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A vida parisiense no restaurante Tribeca da Rue Cler

Essa foi minha terceira vez em Paris e, por sorte, evitei atalhar, ganhar tempo com metrô ou ônibus. Fui aproveitando os dias de sol em longas caminhadas, muitas vezes sem destino, mas que sempre me entregavam no lugar certo e na hora certa.

Alguns lugares, como Paris, nunca esgotam. Não desbotam. É só abrir os olhos para as cores da vida real parisiense, aquela que está nas adjacências e na poesia urbana. Pedaços de cotidiano como a Rue Cler, que é quase um recorte da verdadeira cidade de Paris, merecem a passada.

A curta Rue Cler tem açougue, mercado de frutas, lavanderia, brasserie, loja de vinhos, de souvenires e o excelente café Tribeca. Esse é um daqueles lugares com horário turístico, mas que recebe um bom público local e fica disputado no happy hour, pontualmente das 16:00 às 19:00.

As cadeiras, sempre voltadas pra rua <3

O Tribeca abre das 8:00 até a uma da manhã. Cheguei tarde para os drinks de preço ótimo do happy hour, mas peguei uma mesa ótima para jantar. As pessoas ao meu redor comiam pizza e burguer. Mas tem os Plats Du Jour e as especialidades da casa. Não tem desculpa, eles têm menus em inglês e wi-fi se eu quisesse traduzir alguma coisa do menu.

Salmão eu sempre prefiro cru porque as pessoas não acertam o ponto. Esse estava perfeito <3

A cozinha francesa é primorosa e referência para a sociedade ocidental ao longo dos séculos. O prato tem tanta cor <3 Comi por dois nessa noite. Primeiro, o salmão com legumes, o azeite aromatizado e o limão siciliano, por 16,50 euros.

Sim, é carne crua, mas faz parte do repertório da gastronomia francesa. É preciso arriscar

Depois, já que eu estava com tempo, fui no embalo do steak tartar que a moça da mesa ao lado tinha pedido. Não foi a minha primeira experiência, mas é sempre aquela primeira garfada de desconfiança. A carne era bem temperada e definitivamente estava fresca. Com uma venda nos olhos, eu nem notaria que se trata de carne crua. Era bom, fato. Não anotei o preço, mas regula com o prato de salmão.

Esse mojito elevou meus padrões de aceitação em relação a mojitos. Não sei como vai ser agora

Também tomei um mojito maravilhoso por 9 euros. Fiquei lá, mexendo e remexendo o meu mojito.

#paris2024 #pointofview #loveparis #vivelafrance #olympics #anouslesjeux

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Depois disso, sem sobremesa, caminhei sem rumo até ver no céu uma pontinha da Torre Eiffel. Guiei meus passos por ela e me atirei no gramado do Champ de Mars pela primeira vez, sozinha.

Tribeca Paris
36 Rue Cler, 75007, Paris

O Facebook deles é megadesatualizado. Mas segue porque ajuda, pelo menos, a achar o lugar (risos). Clique aqui!

Le Procope: o restaurante de 300 anos!

As lendas são mesmo muito maiores que qualquer recorte ordinário da realidade. Diante do famoso chapéu de Napoleão esquecido no restaurante Le Procope, tive um flashback da estranheza ao repousar os olhos pela primeira vez na Monalisa. Como podem – Monalisa e a cabeça de Napoleão – ser tão pequenas? Aquele chapéu daria uma cabeça infantil, mas, ainda assim, deslumbrei. Entrei. Pedi uma mesa e dei 30 minutos de um minucioso passeio pelos salões interligados do restaurante antes de me sentar.

 

A pequeneza se limita ao chapéu. À parte disso, as poltronas, paredes, cadeiras e o veludo vermelho avalizam a imponência que só um restaurante com o título de segundo mais antigo do mundo pode ostentar.

 

A história contada nas centenas de quadros, livros emoldurados, bilhetes e memórias do Le Procope somam os mais de 300 anos de história do lugar. A empolgação de estar ali transborda.

