 5 e muito possivelmente ocupa lugar no pódio.

irlandes salao

O ambiente é meio pub, meio restaurante. Você pode comer em qualquer um dos espaços, dependendo do grau de sossego que desejar. A carta de cervejas traz mais de 50 rótulos nacionais e importados de primeira linha. Abri os trabalhos com uma Saint Bier Belgian Golden Ale, que eu sempre acabo pedindo quando estou em dúvida. É uma pedida espetacular. Dourada, encorpada e desce bem. Enquanto curtia a primeira rodada esperando a entrada, o músico da casa veio se apresentar e o garçom quis saber se a cerveja estava ao ponto. Plim! Ganharam um pontinho extra só pela cortesia.

irlandes entrada

Como entrada, pedi Torta Irlandesa, um tipo de escondidinho com carne

refogada na cerveja Guiness e coberta por purê de batata. Serviu bem duas pessoas. Indico!

O prato principal, obviamente, são as carnes de diversos cortes e origens. Primeiro, você opta entre bovino, suíno, peixe, frango ou cordeiro. Aí o cardápio traz uma lista grande de guarnições da qual se escolhe duas como acompanhamento. O prato é individual. Como fui acompanhada, tive a oportunidade de provar duas opções inesquecíveis.

irlandes tbone

O primeiro foi um T-bone suculento acompanhado por cebolas grelhadas e jacket potato.

Sabor nota 10, ponto da carne nota 10, visual do prato nota 10. Já poderia ir embora plenamente satisfeita…

…Mas é aí que vem o tchã! Quem gosta de experiências gastronômicas vai entender o meu ponto de vista. Qual a vantagem de conhecer novos restaurantes – e pagar bem por isso – se você não tiver coragem de provar a especialidade da casa? Fui posta à prova nesse dia, pois minhas experiências pregressas com cordeiro não tinham sido das melhores. Meti o carão e pedi o tal cordeiro totalmente na confiança, pois estava escrito em letras garrafais no cardápio: NOSSA ESPECIALIDADE. Essa era a única opção da casa que já vinha com uma sugestão de guarnições. Aceitei o prato como estava sugerido: escalopes de Cordeiro com molho acompanhado de purê de cará e couve frita. Definitivamente, não me arrependi do tiro no escuro.

irlandes cordeiro
Em todo esse ínterim, os garçons vieram à mesa saber se a carne estava no ponto, se a cerveja estava agradando, se desejávamos uma foto de lembrança. Coisa de outro planeta? Na verdade, é só atendimento de qualidade. E aliás, não sei como a gente acaba aceitando ser tratado com displicência no dia a dia, quando você está pagando pra ser servido. Por essas e outras, é que coloquei O Irlandês na minha listinha preferencial.
No caixa, fomos atendidos pelo proprietário, que ainda chamou a cozinheira pra que eu externasse pessoalmente meus elogios.

O Irlandês foi simplesmente irrepreensível. O jantar todo custou R$ 114,70 (entrada + dois pratos – sem bebida). E para a alegria do turista, a casa oferece transporte gratuito de hotéis em Gramado e te atende praticamente a qualquer horário. Aberto das 11h30min até a meia noite, o Irlandês te serve um bom almoço a qualquer horário, pois não fecha durante a tarde.

O Irlandês Stackhouse
Avenida das Hortênsias, 1511, Gramado – RS
Fone (54) 3286 3963
Aberto todos os dias das 11h30min às 24h
www.oirlandes.com.br

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Hambúrgueres do mundo no interior de Farroupilha

Um passeio pelo interior da Serra Gaúcha sempre vale a pena. Se desembocar num café supercharmoso e cheio de ideias inusitadas pra cativar o cliente, é ainda melhor. Depois de uns meses fechado pra balanço, o Estação Café Blauth, no interior de Farroupilha, reabriu com rodada dupla de chopp artesanal toda sexta de noite, café da manhã americano aos domingos e um cardápio pra lá de variado, indo da tradicional pizza até petiscos mexicanos.

blauth fachadaA decoração tem um tom todo vintage que deixa o café ainda mais aconchegante. Além das fotos em P&B nas paredes, no balcão há uma coleção sensacional de caixinhas de fósforo promocionais. Hoje em dia não é mais tão comum esse tipo de brinde, afinal, o público fumante caiu muito. Mas se você foi a algum lugar bacana, ganhou uma dessas e não pretende usar, pode contribuir com a decoração do Estação Café Blauth.

