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Os melhores do ano que passou

Férias foram necessárias para este blog. Andei sem inspiração e as páginas em branco ficaram pipocando diante de mim sem que eu pudesse escrever uma linha que fosse. Estafa. Quem nunca? Mas volto com fôlego renovado e agenda cheia de belos compromissos gastronômicos. Antes da maratona começar, quero enfim dividir com vocês aqueles que considerei minhas melhores descobertas em 2016. São cinco restaurantes imperdíveis – cada um com seu charme e sua filosofia. Em comum, a gastronomia descomplicada que vem com tudo em 2017, enterrando de vez a tal gourmetização.

 

#5 La Madre Cocina Mexicana

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Arriba muchachos! O primeiro restaurante mexicano de Bento Gonçalves chegou causando, com direito a tequileiro cara de mau e garçons fantasiados de Quico e Chaves. Vá com bom humor e em boa companhia e você terá uma noitada divertidíssima, aos embalos da sacolejante música mexicana.

 

#4 Bêrga Motta

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A 10 km do centro de Gramado, existe um refúgio natural que merece a contemplação. É o Ecoparque Sperry, com suas trilhas, cachoeiras e seu bonito projeto de preservação ambiental do Vale do Quilombo. Junto dele, um simpático restaurante de clima delicioso. Um rebuliço gostoso de crianças correndo e conversas animadas. É buffet e tem uns mimos como esse bolinho de arroz com banana e canela delícia!

 

#3 Cobo Wine Bar

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Quer estratégia mais simpática que um singelo combo de três tacinhas com variedades e vinícolas diferentes pelo preço de R$ 20,00? É o carro-chefe do Cobo Wine Bar, que inaugura com o mérito de oferecer um lugar centralizado pra você sentar e apreciar rótulos diversos. A harmonização fica por conta do menu assinado pelo chef Rafael Dellavecchia, do bistrô Arte Cheff, no Vale dos Vinhedos: massa fresca cortada a mão, burgers, comida de boteco e alguns risotos.

 

#2 China Thai

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De volta a Bento Gonçalves depois de 10 anos na Austrália e Indonésia, o chef Leandro Scotta criou aqui um cantinho asiático de sabores exóticos. Uma viagem para o outro lado do mundo em pratos da gastronomia chinesa, tailandesa e indonésia. A tele-entrega do China Thai vem fazendo sucesso, mas, pelo menos uma vez, indico visitar o restaurante pra conhecer o verdadeiro clima asiático e receber os cumprimentos do chef.

 

#1 Champenoise Bistrô

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É a menina dos olhos na rota dos espumantes de Pinto Bandeira – não somente porque extrapola os limites da culinária italiana, nem pela verdadeira obra prima servida à mesa, porque essa é apenas a ponta do iceberg. O que há de mais bonito e importante no bistrô é o que acontece nos bastidores e como os donos do negócio levam a efeito a filosofia slow food do prato à taça. Somente com menu degustação. Aberto de quinta a domingo no almoço. Aos sábados, também para o jantar.

Bêrga Mótta, uma refeição, uma expedição natural

Fui às Hortênsias torcendo por um dia sem chuva para aproveitar o fim de semana ao ar livre, mas não imaginei que o sol ia brilhar tão forte. Ele queimou forte, sem chance de ar fresco, sem cara de outono, escaldante. Pra encontrar um pouco de brisa, só mesmo em contato com a terra.

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A 10 km do centro de Gramado, existe um refúgio natural que merece a contemplação. É o Ecoparque Sperry, com suas trilhas, cachoeiras e seu bonito projeto de preservação ambiental do Vale do Quilombo. Junto dele, um simpático restaurante de clima absolutamente familiar chamado Bêrga Mótta. Um rebuliço gostoso de crianças correndo e conversas animadas.

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O parque tem pequenas trilhas muito bem sinalizadas, que são um convite à aventura. Plaquetas identificam as espécies de várias árvores pelo caminho, os pássaros cantarolam e o voo das borboletas deixa o caminho ainda mais colorido. Vista-se apropriadamente para aproveitar o melhor das trilhas.

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Eu não pensaria duas vezes em trocar o zoológico por esse parque. Aqui, eu realmente pude sentir o contato com a natureza. Caminhei de mãos dadas com Joana, até que ela tomou coragem e foi à minha frente, abrindo caminho. Molhamos os pés na cachoeira, deixei meu celular cair na água, comemos bergamota direto do pé. Daquelas coisas que só acontecem quando a gente está no mundo real.

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O percurso é curto, não chega a dois quilômetros, mas fi-lo lentamente e curtindo cada descoberta de Joana sobre folhas, insetos e a coleta de pinhas secas para próximo Natal. Expedições como essa abrem o apetite, então desembocamos direto no restaurante que, apropriadamente, define sua comida como comfort food.

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Pra começar os trabalhos, serviram-nos um bolinho de arroz com banana e canela. Parece esquisito, mas é muito, muito bom. Queria ter a receita 🙂

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Uma mesa farta de entradas e saladas são um convite à vida natural. Muitas opções sem glúten, sem carne, mas ricas em sabor.

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Depois, o menu principal do dia com sabor de comida da minha vó. Havia uma vaca atolada di-vi-na.

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A mesa de sobremesas merece reverências. Segui as instruções da plaqueta.

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É tudo especial. Não diria um clima de paz, mas de alegria. Muita gente sorrindo e buscando bons momentos com pessoas queridas. É disso que se faz a vida.

Dicas úteis e importantes: o lugar é longe e a conectividade não é boa. Por isso, nem o parque nem o restaurante aceitam cartões. Eles até podem quebrar seu galho aceitando cheque, mas preferencialmente leve dinheiro. A visitação custa R$ 12,00, mas o almoço no buffet isenta essa taxa. Você paga R$ 55,00 por uma refeição com cheirinho de família – muitas saladas frescas, panelas de ferro sobre o fogão a lenha e sobremesas de tirar o fôlego. Bebidas não inclusas e crianças até seis anos não pagam.

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Ecoparque Sperry e Restaurante Bêrga Mótta

Linha 28 (Est. Professora Elvira A. Benetti) – Vale do Quilombo – Canela/RS
Acesso principal localizado na RS-235 entre Gramado e Canela. (na esquina do Outlet Sierra e Chocolate Prawer)

Horários:
De terça-feira a domingo das 9h às 17h
Aberto durante todo ano.