Num ponto nobre de Saint Germain, o Le Procope abriu as portas em 1686, acredite. Foi o primeiro café literário e a primeira sorveteria da França. Hoje é um restaurante de menu francês e passagem diária de centenas de turistas – a maioria dos quais não faz ideia de onde está pisando. Exceção para o grupo de brasileiras com que cruzei no toilette e que estavam acompanhadas de uma guia!

No século 18, muito antes do advento da geladeira, o café servia 80 sabores de sorvete. Foi reduto dos mais importantes personagens da intelectualidade, política e arte francesas. Todos retratados em quadros e objetos pessoais com que  certamente presentearam o dono.

Quantos chapéus, quantas carruagens, quantos charutos e lamparinas não devem ter passado por ali? Diz-se que o primeiro esboço da Enciclopédia nasceu no Le Procope e que, numa dessas mesas, Benjamin Franklin escreveu o que seria a declaração de independência dos Estados Unidos.

Fiquei atônita por um momento diante do que seria o último bilhete escrito por Maria Antonietta antes de sua execução.

A atração indefectível do Le Procope, entretanto, é o chapéu de Napoleão, esquecido ou deixado no café como pagamento de uma dívida ainda quando era um tenente na Revolução Francesa é exposto à entrada. Antes dele, passaram por ali Molière e Voltaire. Depois de Napoleão, Balzac e Victor Hugo. É surreal imaginar.

Pra evitar a complicação de um menu extenso, muitos turistas – eu inclusive – optam pelo menu do dia, com três opções de entrada, prato e sobremesa. O almoço completo sai por 28,90 euros.

O que comi foi um gaspacho de legumes – que é naturalmente frio, mas opostamente apimentado. Inusitado sentir-se ruborizar mesmo tomando algo gelado.

O prato principal, frango supremo, foi uma delícia de sabores. A carne suculenta, o molho saboroso e a cama de batatas no ponto exato.

A sobremesa poderia ter sido creme brulée, mas Ainda bem que pedi a torta de maçãs. Estava demais! Comi tudo embalada por uma única taça de vinho tinto, pois a caminhada que estava grande até ali, tinha mais muito a prosseguir.

Durante alguns anos, o Le Procope ficou fechado; depois, voltou a operar como restaurante e com brilho apagado pelo tempo. Há uns 30 anos, foi comprado pelo grupo Les Frères Blanc, que revitalizou vários restaurantes históricos em Paris.

 

Le Procope

 13 l’Ancienne Comédie, 75006, Paris

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Sushi: Rodízio consciente no Yoo Boutique

Comer bem é brilhar os olhos, salivar a boca e alimentar a alma; mas o corpo tem seus limites e a Terra também. Caso você não saiba, um terço de todos os alimentos do mundo é perdido ou desperdiçado nas etapas de produção e consumo (ONU). Ao mesmo tempo, 800 milhões de pessoas estão subnutridas. Se você chegou até essa quarta frase do post, obrigada por se importar. Então, que tal refletir sobre escolhas que estimulam ainda mais o desperdício? Chega de comida sobrando na mesa, voltando pra cozinha, indo para o lixo.

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Toda essa intro pra te contar sobre o rodízio consciente de sushis do Yoo Boutique Food Store – o supercool bistrô, winestore e empório caxiense do mesmo dono que o Umai-Yoo.

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Então que toda segunda-feira dessa temporada, você pode curtir sushi à vontade, mas sem sobras e sem desperdício.

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Os garçons vão passando e servindo, você come quanto possa, incluindo sushis tradicionais, sashimis e especialidades da casa.

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O preço também fica mais em conta, viu?! O rodízio completo por R$ 69,00.

IMG_7918E depois, se sobrar um espacinho, você pode se esbaldar no Buffet de sobremesas só com maravilhas dos Chocólatras Anônimos. Fora isso, aproveite pra se perder nas prateleiras do Yoo Boutique. Tem tudo de especial pra levar pra casa.