Created with Nokia Smart Cam

blauth sucoPra abrir os trabalhos, fui direto nos sucos e gasosas da casa. Essa gasosa de trás é bem refrescante, de maçã verde. Mas o que realmente vale a pena é este suco de frutas vermelhas com morango, framboesa e mirtilo rusticamente batidos. Dá pra sentir os pedacinhos das frutas e do gelo. O suco dispensa totalmente a adição de açúcar e o tchan dele, sem dúvida, foi saber que os mirtilos são plantados ali mesmo, logo atrás do café. Ou seja, além de uma delícia, é um exemplo de produção consciente.

A proposta toda do lugar é legal e o cardápio deixa até uma pontinha de indecisão, mas fui ao Café Blauth especialmente pra degustar a grande vedete do menu: os novos hambúrgueres com sabores do mundo. Primeiro: esqueça suas experiências pregressas com xis. Não tem absolutamente nada a ver. Trata-se de um verdadeiro prato gourmet, com hambúrguer de picanha e ingredientes importados, inclusive. São três opções: hambúrguer americano, francês e uruguaio. Na dúvida e para melhor avaliar, lógico, pedi um de cada. Difícil escolha, mas no final elegi o meu favorito.

blauth americanoO americano é uma opção bem tradicional e com sabor marcante por conta do molho barbecue, que não podia faltar. Leva ainda picles, alface americana e bacon – tudo bem adequado à proposta. Nota 10. (repare na qualidade dos condimentos logo atrás do hambúrguer. Nada de sachê de marca ruim, é Heinz mesmo!)

blauth francesO francês, por outro lado, é um hambúrguer de sabor ultradelicado, com ingredientes importados e dedicado ao cliente que aprecia uma experiência gastronômica mais suave. O pão já é diferente, estilo brioche. No lugar da alface, rúcula e o queijo muçarela aqui é substituído por gouda. Pra um francês que se preze, não podia faltar mostarda dijon. Nota 10 também.

blauth uruguaio

Todos sabemos que gostos não se discutem, mas no meu pódio o primeiro lugar é para o hambúrguer uruguaio – rústico e suculento, como manda o figurino. O pão é cervejinha e o toque especial fica por conta de pimentões e tomates grelhados…tudo muito bem temperado com molho parrillero. Nota 1000!
Obviamente depois dessa refeição não deu sequer pra pedir uma sobremesa. Mas encarei outro suco pra encerrar, porque era simplesmente divino! Cada hambúrguer desse custou R$ 19,00. O suco sai por R$ 4,50. Continha módica perto da experiência vivida!

Estação Café Blauth
VRS-813, quilômetro 09, Desvio Blauth
Farroupilha/RS
Fone (54) 3261 9478
Aberto às sextas, sábados e domingos
Cartões: Visa e Master
Link para o facebook aqui!

 

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Banquete alemão sem precedentes

Nunca entre despreparado num restaurante alemão, sob risco de não chegar aos pratos principais e deixar passar a belezura de um apfelstrudel com sorvete de creme. Esse é um programa para os fortes: gente capaz de aguentar temperos marcantes e comida em quantidade absurda.

Se a pedida é enfiar o pé na jaca meeeesmo, vale deixar a dieta pra depois e partir com tudo pro Otto Restaurante, localizado dentro do Hotel Ritta Höppner, bem em frente ao Minimundo, em Gramado. Não diga que não avisei, é uma refeição para os fortes, em um lugar encantador – um pedacinho da Alemanha bem aqui perto de nós.

Ainda escolhia o que beber quando o garçom chegou com a primeira leva, uma familiar salada de batatas e pães com mostardas diversas. Bom pra começar, mas não vale a pena perder muito tempo nisso aí, porque logo vem a parte que interessa.