O rodízio consciente do Yoo Boutique vai ser toda segunda-feira, mas fica ligado nas mídias da casa, porque às vezes vai rolar no sábado também!

 

Yoo Boutique Food Store

Nota no Google: 4,4 de 5,0

Nota no Foursquare: 8,4 de 10

Nota no Trip Advisor: 4,0 de 5


Rua Os 18 do Forte, 1535, Caxias do Sul

Aberto de segunda a sábado, das 11:00 às 21:00

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Um abraço de brownie no Le Petit Sablé

Se os tempos andam difíceis para os sonhadores, sempre existirão os pequenos prazeres, as pedrinhas pra se arremessar no rio, o saco de sementes da feira pra afundar delicadamente os dedos. Ou um café no Le Petit Sablé, que me arrancou um sorriso logo de chegada. Abriu essa semana em Garibaldi pelas mãos amáveis da chef Catherine Tedesco, dona de brownies e geleias que já circulam há muitos anos pela Serra Gaúcha.

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Le Petit Sablé tem cafés nobres com extrações especiais, uma linda prateleira de doces pra levar e o balcão colorido de brownies e salgados.

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Mais que isso, tem um lounge no andar superior com mostra de obras de arte, biblioteca coletiva, sofás pra se recostar. Tudo com privilegiada vista para a praça da Igreja Matriz. É aquele café de estimação que todo mundo deve ter, mas, mais que isso, é uma proposta de convivência nessa cidade que já é tão querida de todos. E, como se não bastasse, é integrado a um salão de beleza!!!

IMG_8680O cardápio é mais um abraço da Le Petit Sablé ao seu cliente. Salgados cuidadosamente escolhidos pra oferecer qualidade de vida, mas também de sabor muito legal. Tem pizza e tábua de frios, que não provei, e naturalmente tem quiches pra reforçar toda a atmosfera francesa do lugar já desenhada pelas flores e pela música.
Mas não pude deixar de provar a coxinha vegana, com massa de batata doce e recheio de tomate seco com creme de queijo que na verdade não é queijo. Uma delícia veramente sem culpa. Custa R$ 6,50.

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Também comemos o Strudel de espinafre com ricota que já virou minha coisa preferida no Le Petit Sablé. Crocante por fora, bem temperadinho. R$ 8,00.

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Além dos brownies pra levar, tem uma enorme seleção de brownies de confeitaria que vai sempre mudando. Separei esse trio de red velvet, brownie de limão e de nutella.

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E, com certa dose de culpa, esse estupendo brownie de potinho com doce de leite e chantilly. R$ 8,50.

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Le Petit Sable é um lugar tão carinhoso, que te adoça a vida. E na saída, além do sorriso da Catherine, você leva borra de café pra adubar a sua horta ou jardim. <3

Le Petit Sablé
Rua Dante Grossi, 154, sala 2, Praça da Igreja Matriz, Garibaldi (RS)
Aberto de terça a sábado, das 9:00 às 19:00
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O menu cosmopolita e rotativo do Arte Cheff Cult

Como atração no Vale dos Vinhedos e com bandeira italiana, o Arte Cheff atraiu muitos turistas ao longo de dois anos e conquistou ótimas críticas para a pizza fininha e a massa fresca cortada à mão pelo chefe Rafael Della Vecchia.

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Agora, reinaugurado na cidade, em frente ao Cartório Eleitoral, o restaurante com ares de bistrô assume uma cara muito mais contemporânea e cosmopolita, com um menu temático que promete mudar a cada 15 dias, uma delícia de música e a tal torneira de prosecco que todo mundo anda perguntando.