As guarnições de um almoço alemão ocupam toda a mesa. Não é tão simples, mas vale a pena provar um pouquinho de cada coisa. Para mim, o ponto alto foi o bolinho de batata com purê de maçã (esse na parte de baixo da foto) e uma massa cozida no queijo com linguiça. Mas ainda tinha chucrute, repolho roxo, purê de batatas (deu pra perceber que alemães comem muita batata), arroz com cogumelos, língua ao molho de ervilha (passei) e bife a rolê. Enquanto tentava ordenar todos esses pratos, o querido do garçom já trazia as carnes…

   Pato ao molho de frutas vermelhas                                                                                          Suíno defumadinho!

   Suíno empanado ao molho de nata e ervas – muito bom!                                                 …E o famoso joelho de porco

O almoço dava direito à repetição de tudo, incluindo as guarnições que já estavam sobre a mesa. Eles não deixam nenhuma opção acabar e nada esfriar. O serviço não para. Mas chega um momento que você simplesmente não consegue mais.

Então, além de um bom café espresso, me rendi a um último pecado: o apfelstrudel com sorvete. Prefiro não pensar quanta manteiga leva essa receita, o que na verdade não faz a menor diferença depois de tanta comilança. A culinária alemã é ótima…pra ocasiões esporádicas. Alguém como eu, que não sabe o que é comer moderadamente, não deveria comer algo assim mais do que uma vez por ano! Mas superindico a experiência pra quem curte um porquinho e não tem restrição a batata!!!
O almoço sem bebida e com a sobremesa inclusa custou R$ 52,00 mais os famosos 10% = R$ 57,20.

Otto Restaurante – Hotel Ritta Höppner
Rua Pedro Candiago, 305 – Bairro Planalto
Gramado/RS Brasil
Fone: (54) 3286 1334
www.rittahoppner.com.br

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Delícias da terrinha e preço incrível na Vindima da Lovara

Ao contrário da maioria dos analistas de plantão, adoro quando as iniciativas da coletividade dão certo. Demora, dá trabalho e sempre tem uns tropeços no caminho, até que as ideias amadurecem e começam a sair do papel. Alguém aí lembra o que o verão de Bento Gonçalves tinha a oferecer para os turistas uns cinco anos atrás? Deixe-me pensar… algumas atrações esparsas e mal comunicadas. Por isso sou a maior entusiasta da Vindima – não só a de Bento Gonçalves, mas de toda a Serra Gaúcha. Sou sempre suspeita a falar sobre Gramado/Canela. Amo estar nas Hortênsias, as atrações nunca se esgotam. Mas também acho que o lado de cá tem muito a oferecer.

Recebi um folhetinho com a programação da Vindima e entre as opções, que são tantas, bati o olho na Colheita ao Luar, oferecida pela Vinícola Lovara. A promessa em si já é bem completa, com pratos harmonizados e um after em meio aos parreirais. Mas a entrega foi muito, muito superior! Desfrutei de intensas horas de prazer gastronômico e diversão pagando um valor totalmente acessível (o preço eu conto no final).

Pra começar, você sequer precisa dirigir até a vinícola, embora ela esteja localizada no bairro Salgado, mais perto que a maioria das concorrentes. Pra esse atrativo, é oferecido transfer saindo do Dall’Onder Grande Hotel e do Vittoria. Ou seja, consciência livre pra passar da conta. A recepção é com espumantes da casa em uma tacinha de acrílico bem charmosa que você já ganha de presente.

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Depois, na cave, começa o jantar harmonizado. A entrada é uma salada verde com melão e presunto Parma, servida com um branco Lovara Chardonnay. Não sou grande apreciadora de vinhos brancos. A mim, parecem muito frutados, não agradam o paladar. Mas ok, a salada estava ótima e vinhos são como cores e amores né?! Cada um na sua. A seguir, um penne ao molho tradicional daqueles bem caseiros mesmo, harmonizado com Lovara Cabernet Sauvignon safra 2011. Aí já começamos a falar a mesma língua. Papo vai, papo vem, fizemos alguns amigos turistas – o que é ótimo, porque eles conseguem ver com muito mais clareza as belezas dessa terra, por vezes negligenciadas por nós, moradores.
Pro próximo inverno já decidi que vou ter na adega pelo menos dois exemplares do Gran Lovara… encorpado na medida pra mim e servido com um tablete de chocolate amargo. Delícia! Mas isso ainda não era a sobremesa. O gran finale mesmo foi a pêra ao vinho com sorvete harmonizado com o espumante Brut Rosé da casa. Caiu como uma luva – tanto que saí da vinícola com três garrafas a tiracolo.

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Até aí, o preço do jantar já estava mais do que pago. Mas isso era só a metade. Emoldurada por por essa vista incrível, esperava por nós uma mesa de pães, uvas, outras tantas taças de espumante e picolés de uva. Para as crianças, pipoca e suco. Pra animar a noite, música ao vivo. E até repelente pra espantar os mosquitinhos. Ficamos por ali mais uma hora e meia desfrutando o pôr-do-sol com nossas tacinhas de acrílico sempre bem abastecidas pelos garçons.

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Tá bom ou quer mais?
Tem mais: toda essa mordomia custou R$ 45,00 por pessoa. Uma atração bacana com preço ótimo e que certamente resultou em muitos simpatizantes para a vinícola – como eu. Enquanto não caírem as temperaturas, na minha geladeira impera a Brut Rosé da Lovara.
Até março, quando encerra a programação da Vindima, a vinícola ainda oferece várias edições da Colheita ao Luar e outros jantares harmonizados. Vale também conferir a programação completa. Tem atrações pra todos os gostos e bolsos: clique aqui!

Vinícola Lovara
Rua José Benedetti, 222, bairro Salgado, Bento Gonçalves
54 2102 9005
www.vinicolalovara.com.br

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O sabor cosmopolita de Buenos Aires – parte 2

Já disse e repito que não se pode – nem se deve – visitar Buenos Aires e manter os parâmetros de uma dieta 100% balanceada. É bom esquecer a balança e a culpa em casa, porque esse pecadinho vale a pena. Os sabores que a capital portenha oferece são únicos e incomparáveis – e harmonizam perfeitamente com uma Quilmes ou Imperial gelada. Mas esse túnel de gula tem uma luzinha no final, e dá pra compensar as refeições pesadas com opções mais equilibradas. Tá no título desse post: cosmopolita é a palavra que define a gastronomia local e nem todos os restaurantes vivem de parilla.

caveira

Pode acreditar, em Buenos Aires comi o melhor sushi da minha vida (considerando que nunca estive no Japão), a melhor comida natureba e os melhores burritos (considerando que também não estive no México). Cheguei a esses lugares totalmente por acaso, a exceção do Lupita Mexican Bar, que foi altamente recomendado por vários blogs. O “restobar” foge um pouco da proposta comida leve, mas não pesa tanto quanto a parilla argentina.

furaibo sushi

Eles têm três filiais em Buenos Aires e mais uma em Punta Del Este, mas acabamos escolhendo o restaurante de Puerto Madero pelo charme da paisagem e também por ser mais próximo do nosso hotel. Não tem como deixar de se impressionar com a decoração, que mistura imagens de Nossa Senhora de Guardalupe com caveiras mexicanas. Na dúvida sobre o que pedir, fomos direto no combo de seis peças, com dois tacos, duas quesadillas e dois burritos servidos com guacamole, geleia picante de tomate e geleia de jalapeños. Picoso! (tenho um segredinho sobre esse jantar, mas só conto no final).