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Antes de qualquer coisa, quero destacar e elogiar o horário de funcionamento, de segunda a sexta, das 16:00 a meia noite, e nos sábados, das 11h30min a meia noite. Perfeito pra uma esticadinha depois do trabalho, pra uns drinks no jantar ou pro almoço de sábado. O menu traz comidinhas de boteco, como a receita famosa de miniburguer do chefe, fritas, etc; as opções da quinzena e sobremesas. Também algumas delícias do dia pra comer com um chazinho.

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Provei uma das opções do menu principal, que talvez não esteja mais na próxima quinzena do Arte Cheff, mas serve pra garantir que o chefe entende de ponto, viu?! Esse filé com cogumelos flambados era o prato nobre desse menu, por R$ 56,00.

Pra beber, drinks, chopp e prosecco direto da torneira. Pra beber quanto possa, com precinho camarada, sem descarte de garrafas.

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Eu pedi e a casa prometeu tornar permanente esse sanduíche cubano que é veramente delicioso, com porquinho flambado, queijo derretido e que casa perfeitamente com a maionese de leite e barbecue do Arte Cheff. Um enorme de um sanduíche por apenas R$ 25,00.

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Pra quem queria muito saber se vale a pena. Sim, vá tranquilo e desfrute!

 

 

 

 

 

Arte Cheff Cult

Nota no Google: 5,0 de 5,0

Nota no Foursquare: não existem avaliações suficientes

Nota no Trip Advisor: 4,5 de 5


Rua General Goes Monteiro, 26, Bento Gonçalves (Rio Grande do Sul)

Aberto de segunda a sexta,  das 16:00 a meia noite, e nos sábados, das 11h30min a meia noite

Facebook: clique aqui!

https://www.facebook.com/artecheff/

 

 

 

Setembro Verde: onde curtir na Serra Gaúcha

Em setembro, o Culinarismo te convida a refletir sobre hábitos alimentares. Você consome os 400 gramas diários de frutas e hortaliças recomendados pela Organização Mundial da Saúde? Comer melhor é uma questão vital e o movimento Setembro Verde é mais que necessário pra disseminar a importância de uma alimentação saudável, especialmente como uma mensagem positiva para as crianças, e exaltar o pequeno produtor rural.

Restaurantes de todo o país também estão envolvidos, criando pratos e programações para esse mês tendo como personagem principal os alimentos frescos e produtos da terra. O Culinarismo faz parte do movimento e apoia os restaurantes engajados no Setembro Verde. Na Serra Gaúcha, são dois lugares espetaculares.

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Em Canela, o Monã Natureza, Hospitalidade e Cultura abrirá suas portas nos sábados de setembro convidando avós da comunidade a passarem adiante sua experiência sobre hortas urbanas, numa ação de multiplicação do conhecimento em que os visitantes serão convidados a plantar, colher e ver de perto o poder das plantas. O cardápio vai dar ênfase ao milho – uma das sementes que, segundo Castelli, mais deve ser protegida hoje em função da erosão genética.

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No Valle Rustico, em Garibaldi, onde 80% do menu degustação já tem os vegetais como protagonista, o chef Rodrigo Bellora vai dedicar todo o mês ao Setembro Verde, com um menu privilegiando a temporada de tubérculos, com receitas levando cará, inhame, diferentes tipos de mandioca e batatas, gengibre, cúrcumas.

Você também pode – e deve – participar. Primeiramente, reflita sobre a sua alimentação e suas escolhas. Pense em incluir mais ingredientes frescos, produtos da terra. Agora é a hora de tirar do papel aquela velha ideia de ter uma hortinha em casa e ter mais vida no seu prato. E , além de tudo, você pode levar essa ideia adiante sendo mais um porta-voz. Acesse o Setembro Verde clicando aqui e veja todas as ações e apoiadores!

Faça sua vida mais verde: vamos comer melhor?

Clô Restaurante: poesia pura em Flores da Cunha

A linha do horizonte não dá conta dos vinhedos que emolduram o cenário da vinícola Luiz Argenta, em Flores da Cunha. O primeiro impacto é de um deslumbre que a vista não alcança e de um silêncio providencial cortado pelo revoar dos passarinhos.