Sobre comida oriental, a Casa de Chás e Restaurante Japonês Furaibo foi certamente a experiência mais completa que já tive. O restaurante tem algumas restrições e a principal delas é o pagamento apenas em dinheiro – o que nem faz tanta diferença mais… depois de 10 dias em Buenos Aires, você certamente já se acostumou a essa exigência local. Eles também não gostam muito que se chegue sem reserva, mas ok, não deixarão de atendê-lo se houver lugar.

furaibo entrada

Subindo as escadas, já percebi a diferença entre este e o sushi a que estamos acostumados. Esses lugares que a gente frequenta normalmente, com festival a preço fixo e mesas superconcorridas, não passam perto do Furaibo. Ali, senti que a comida propriamente dita era apenas parte da experiência. O lugar era um verdadeiro templo. Pra começar, o restaurante funciona em uma das casas mais antigas de Buenos Aires – um sobrado com pé direito altíssimo preservado da ruína, que recria o mundo dos antigos templos budistas do Japão.

furaibo sushi

Aberto para o almoço e jantar, o Furaibo tem uma programação de cerimônias do chá, noites de mantra e oficinas de nutrição molecular. Em minha estada na capital portenha, tive que repetir a dose de Furaibo e acabei indo ao restaurante duas vezes. Na segunda, fui surpreendida por uma experiência de música ao vivo com cítara. Vá sem pressa, sozinho ou em boa companhia, e você terá uma experiência incrível de paz, o que contribuiu muito pra eu eleger esse o meu sushi favorito.

furaibo citara pic nic cardapio

Agora, vos apresento o paraíso da comida saudável, localizado ironicamente em meio ao caos da rua Florida: PICNIC. Preço justíssimo e nada de muita elaboração. É pra quem está de passagem mesmo, tipo um fast food politicamente correto. Conforme informações do cardápio, eles não usam nenhum tipo de ingrediente industrializado ou produtos de origem animal. E nem por isso a comida é sem graça!

pic nic lasanha

Entrei sem saber muito do que se tratava e pedi uma lasanha da casa pela qual paguei 57 pesos com bebida (menos de 15 reais). Uau! Na volta pra casa, a primeira coisa que tentei cozinhar foi uma réplica dessa lasanha…a massa era algo como pão sírio e o recheio parecia brócolis ou couve – algo entre uma coisa e outra. Por cima, um delicioso molho vermelho um saboroso creme branco de algo desconhecido, já que eles não serviriam nada à base de leite de vaca. A água saborizada que acompanha é deliciosa e tudo é muito fresco. Com opções variadas pra comer ali ou em casa, o PICNIC te dá 50% de desconto nas comidas pra levar depois das cinco da tarde. A ideia toda do lugar é muito consciente.

Não deu outra né?! Dois dias depois, com o bolso já apertado e o corpo pedindo um tempo do cardápio típico de Buenos Aires, voltamos ao PICNIC e aí eu provei um risoto integral de cogumelos –, divino. Dá pra notar que as comidas levam pouco ou nenhum sal e, ainda assim, o sabor é muito autêntico. Ah, e eles aceitam cartão, acredita?

pic nic risoto

Então é isso gente, minhas férias tiveram alguns bares, muitos tragos, um tango aqui e outro ali, alguns pesos perdidos no cassino e uma verdadeira expedição gastronômica. Trouxe pra cá, claro, as melhores passagens, mas você sabe: algumas furadas também fazem parte da viagem. Pra fugir das roubadas, uma dica básica que serve pra tudo: não acredite em ofertas mirabolantes. Comida é um negócio como outro qualquer e, se alguém está oferecendo refeições incríveis a preço de banana, algo está errado. O bom não precisa custar caro, mas também não vem de graça!
Falando sobre relação custo/benefício, estou empolgadíssima com a programação da Vindima da Serra Gaúcha. Foi um projeto que deu certo! Conto mais no próximo post!

(Ainda sobre a comida mexicana do Lupita, a pimenta do lugar e uns drinks

a mais me fizeram ceder a um assunto que fazia parte da pauta familiar há tempos.

No fim das férias, fomos buscar a nova integrante da família. Adivinha o nome dela? Lupita!)

eu e lupita

Furaibo
Adolfo Alsina, 429, Buenos Aires
www.furaiboba.com.ar

Lupita Mexican Bar
Olga Cosettini, 1091, Dique 3, Puerto Madero, Buenos Aires
www.lupitaweb.com.ar

PICNIC Buenos Aires
Florida, 102, Buenos Aires
www.facebook.com/picnicbuenosaires

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O sabor cosmopolita de Buenos Aires – parte 1

Minhas férias em Buenos Aires terminaram com quilos a mais na balança e um peso extra na consciência. A cidade é linda, sob todos os aspectos. A mim, encantou cada ladrilho, vitral e fachada centenária. Em suas calçadas românticas, minha imaginação viajou pelos áureos anos do início do século passado. A história dita o tom do lugar e cada passo dá uma foto perfeita. Mas essa viagem – que lástima – não teve o mesmo brilho. A Argentina passa por maus bocados e registrou o verão mais quente em 30 anos. Não pude ficar alheia ao fato de que boa parte da população portenha passou até 20 dias sem luz, mesmo que no meu quarto de hotel o ar condicionado proporcionasse uma noite de sono tranquila.
As poucas lojas da rua Florida que aceitam cartão estavam liquidando o estoque com pagamento em dinheiro porque não tinham energia elétrica pra se manter funcionando. O recolhimento do lixo também estava prejudicado e muitos moradores reclamaram do descaso da empresa fornecedora de energia. A situação política atual é bem turbulenta. Em meio ao caos da falta de luz, a presidente Cristina tomou um belo chá de sumiço e sequer enviou uma mensagem de feliz ano novo para os argentinos.

Dito isto, vamo-nos ater aos quilos que ganhei em Buenos Aires, dos quais não me arrependo – embora pretenda perdê-los em breve. Verdade seja dita: o serviço dos restaurantes vai de ruim a péssimo, o atendimento é demorado, quase nenhum estabelecimento aceita cartão e existem algumas peculiaridades locais a serem entendidas. Além da ‘propina’ para o garçom, com a qual já estamos acostumados por aqui também, existe a estranhíssima taxa de ‘cubiertos’: ou seja, simploriamente falando, você paga pelos talheres que usa. Na verdade, é uma taxa adicional obrigatória pelos serviços da casa. Estranho, mas faz parte da cultura local e não vale a pena perder o sono nem as refeições memoráveis que se pode fazer por causa desses pesos a mais.
A capital portenha me ofereceu experiências incríveis que quero dividir com vocês em dois posts: a melhor carne, o melhor sushi, a melhor comida mexicana e o melhor restaurante natureba da minha vida até então! Além, claro, de drinks muito loucos em porões escuros e uma overdose de cerveja de bar em bar. A propósito, entre Quilmes e Imperial, a segunda me caiu bem melhor!
Nossa saga culinária em Buenos Aires começou com uns bons drinks no Florería Atlántico, um lugar surpreendente oculto nos porões de uma floricultura e loja de vinhos localizada no Retiro.

floreria vista geral

O Atlántico oferece muito mais que uma carta incrível de coquetéis inspirados nos países que povoaram a Argentina. Pra chegar ao bar eleito pela Drink International como o melhor da América Latina e Caribe em 2013, você deve entrar na loja e descer as escadas que se escondem atrás de uma porta de câmara frigorífica.

floreria paredesO cenário é envolvente e nos leva aos mistérios do fundo do mar, com seres mitológicos desenhados a mão nas paredes, pratinhos esmaltados e coquetéis servidos em vidrinho de azeitona (!!!). Tudo de uma displicência calculada que torna o bar ainda mais genial!

floreria comida floreria drink

Dizem que o bar pertence a três dos melhores barmans de Buenos Aires, o que não é de se duvidar, se você levar em conta a complexidade da carta de drinques. As opções são divididas por nomes de países, com bebidas típicas dos povoadores da Argentina e, no final, algumas opções extras também – como a capirinha. Impossível provar uma delícia de cada país, porque são muitas e eu certamente daria Perda Total. Mas tomamos um drinque inglês e uma francês, ambos bem ‘diferentex’.