Despidas, mas não mais dormentes, as videiras preparam seu rebrotar para a próxima safra. E eu, de olhar apertado pelo sol dessa primavera precipitada, tive meu primeiro almoço no Clô Restaurante, que vai povoar minhas lembranças por algum tempo mais, tenho certeza.

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Depois de uns minutos necessários diante da vista, do silêncio cortado pelos passarinhos e do sol imponente, entrei e precisei de mais algum tempo contemplando o lugar, que tem um projeto realmente deslumbrante assinado pela arquiteta Vanja Hertcert, que realmente trouxe uma alma elegante para o restaurante.

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Pois sobre a comida, o menu completo com couvert, salada, entrada, prato principal e sobremesa sai por R$ 95,00. Não dispense de modo algum a tábua de focaccia e pães frescos.

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A entrada, o prato principal e sobremesa são à escolha do cliente e eu fiquei bem contente com os delicados nhoques ao molho rosé. Os tomates aqui tinham uma acidez que deixou o prato bem marcante.

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A partir daí, as escolhas foram emocionais. Memórias dos anos em que vivi no Pará me levaram a escolher o pirarucu com risoto de alcaparras e limão. Um prato bem fresco, mas forte pela presença desse peixe amazônico firme e carnudo. Amei o prato.

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Voltando bem pro interior gaúcho, a sobremesa foi um remember dos pacotes e pacotes de mandolate que comia na casa da minha vó. Aqui, o semifredo de mandolate veio adornado por calda de caramelo e poeira de amendoim. Achei um pouco pesado, talvez influência do peixe que comi antes.

Como arremate dessa refeição, ficou a vontade de voltar. Merece!

Clô Restaurante, o restaurante da vinícola Luiz Argenta

Nota no Google: 4,8 de 5,0
Nota no Foursquare: 8,0 de 10
Nota no Trip Advisor: 4,5 de 5

Avenida 25 de Julho nº 700, Flores da Cunha/RS
Aberto de terça a domingo, das 12:00 às 15:00
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Cooking class Amrit: pratos veganos e proteicos

Essa semana, o Culinarismo trocou os salões dos restaurantes pela cozinha da Amrit, porque conhecer e valorizar os alimentos é útil para o dia a dia e para trazer os melhores roteiros ao blog. A Kelly Todescatto, além de nutri, é professora de yoga e estudiosa da medicina Ayurvédica. Suas aulas de culinária são um convite à reflexão sobre o poder dos alimentos na nossa vida. E não apenas sobre a comida, mas sobre a energia que alimenta nosso corpo.

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Levei a Joana comigo para um curso de leguminosas como opção proteica e vegana. É bem importante abrir espaço para as crianças na cozinha, permitindo que elas ajudem de acordo com suas habilidades e participem dessa alquimia que é transformar ingredientes em receitas. Aos seis anos, pelo menos lá em casa, a Joana já pode se envolver em todas as etapas que não envolvam facas.

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Na aula da Amrit, a pequena ajudante de Culinarismo colocou o dedinho em todas as receitas, incluindo essa delícia de sopa que teve a receita especialmente cedida pela Kelly para o Culinarismo. É ultrassimples e fica uma delícia.

Creme Vermelho de ervilha partida 

  • 1 xíc de ervilha partida
  • 1 beterraba média
  • 1 tomate
  • 1 cebola
  • ½ colher de chá de gengibre em pó
  • 1 folha de louro
  • Sal e pimenta a gosto

 

Modo de preparo:

Cortar em pedaços as hortaliças, em uma panela cozinhar todos os ingredientes por cerca de 30 minutos, retirar a folha de louro no final. Processar ou liquidificar.

 

Dica da nutri: o empratamento pode ser finalizado com algum óleo prensado a frio, para melhorar a biodisponibilidade de nutrientes solúveis em gorduras. 