A parilla dá o tom de Buenos Aires, claro! Ela está em todos os cardápios (praticamente todos, como vou contar no próximo post) e, além da qualidade excelente, você encontra bons pratos a um preço muito módico quando comparado ao Brasil. Conheci algumas ‘cabañas’ locais que servem os melhores cortes da Argentina, inclusive uma que cria o próprio gado. Mas o suprassumo do bom atendimento, requinte e da melhor carne da minha vida foi o La Cabaña, em Puerto Madero.

la cabana salao

Com vista para o Rio da Prata, o restaurante tem meros 79 anos de tradição, uma carta de vinhos capaz de agradar ao paladar mais exigente e uma extensa lista de clientes famosos.

Olha quem já compartilhou o mesmo recinto comigo?

la cabana madonna

Os restaurantes de Buenos Aires servem entradas deliciosas, com pães quentinhos e um bom vinagrete ou chimichurri pra acompanhar. No La Cabaña não foi diferente. Como o prato principal demora bastante em função do tempo de preparo, você vai se divertindo com alguns mimos enquanto espera. Mas não vale passar da conta na entrada, porque o bom mesmo é a carne. O Gran Baby Beef da casa leva quase uma hora pra ficar pronto, mas como fui ao restaurante pra lá da meia noite, eles apressaram um pouco o preparo dividindo o corte ao meio. Nada que comprometesse a delícia desse prato.

la cabana carne

Se você vai ao país da parilla, não dá pra sair de lá sem uma boa história pra contar. Um restaurante desse nível tem seu preço, mas considerando que é perfeitamente possível gastar menos de 100 reais em ótimas refeições para duas pessoas, então vale a pena separar 800 pesos argentinos pra ter uma experiência única dessas.

La Barrica La Barrica Chorizo

Outra parada gastronômica obrigatória – essa, muito mais roots – é o Caminito. Impossível passar por ali e não se deleitar num belo chorizo ao som de tango e acompanhado por uma Quilmes gelada. Como turista que se preze, obviamente paguei uns trocados pra tirar uma foto fake dançando tango. Mas essa está muito bem guardada!

Tenho mais pra contar, mas deixo pro próximo post! Você não vai acreditar na maravilhosa alternativa natureba que Buenos Aires oferece pra quem não come carne ou precisa desintoxicar!

Florería Atlántico

Arroyo 872, Buenos Aires

facebook.com/FloreriaAtlantico

La Cabanã

Alicia Moreau de Justo, 380

www.lacabanabuenosaires.com.ar

La Barrica

Magallanes, 845, Caminito

www.labarrica.com.ar

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Valle Rústico, uma experiência revigorante

A maioria das pessoas, quando sai para comer, espera ser atendida e servida em 10 minutos. Comemos a galope e pagamos a conta rapidinho pra desocupar a mesa. Afinal, deve haver um consenso de que lugares lotados são os melhores. Nunca lhe aconteceu de o garçom levar os pratos enquanto você ainda mastiga? Não é apenas impressão, eles estão lhe enxotando. Isso é fast food – um monstro que nós ajudamos a alimentar todos os dias, com a pressa e a completa displicência com o que entra no nosso corpo.
Mas nem todo lugar é assim… esta é a história de como subi de uma só vez pelo menos 10 degraus rumo ao meu presente de Natal…
Minha mãe teve uma experiência desagradável com seus cabelos recentemente. Como toda a mulher, ela é do tipo que vai mudando de cabelo conforme muda a vida… Para cada decepção, um tom a menos, um repicado a mais. Infelizmente, ela caiu na armadilha de testar um novo cabeleireiro. Sabe-se lá o que deu errado, mas ela saiu do salão um pouco, digamos, mudada. Nos dias que se seguiram, ela mal colocou os pés pra fora de casa. É incrível como o humor de uma mulher pode ser afetado por essas coisas…
Achei que daria uma animada levar a “muié” pra afogar as mágoas numa sequência de pizzas artesanais maravilhosa no Valle Rústico – no 15 da Graciema, bem escondidinho entre as belezas do Vale dos Vinhedos. Esse restaurante é daqueles românticos, retirados, perfeito pra brindar a dois. A vista é espetacular. Veja bem o que uma filha não faz pelo sorriso de sua mãe 😉
Nesse dia em especial, logo de cara já curti a recepção. Pra mim, o som ambiente fala muito sobre um restaurante. Você não pode agradar a gregos e troianos, mas continuar repetindo a mesma coletânea do Kenny G da década de 1990 é de doer. No Valle Rústico, tocava Franz Ferdinand quando cheguei. Não precisa dizer mais nada…
Tudo eram flores até que o garçom – um querido, por sinal – trouxe a notícia fatídica: as pizzas foram retiradas do cardápio 🙁
E agora? Sempre imaginei que esse fosse o carro-chefe da casa. Elas eram diferentes que qualquer pizza que eu tenha conhecimento na Serra Gaúcha: massa finíssima, farinhas especiais, uma combinação de coberturas irretocável. Bom, quem sabe se algumas pessoas reforçarem o coro, eles ressuscitem a sequência de pizzas. A propósito, já deixo registrado que, pra mim, a campeã das campeãs era a de camarão com gorgonzola!!!

Lamentações à parte, num restaurante como o Valle Rústico, tudo vale a pena. O cheff aprecia e entende tudo sobre carnes. Ele traz de família a tradição uruguaia de bons cortes e temperos fortes, como o chimichurri. E nessa vibe de slow food que o restaurante pratica, a única obrigação é desfrutar sem pressa do seu pedido. O cardápio traz algumas opções completas, com entrada + prato principal saem por R$ 68,00. A propósito, se você aprecia comida como eu, não pode deixar de ler um pouco sobre slow food.

couvert vr entrada vr

Antes da entrada, fomos seduzidos por um couvert de abobrinha com salmão defumado. Dos deuses! Pra beber, embora a carta de vinhos da casa seja boa e você também possa levar seu próprio vinho, pagando apenas a rolha, escolhemos uma Saint Bier. Tenho gostado cada vez mais dessa cerveja, especialmente a Belgian Golden Ale. Ela parece descer bem com tudo!
A entrada que pedimos também tinha abobrinha, mas o destaque era pra harmonização do azeite com os temperos. Não me pergunte do que se tratava exatamente, mas o que interessa é que estava tudo perfeitamente fresco. Muita coisa do cardápio vem diretamente da horta do restaurante.

risoto vr
Como disse antes, o cheff entende tudo de carnes e as harmoniza com perfeição aos acompanhamentos, mas a fama dos risotos da casa também é grande. Sem saber se o resultado final valeria a pena, embarquei numa sugestão muito louca: risoto de linguiça defumada com funcho. Quem pensaria numa combinação tão inusitada? Paguei pra ver e fui totalmente surpreendida pelo visual e o sabor desse prato. Confesso que imaginei outra coisa e que na minha imaginação essa mistura não funcionava.

limoncello vr

Como o cardápio vai variando conforme a estação, talvez você não encontre esse risoto dos deuses – mas estou certa de que haverá tantos outros que valerão a pena. Nesse dia, pulei a sobremesa em prol de uma causa maior chamada dieta. Uma hora você tem que admitir que essa história de blog pode cobrar o seu precinho na balança!!! Eu, que não sou escrava dela, jamais abriria mão de um jantar como esse – que aliás, estava superbalanceado. Mas a sobremesa, sim, dá pra deixar pra próxima. Uma dica valiosa: seja lá qual for a sua escolha, na saída, não deixe de aceitar uma dose do limoncello de fabricação própria do Valle Rústico. Só de pensar, já estou salivando. O sabor é incrível e ajuda muito na digestão.

Sobre a minha mãe, acho que o convite deu uma animada. Ademais, as semanas se passaram e os fios cresceram… Não há nada que o tempo não alivie.

Valle Rústico
Linha Marcílio Dias, s/n, 15 da Graciema – Vale dos Vinhedos
No GPS:
Lat.: 29°11’55,9″
Long.: 51° 34′ 36,9″

Mapa

Telefone (54) 3459-1162 | (54) 8123-0080
www.vallerustico.com.br

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Culinária com uma pitada de jornalismo. Bento Gonçalves, Serra Gaúcha.