 

A aula de leguminosas também teve outras delícias:

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Grão de bico à baiana

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Falafel

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Refogado de cogumelos

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E biscoitos de amendoim…. tudo sem glúten, sem lactose, sem ingredientes de origem animal.

A Amrit tem uma programação bem variada de oficinas e também o serviço de personal cooking para quem planeja uma reeducação alimentar completa: introdução de novos hábitos, planejamento familiar, bases culinárias e substituições.

Segue a Amrit no Facebook pra acompanhar a programação. Clique aqui!

O menu Del Pomodoro adaptado a intolerantes e vegetarianos/veganos

A cozinha da nona italiana, que os restaurantes da Serra Gaúcha tão bem reproduzem, é aconchegante e farta, mas inacessível a uma parcela considerável de pessoas que convivem com a intolerância à lactose ou glúten, sem contar quem não come carne ou é totalmente vegano. O Restaurante Del Pomodoro pensou nisso e adaptou sua sequência tipicamente italiana para servir o máximo de opções possíveis aos clientes com restrições alimentares.

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A ideia é muito boa porque, em geral, essas pessoas acabavam sem chance de provar a maior parte dos pratos de uma sequência e a experiência delas acabava não sendo completa. Agora vejam comigo tudo o que o Del Pomodoro fez pra servir melhor clientes com diferentes necessidades. O restaurante fica junto à Casa do Tomate, nos Caminhos de Pedra, e o fio condutor do cardápio, como o nome entrega, é o bom e velho tomate – esse, sim, vai em praticamente tudo.

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Na abertura dos trabalhos, pra acompanhar a caponata, a pasta de tomate seco e o molho de bruschetta, a casa serve um pãozinho sem glúten nem lactose fornecido pela Domus, de Bento Gonçalves.

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A caprese clássica da casa aqui vem sem a muçarela de búfala.

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Depois começa aquela festa gastronômica e a mesa vai ficando cada vez mais cheia de pratos. A fortaia, aqui, é um omelete suculento – sem queijo e sem salame – pra atender vegetarianos e intolerantes a lactose. Veganos podem se fartar na polenta com molho de tomates.

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O arroz bem temperadinho é servido sem bacon, somente tomates e o açafrão que deixa seu perfume no ar. Pimenta a gosto.

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Essa, pra mim, é a especialidade da casa e o Del Pomodoro também acha que todo mundo deve provar. Originalmente, o tomate seria recheado com bacon, molho branco e espinafre, mas a casa fez diferentes adaptações pra poder servi-lo a todos os clientes.

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A massa sem glúten nem lactose, também da Domus, vem ao molho de tomates, sem queijo e sem carne. IMG_7267Minha melhor amiga é intolerante a glúten e lactose. Pensei nela em cada minuto desse almoço….primeiro, pela saudade, porque moramos longe uma da outra. Depois, porque fiquei imaginando ela farta e contente por ter podido comer tanta coisa. <3

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A sobremesa pode ser figos da casa em calda, mas eu não pude resistir ao arroz doce que vagenos e intolerantes à lactose não comeriam. É porque foi a sobremesa da minha infância <3

E assim foi. O preço do almoço adaptado é o mesmo para clientes habituais: R$ 45,00 a refeição completa (sem bebidas).

 

Ristorante Del Pomodoro

Nota no Google: 4,4 de 5,0

Nota no Foursquare: 8,5 de 10

Nota no Trip Advisor: 4,5 de 5

Caminhos de Pedra, distrito de São Pedro, Bento Gonçalves

Aberto diariamente, das 11h30min às 17h

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Ler sobre Paris faz parte da viagem <3

#comerecorreremParis

Em um mês, o Culinarismo embarca para uma aventura em Paris que vai se dividir entre restaurantes, festividades e quilômetros percorridos. Será uma dupla jornada. Vou especialmente para Festa da Gastronomia da França, que se realiza desde 2011 e nessa edição vai ter centenas de programações direcionadas ao tema “no coração do produto”. Ao mesmo tempo, vou correr minha primeira prova internacional: La Grande Classique Paris, da torre Eiffel até o palácio de Versailles.

A Cidade Luz é uma fonte de inspiração de onde bebem a gastronomia, o turismo, os artistas, os românticos e os entusiastas da história. Ler sobre Paris faz parte da magia da viagem, antes, durante e depois. Os livros me transportam pra lá num segundo, e num segundo me sinto a garçonete do Michaud, acomodando o galante Hemingway à mesa para seu almoço com Fitzgerald.

Separei alguns dos livros mais apaixonantes que já li sobre Paris e um título que ainda não li, mas que foi super-recomendado e vai na mala como companhia. Todos eles estão te esperando nas prateleiras da livraria Dom Quixote, em Bento Gonçalves, que está com um bazar bem legal até o dia 20 de agosto: tudo com 15% off e uma seleção enorme de livros por 15 pilas!

 

# Paris é uma festa, Ernest Hemingway

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Quando o nome do autor aparece na capa com mais destaque que o título do livro, estamos diante de alguém certamente notável. Hemingway é um autor obrigatório para os estudantes de jornalismo: são clássicos do romance-reportagem. Mas esse livro autobiográfico é diferente. Traz a intimidade suja do autor, as loucas festas da geração perdida em Paris, suas apostas nos cavalos e a infidelidade dele à esposa. Tudo isso emoldurado pela Paris dos anos 1920, numa narrativa que é, no mínimo, hipnotizante. No meio do livro, odiei Hemingway. Depois, o amei ainda mais.

 

# E foram todos para Paris, Sérgio Augusto

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Depois de ficar enlouquecido pelo detalhamento de Hemingway sobre seus anos em Paris, você possivelmente vai desejar percorrer os mesmos caminhos da geração perdida na Cidade Luz. Então esse livro do brasileiro Sérgio Augusto passa a ser uma leitura indispensável. Aqui, o autor lista os endereços frequentados por Hemingway, Fitzgerald, Picasso e outros: suas casas, os cafés e restaurantes prediletos, os bordéis. Tudo com fotos e mapas roteirizados pra quem realmente quer percorrer os passos desses grandes nomes da literatura e das artes no século 20.

 

# Paris para um e outros contos, Jojo Moyes

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Um graça de livro, pra devorar numa tarde de sábado, sem culpa e com a mente leve. Aqui, a autora do Best seller Como eu era antes de você traz uma coletânea de textos fluidos sobre amores passageiros, viagens e casamentos fracassados – mas calma, tudo com grande dose de leveza. O melhor deles, pra mim, realmente é o conto que dá título ao livro. Uma história divertida sobre uma moça insegura que decide aproveitar Paris sozinha depois de um bolo imperdoável do namorado pilantra que nunca chegou para encontrá-la no hotel.

 

# A livraria mágica de Paris, Nina George

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É um livro sobre aventuras e sobre como os livros têm o poder de nos curar. Uma narrativa delicada sobre um livreiro de Paris que tem um barco-livraria e que se amargura pela perda de sua amada. Acontecimentos mágicos o levam a desancorar das margens do Sena e partir com seu barco para uma aventura pelo interior da França. É um livro pra todo mundo que, assim como eu, acredita no poder que as histórias têm de mudar nossas vidas.

 

# Uma mulher livre, Danielle Steel

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Bem, desse eu não muito a falar, ainda não o li. Mas foi altamente recomendado e vai comigo na bagagem pra fazer companhia em Paris. O que eu sei sobre o livro é exatamente o que me atraiu a ele: embora seja ficcional, é uma história repleta de detalhes históricos e que se passa no contexto da Primeira Guerra Mundial. É a jornada de uma rica moça nova-iorquina que perde parte da família na tragédia do Titanic e, por força dessa e outra tragédia em sua vida, vai parar na Europa, onde ajuda os feridos do front.